Cadeia da Relação | Porto

Aproveitando o espírito do São João – ainda vêm aí as fotos da noite -, voltamos por estes dias ao Porto para organizar uma série de posts que estão nos rascunhos há imenso tempo. No fim-de-semana que passei por lá, no Workshop de Escrita de Viagens de que vos falei, tive a oportunidade de visitar o edifício da antiga Cadeia da Relação, mesmo no centro do Porto ao lado do jardim da Cordoaria, da Torre dos Clérigos e da renovada Praça de Lisboa. Claro que nem se contam as vezes que já tinha passado por lá e olhado com atenção para o edifício, mas sempre por fora. Sabia que estava lá instalado o Centro Português de Fotografia, mas sinceramente que tinha sempre imensas exposições de entrada livre não fazia ideia. Uma pena, porque o espaço vale muito a pena. Não podia vir mais a propósito, já que estou a ler um livro dobre o Rei D. Manuel II, último rei de Portugal e filho de D. Amélia, que vim a descobrir nesta exposição gostava de fotografia e tinha um álbum pessoal bem interessante… “Tirée par…” mostra-nos muitas fotografias do dia-a-dia da última família real portuguesa, das grandes caçadas, visitas de estado e viagens ao estrangeiro. Gostei muito de visitar a exposição, que infelizmente acabava nesse dia por isso não terão oportunidade de conhecer.  Mas podem visitar outras exposições temporárias, e conhecer o próprio edifício que vale a pena, nos andares superiores tem a exposição permanente que mostra um pouco da evolução da fotografia e permite-nos entrar em alguns dos espaços mais famosos da cadeia da relação, como a cela onde esteve preso o escritor Camilo Castelo Branco e onde escreveu uma das suas obras mais conhecidas “Amor de Perdição”. Salta à vista a paisagem incrível que podia ver pela janela, para a Sé do Porto e o casario que se estende até à Ribeira e ao Rio Douro – depois de lá estar é mais fácil perceber de onde veio a inspiração. Quando tiverem oportunidade, vão até lá, não se irão arrepender.               

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