Elvas | Badajoz à vista

Elvas não estava no plano inicial de visita ao Alentejo, era só um ponto de passagem entre Évora e Mérida, onde iríamos passar a primeira noite da nossa road trip pelas Españas, mas a paragem em Vila Viçosa saiu furada porque o Palácio dos Duques estava fechada, o dia ainda ia alto e decidimos que era mesmo ali que íamos fazer a última paragem em terras lusas. 

Impossível mesmo é pensar em Elvas, sem de imediato surgir Badajoz à vista. E não é só pela canção que tornou a expressão famosa, mas sim porque a cidade está mesmo empoleirada no topo de uma colina (desfio número 1 chegar lá cima  e estacionar o coche) e mantém aquele ar pitoresco de vila alentejana, com as suas casinhas brancas e amarelas, uma praça simpática e um castelo empoleirado no topo.

Para além disso está cercada por uma enorme muralha bem conservada, como uma boa cidade raiana que se preze, e tem um aqueduto quase intacto e ainda um conjunto de fortalezas, em colinas adjacentes, que se podem visitar também, mas que nós vimos apenas de Elvas mas que é bem marcante na cidade. Foi classificado património mundial e é bem imponente, segurança não faltava.

 

Segundo a informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca do Património Mundial em Elvas: “A cidade de Elvas, situada a 8 KM de Badajoz (Espanha), constituiu um ponto estratégico de defesa da fronteira e herdou um vasto património militar de reconhecido valor e autenticidade. Foi classificado como Património da Humanidade todo o centro histórico, as muralhas abaluartadas do séc. XVII, o Forte de Santa Luzia, o Forte da Graça, o Aqueduto da Amoreira e os três fortins: de São Pedro, de São Mamede e de São Domingos ou da Piedade.
O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares. Construídas no âmbito da Guerra da Restauração, as muralhas abaluartadas são um exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitetura militar.”

 

 

Gostei muito da paragem, já tinha estado em Elvas há muitos anos e as memórias já não eram muitas, valeu a pena o desvio. E de lá têm sempre Badajoz à vista.

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