Viajar com a Cathay Pacific

Ponderei se esta era uma boa hora para fazer este post ou se deveria deixar passar mais algum tempo sobre a experiência para conseguir fazer uma avaliação mais fria e isenta da viagem. Mas acho que está na altura certa, já não estou furiosa com o que correu mal e ainda me lembro bem do que funcionou de maravilha. Portanto aqui vai a minha sentença.

Viajava de novo com a Cathay, se a oportunidade surgir.
Apesar de no início desta aventura asiática ter posto isso em questão.

Vamos por partes, a Cathay entra em todas as listas e mais algumas de melhores companhias do mundo, a fazer companhia às Emirates desta vida e portanto as expectativas eram bem altas. Íamos voar com eles Madrid – Hong Kong, Hong Kong – Ho Chi Minh, Ho Chi Minh – Hong Kong e Hong Kong – Londres, mas todo o problema começou logo em Madrid quando o nosso voo foi adiado sem hora à vista. O stress, o pânico, e agora as nossas férias?
Deram a entender que seria um problema com a aeronave e toca de nos mandar para um hotel em Madrid.

(+) Estadia no Marriott Auditorium em Madrid

Supostamente iria estar lá alguém para nos dar mais informações, mas as únicas pessoas que lá estavam eram funcionários do hotel que tinham ordem para nos dar um quarto, alimentar e deixar-nos estar à vontade até à hora de regressar ao aeroporto, que iria ser afixada assim que fosse conhecida.
Algumas pessoas começaram a receber sms com as novas horas de voo, outras e-mails, outras coisa nenhuma, e chateados com a falta de informação credível, voltamos de táxi ao aeroporto para tentar falar com alguém que não existia. Voltamos para trás de mãos a abanar.

As primeiras informações apontavam para uma saída por volta das 00:00 (o horário inicial era 12:30 e chegamos ao hotel por volta das 16:00), depois para as 08:00 e finalmente para as 15:00 (acabamos por sair por volta das 16:30), o que nem nos permitiu sair do hotel, porque nunca sabíamos a que horas nos iriam chamar e obrigou a acordar (em vão) às 04:30 da manhã.

Embarcamos finalmente para Hong Kong num voo que correu maravilhosamente bem. O serviço a bordo é mesmo porreiro, refeições simpáticas, entretenimento variado, bom reclinação das cadeiras, snacks  e noodles disponíveis todo o voo, creminho no wc.

O único senão era o stress de saber que já tínhamos perdido a nossa ligação a Ho Chi Minh, que perdemos 2 dias de passeios e que queríamos reclamar muito à chegada a Hong Kong. E foi o que fizemos, ao contrário de Madrid – onde não havia ninguém da Cathay, todos os serviços estão terceirizados – aqui havia alguém à nossa espera com indicações sobre os voos de ligação e um balcão onde pudemos reclamar muito, queríamos ir diretamente para Phnom Penh já que o que íamos ver em Ho Chi Minh estava perdido (mas não permitiram, porque a ligação Ho Chi Minh – Phnom Penh era com outra companhia) e queríamos adiar o regresso para compensar o que havíamos perdido, essa parte, depois de algum debate foi bem-sucedida. Ainda nos pagaram uma refeição em Hong Kong enquanto esperávamos processar a alteração dos bilhetes.

Todos os outros voos correram sem nenhum percalço até ao fim, o serviço foi sempre bastante bom, o hub em Hong Kong tem tudo o que faz falta.

Concluindo: sub-contratar para poupar custos pode parecer uma ideia muito boa. Realmente a Cathay poupa uns trocos em não ter funcionários e atendimento ao cliente em todos os aeroportos do mundo para onde voo, mas também passa a pior imagem de sempre, e deixar os clientes furiosos sem acesso a informação não será grande propaganda.

À chegada, e depois de vários emails trocados com    o serviço de apoio a clientes (é preciso contactá-los que eles não se chegam à frente com nada) aceitaram cumprir a legislação europeia de responsabilidade  das companhias aéreas e indemnizar-nos com os valores tabelados e pagar as despesas extra em Madrid inerentes ao atraso. Depois conto-vos quanto tempo vai demorar o dinheiro a chegar.

(+) Podem consultar aqui a legislação em vigor 

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