O Funchal visto de cima, aldeia do Monte.

Há terras que são famosas pelos seus ‘altos e baixos’, eu diria que a Madeira fica famosa porque toda ela são ‘altos’, baixos nem vê-los.  Tudo é a subir a pique e não esperem caminhadas fáceis. Ou a preparação fisíca é boa ou vão ficar à morte ao fim dos primeiros 100 metros. Mas nem tudo é mau, e tamanhos declives haveriam de ter as suas vantagens. No caso da Madeira são as vistas incríveis que se têm do alto das montanhas, e claro, as descidas de cestos. Numa das tardes que passamos no Funchal resolvemos ir até à aldeia do Monte. É possível chegar lá cima no famoso teleférico (15 euros ida/volta) ou então apanhar o autocarro, posso garantir-vos que também é uma aventura e tanto (a juntar aos precipícios, aos declives acentuados e às curvas apertadas das estradas, os condutores são bem loucos para o padrão ‘continental’ – mas fácil para quem acabou de chegar da Índia). Uma vez lá em cima há a possibilidade de visitar a igreja do Monte, o Jardim Tropical (com a colecção Berardo), apanhar outro teleférico até ao Jardim Botânico, ou dar uma voltinha de cesto (25 euros por pessoa, 15 euros se dividirem os cesto). Se assumirem a forretice (tal como eu!), podem só disfrutar do ambiente tropical que vos rodeia, subir ao topo da igreja (a melhor vista) e ficar a apreciar a cara das inglesas/alemãs a descer os cestos com ar de quem ‘não sei se estou em pânico se estou a adorar’. Só isso já vale a deslocação.

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