Sete coisas para ver e fazer em Tashkent | Uzbequistão

Cheguei a Tashkent sem grandes expectativas, para passar um dia, a meio caminho entre o Cazaquistão e as cidades históricas da Rota da Seda no Uzbequistão. Talvez porque não levava nada planeado, tinha lido apenas dois ou três detalhes sobre a capital, a cidade acabou por me surpreender. Deixei-me guiar pelo motorista da agência que contratei, que aguardava por mim na fronteira e me prometeu mostrar o que de melhor havia na capital uzbeque. Não me arrependi. Foi um belo passeio, um dia tranquilo, aqui ficam as minhas sugestões.

1.  Explorar a pé o centro da cidade, entre a Praça Amir Timur e o Teatro Alisher Navoi
A cidade tem um centro organizado, muito verde e de largas avenidas. Com edifícios de aparência claramente soviética. Aqui vão encontrar grandes edifícios governamentais, o Teatro Alisher Navoi – cujo edifício atual foi construído durante a segunda guerra com recurso a prisioneiros japoneses -, algumas comércio mais elegante e a Praça Amir Timur, com uma grande estátua do próprio general bem ao centro e na frente do famoso hotel Uzbekistan.

2. Subir ao último piso do hotel Uzbekistan
O exterior do hotel é impressionante, um gigante soviético que permitia albergar milhares e hóspedes no centro de Tashkent. Vale a pena tirar algumas fotografias ao seu exterior, mas sugiro que entrem e subam até ao último piso (17º piso), tem lá em cima um pequeno bar (bastante sem graça) mas a vista vale a subida.

3. Fazer uma visita a algumas das principais estações de metro
Talvez já tenham ouvido falar do metro de Moscovo como uma das atrações da cidade. As estações são mesmo impressionantes e não é à toa que são conhecidas como o Palácio do Povo. Mas o estilo grandioso era comum a toda a União Soviética e as estações de tashkent também valem a pena a visita. Até porque um bilhete de metro custava 14 cêntimos (sim, leram bem!). Entrei e saí em algumas delas e gostei do que vi.

(+) Tour das estações de metro em Moscovo

4. Comer o melhor plov da cidade
Quando chegou a hora de almoço o meu motorista perguntou-me onde e o que queria comer. Disse-lhe que queria ir comer com ele, onde iria se estivesse sozinho. Disse que me ia levar a comer o melhor plov de Tashkent. Plov é um prato típico da região que consiste num arroz saltado com legumes servido normalmente com crane de cordeiro e cavalo, ovos de codorniz e salada de tomate e cebola. Estava ótimo. E o local escolhido era um estaurante gigante, tipo cantina de prato único – plov – bem perto da torre da tv na cidade. Frequentado quase exclusivamente por locais, viam-se algumas famílias e grupos de trabalhadores em pausa para almoço. Estava ótimo!

5. Visitar o bazar, e perder-se entre as frutas frescas
Adoro mercados. É sempre um dos meus locais favoritos de visita em qualquer parte do mundo, e o de Tashekent não podia ficar fora do roteiro. A zona das frutas é sempre a minha favorita (comi figos e pêras, mas as romãs deixaram-me de água na boca) mas por lá havia de tudo um pouco. O talho deixa-me sempre impressionada, e o colorido da zona das “saladas coreanas” já preparadas para take-away (que encontrei pelo país em muitos outros locais também) encheram-me as medidas.

6. Conhecer o complexo de Hazrati Iman
O complexo histórico de Hazrati Iman é um dos locais históricos mais importantes da capital uzbeque. dele fazem parte algumas mesquitas e madrassas, mas o ponto que mior interesse atrái é a biblioteca e a sua mais famosa relíquia, aquele que dizem ser o mais antigo exemplar do Corão do mundo. Que será do século VIII e trazido do Iraque para Samarkanda. É uma visita interessante, caso tenham algum tempo disponível na cidade – não é muito central.

7. Visitar o Museu de Artes Aplicadas
É verdade que não tinha lido muito sobre Tashkent, uma mão cheia de artigos de blogues, se tanto. Mas não me lembro de me ter cruzado com informação acerca deste Museu – de Artes Aplicadas. Vou sugestão do meu motorista e foi uma bela ideia. Para além de artefactos, olarias, jóias e tapecarias locais – algumas coisas bem giras até – o edifício onde está instalado, de trabalhado colorido do chão ao tecto, vale a visita por si só. É pequenino e não precisam de uma hora para o percorrer, mas vão gastar o tempo que sobrar a tirar fotografias a paredes.

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