Cruzeiro no Rio Mekong até Pak Ou Cave

O último passeio que fizemos no Laos, na última manhã que passamos em Luang Prabang, foi um cruzeiro no Rio Mekong até Pak Ou Cave, uma caverna santuário, numa ilhota no meio do Mekong, com milhares de estatuetas de Budas. Não poderíamos ter acabado melhor a viagem, já que o passeio foi incrível.

Saímos de barco de manhã cedo, de um dos muitos ancoradouros que existem no centro de Luang Prabang, um barco típico, semelhante aos muitos que já tínhamos visto nos dias anteriores, bem afiado para cortar as águas do Mekong e só para nós.

Há poucas maneiras tão boas de contornar o calor abafado asiático do que a proximidade à água, que aliada ao movimento do barco foi a bênção ideal depois de uns dias de inferno térmico. Soube mesmo bem relaxar, esticar a ver o rio passar e curtir o passeio sem preocupações. Aliado a tudo isto, a vista pela janela era incrível. Só havia três cores no horizonte, o azul do céu, o verde da floresta luxuriante e o castanho das águas barrentas do Mekong pontuadas com a cor esporádica de outros barcos que se cruzavam.

Por entre algumas paragens que fizemos pelo caminho, em algumas pequenas aldeias na margem do rio, que vivem das tradições locais e do que vendem aos turistas que por lá passam, demoramos quase três horas a chegar ao ponto mais distante o rio, onde finalmente pudemos visitar as cavernas e almoçar no único restaurante que iríamos encontrar na margem do rio.
As estatuetas douradas, apesar de estarem num local inusitado e portante interessante não eram mais espectaculares do que todas as outras que já tínhamos visto na cidade. Mas o peixe frito do Mekong que comi por lá fez valer toda a viagem – foi a melhor refeição em três semanas na Ásia (ou eu é que já estava farta de arroz e noddles).

A corrente do rio ajudou na viagem de regresso que demorou cerca de metade do tempo. Era o fim da nossa viagem no Laos, já que dali seguimos para o aeroporto de Luang Prabang, onde nos esperava um voo de regresso ao Vietname.

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