Roteiro de 4 dias | Tunísia para além de Tunes e da praia

Quando comecei a pesquisar um pouco mais sobre a Tunísia, e o que queria incluir numa viagem pelo país, tinha a certeza que fazer praia e/ou visitar a sua capital não era a única coisa que valeria a pena por lá. Um roteiro que incluísse o interior do país, com um passagem pelo deserto e por alguns dos ícones culturais do país era imprescindível. Depois de estudar as diferentes opções e tendo em conta que o tempo também não era ilimitado acabei por perceber que a melhor opção era mesmo contratar um transporte com motorista a uma agência de viagens local que nos permitisse fazer um roteiro à medida e visitar tudo o que queria. Foi uma ótima escolha. Fica o roteiro com os detalhes finais da viagem.

Chegamos a Tunes já de noite, e no dia seguinte dedicamos todo o dia a explorar a região em redor da capital tunisina e o seu centro. Conhecemos cartago, Sidi Bou Said, o Museu Nacional Bardo e o centro de Tunes, onde deambulamos pelo souk. Os detalhes deste dia já estou disponíveis noutro post. Por isso este roteiro pelo país começou na verdade no terceiro dia de viagem.

(+) O que visitar no Golfo de Tunes | Tunísia

Dia 1 – Hammamet – Kairouan – Tozeur
O primeiro dia de viagem pelo interior da Tunísia começou em Hammamet – famosa zona balnear – onde tinhamos pernoitado para encurtar caminho a partir de Tunes.
Dirijimo-nos logo pela manhã em direção a Kairouan, uma paragem imprescindível em qualquer roteiro cultural na Tunísia

Património Mundial da UNESCO, Kairouan é um dos locais mais sagrados do Islão no Norte de África. Gostei muito das horas que passamos na cidade, recomendo que explorem a cidade com calma e que visitem alguns dos lugares mais icónicos
– Na Medina andamos “à compra” de tapetes artesanais, e alguns teriam ficado muito bem na minha sala se tivesse perdido o amor a alguns trocos.
– Visitamos a Mesquita Sidi Sahbi (Mosque of the Barber), onde supostamente estão os restos mortais de Abou Zama El-Balawi, companheiro de Maomé.
– Observamos desde cima os famosos reservatórios de água (Basins of the Adhlabids), duas cisternas comunicantes datadas do século IX.
– E por fim entramos na Grande Mesquita, um dos locais de culto mais importantes para o Islão, e que inspirou a construção de outras mesquitas em todo o Magrebe.
Uma das coisas que mais me agradou na cidade foi “a falta” de turistas. Uma cidade tradicional, para locais, é sempre a melhor experiência em viagem.

Retomamos a nossa viagem em direção ao deserto e nessa noite iríamos pernoitar às portas do Sahara, na cidade de Tozeur.

Dia 2 – Tozeur – Chebika – Tamerza – Chott El Jerid – Douz
O dia começou cedo com um passeio pelo deserto e uma incursão até ao famoso Oásis de Chebika. O famoso óasis encontra-se próximo da cidade de Tamerza e quase na fronteira com a Argélia. A região ficou conhecida entre outros pela rodagem de filmes como o Star Wars e O Paciente Inglês, mas uma caminhada pelo trilho que percorre as cascatas dooásis vale a pena mesmo para os menos cinéfilos. O azul da água por entre o verde da vegetação é uma miragem no meio do deserto.
Continuamos a viagem atravessando o Chott El Jerid, o maior lago salgado da Tunísia que nos melhores dias toma uma cor rosada e permite as fotos mais giras de sempre. Infelizmente apanhámos pelo caminho uma tempestade de areia impressionante, de não se ver um palmo em frente ao nariz e de sentir a areia como balas a cravejar a pele numa curta saída do carro para esticar as pernas. Serviu de “experiência”, hehe, mas desejo-vos um dia melhor quando estiverem por lá.
Chegamos ao final da tarde a Douz com tempo para relaxar um pouco nas águas “minerais” do spa do hotel.

Dia 3 – Douz – Matmata – El Jem – Sousse
O último dia de incursão no interior da Tunísia começou com um passeio matinal de camelo, ainda na região de Douz e prosseguiu com o regresso ao litoral, com passagem em dois outros pontos importantes da viagem e culturalmente relevantes no país. Matmata e El Jem.

A primeira paragem foi nas Cavernas de trogloditas da região de Matmata. Algumas destas “casas” escavadas na rocha ainda albergam população berber, alguns deles vivem hoje em dia do turismo – já que abrem as portas aos turistas. As casas são normalmente escavadas em redor de um poço que serve de pátio central e as diferentes divisões espalham-se ao seu redor em vários níveis. As famílias que têm o seu espaço aberto a visitas, oferecem um lanche de pão caseiro, mel e chá – estava divinal! – e vivem das gorjetas que os turistas deixam por lá. Apesar da faceta turistica da coisa, foi uma visita interessante.

A segunda paragem do dia foi na cidade de El Jem, que alberga outro sítio património mundial UNESCO da Tunísia – o Anfiteatro de El Jem, o maior coliseu romano do norte e África, sendo superado em dimensão apenas pelo de Roma, mas talvez melhor conservado.

O dia acabou já no litoral, na cidade de Sousse.

Dia 4 – Sousse
O último dia de viagem foi passados em Sousse.
Mais conhecida como destino balnear (podem esticar a estadia aqui), Sousse surpreendeu-me bastante. A zona do Souk é bastante agradável e bem conservada. tem alguns pontos de interesse para visitar para além de imensas esplanadas onde tomar um chá enquanto a vida circula ao redor, ou centenas de ruelas de mercado de rua onde se podem perder nas compras a preços irrisórios. Eu perdi-me bastante.
Não deixem de visitar a Mesquita e a Torre do Ribat (fortificação), tem uma ótima panorâmica para o centro da cidade e o souk.

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2 Comments

  1. Ruthia Portelinha

    May 25, 2020 at 8:07 am

    Sabes que nunca considerei a Tunísia? Tinha a ideia pré-concebida que era praia e pouco mais. Vejo que estava enganada. Fiquei surpreendida com as Cavernas de trogloditas (nome engraçado). Passar por uma tempestade de areia também deve ter sido marcante…

    1. Inês

      May 25, 2020 at 9:04 am

      Sim. Gostei imenso, foi uma boa surpresa. Nós nem fomos em época de praia e valeu muito a pena. Não só este passeio cultural pelo interior mas também a zona do Golfo de Tunes. E é uma viagem bastante barata, desde os atentados na praia em Sousse e no Museu Bardo, nunca mais conseguiram recuperar os turistas europeus, por isso está (não só barato, mas também) muito mais calmo. Excelente opçã!

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