O perigo de viajar até à Turquia…

É sair de lá com a carteira depenada, porque apesar de se encontrarem boas pechinchas nos mercados/feiras/bazares, há coisas que dá vontade trazer por casa a cada metro que andas. Já para não falar a quantidade enorme (!!!) de contrafacção que é vendida alegremente pelas ruas como se não se passasse nada. Perdi a conta à quantidade de carteiras, lençoes, botas, sapatos, tudo que possam imaginar da Gucci, Chanel, Louis Vuitton, Hérmes… Um sem fim de coisas giras. Mas vá, a essa parte resisti estoicamente e não trouxe nada falsificado para casa desta vez. (As sapatilhas comprei-as numa loja de desporto “a sério”, se bem que pelo preço posso ter sido enganada, até ver são perfeitinhas!)
Mas trouxe algumas outras coisinhas giras… Aqui ficam elas. Prometo a reportagem completa para breve! read more

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Das palavras que podiam ser minhas…

…se soubesse escrever como ele.

YALE, CAMPO DE OURIQUE
Miguel Sousa Tavares (in Expresso, 29/9/2012)



«Quando o Governo subiu o IVA de 13 para 23% na restauração, António, temendo as consequências da subida de preços no seu pequeno restaurante de Campo de Ourique, resolveu encaixar ele o aumento

sem o repercutir no preço das refeições. Aguentou até poder, mas mesmo assim a clientela começou a baixar lentamente: parte dela, que lhe assegurava umas trinta refeições ao almoço e metade disso ao jantar, era composta por funcionários públicos, que trabalhavam ali ao lado e cujos salários e subsídios tinham diminuído, com a medida destinada a satisfazer as condições do “ajustamento” da economia.

Quando reparou que Bernardo, um cliente fiel e diário, tinha passado a frequentar os seus almoços apenas três vezes por semana, António tomou aquilo como sinal dos tempos que ai vinham: sem outra alternativa, despediu a ajudante de cozinha, ficando apenas ele e a mulher no serviço de balcão e mesas e, lá dentro, um cozinheiro sem ajudante. Mas a seguir notou que também Carolina e Deolinda, que vinham almoçar umas três vezes por semana, agora vinham apenas uma e pouco mais comiam do que saladas ou ovos mexidos. Em desespero, teve de subir os preços e Eduardo, um reformado cuja pensão tinha diminuído, desapareceu de vez. Foi forçado a cortar drasticamente nas compras a Francisco, o seu fornecedor de peixe, e a atrasar-lhe os pagamentos: com cinco outros restaurantes, seus clientes, na mesma situação, Francisco viu o seu lucro reduzido a zero e optou por fechar a sua pequena empresa e inscrever-se no Fundo de Desemprego. read more

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