Nacional 2 | Os meus 738 km | I

Pensei muito antes de organizar este post já que existem dezenas (centenas!) de artigos na blogosfera portuguesa acerca da mais recente queridinha dos viajantes, a nacional 2. Não queria fazer mais um post de roteiro básico, elencar o que ver e fazer ao longo de todos os quilómetros porque as opções são infindáveis e cada viajante terá as suas preferências. A verdade é que não cheguei a nenhuma conclusão sobre como estruturar isto, mas vamos andando ao sabor das letras e ver como isto corre… espero que cheguem ao fim do texto e tenham gostado de me acompanhar nos meus 738 km da nacional 2.

Para começar fica aqui um pequeno disclaimer, não tive oportunidade de fazer de uma única empreitada todos os 738 km da nacional 2. Nem mesmo consegui fazer por ordem (do 1 ao 738), como vão perceber mais não seja pelas fotografias, o centro do país foi o último a ser explorado. Apesar disso consegui garantir – era o meu objetivo – que conduzia de carro entre Chaves e Faro, que não deixava escapar um único quilómetro de estrada. A minha viagem era o próprio caminho, que fiz sozinha no meu Micra, ao longo de 6 dias entre Agosto e Dezembro de 2020.

Aproveitei uns dias em Trás-os-Montes – mais precisamente em Macedo de Cavaleiros – para fazer um desvio até Chaves e iniciar o meu percurso.
Depois de estacionar no centro e dar uma voltinha por lá fui até ao Turismo buscar o meu passaporte amarelo que me iria acompanhar ao longo desta aventura, bem como o meu primeiro carimbo. – fica aqui o aviso de que só vos dão um único passaporte, queria comprar um para oferecer e… não é permitido!
Munida de credenciais atravessei então a ponte de Trajano até ao marco do famoso quilómetro 0 onde comecei a reportagem fotográfica antes de me fazer à estrada.

Os primeiros quilómetros de estrada foram tranquilos e levaram-me até Vidago e a Pedras Salgadas, a pandemia não permitiu visitar o Grande Hotel – apenas vê-lo de longe – mas consegui provar a água gaseificada diretamente da fonte antes de seguir viagem até à região de Vila Pouca de Aguiar, onde andei no meio do monte atrás de ruínas de castelos.
A primeira cidade do roteiro estava mesmo ao virar da esquina – Vila Real – e confesso que a passagem por lá foi um mix de surpresa e desilusão. Surpresa porque achei o centro com potencial para uma visita interessante, tinha zero imagens na minha cabeça, e desilusão porque estava o caos instalado. Tudo em obras, um trânsito enorme, ruas esburacadas. Parei no centro para conseguir o meu carimbo, tirar algumas fotos com 3 gruas em cada uma delas e fazer-me de novo à estrada. Acho que é deixar passar as autárquicas, ter “os chafarizes” todos concluídos e voltar com calma até lá.

O troço seguinte – entre Vila Real e a Régua – que atravessa o concelho de Santa Marta de Penaguião é provavelmente um dos mais bonitos. A aproximação ao Douro e as encostas cravejadas de vinhas deixam o cenário perfeito e dá vontade de parar para mais um clique a cada quilómetro que passa. Não tinha a perceção de que a paisagem vinhateira de espalhava por tantos quilómetros para além do vale do Douro propriamente dito. Teria ficado ali sentada a ver as vinhas perfeitamente alinhadas horas sem fim. Mas a Régua esperava por mim, e foi por lá – no Museu do Douro – que fiz a paragem seguinte.

O novo Museu do Douro tem uma localização imbatível, uma esplanada com vista para o rio e uma arquitetura interessante. (Mais detalhes aqui!) Para quem gosta de lojinhas de museu posso confessar aqui que estavamos em Agosto e comprei vários presentes de Natal (estão portanto a ver o potencial da coisa!). Foi a paragme mais longa do dia, acabei por me esticar um pouco por lá, passear ao longo do Douro antes de me voltar a fazer à estrada e atravessar a velhinha ponte sobre o rio até à margem sul para proseguir viagem até Lamego – a terra do presunto.

Lamego foi a última paragem do dia. Paragem obrigatória no topo da escadaria do Santuário de nossa Senhora dos Remédios, porque a vista vale a pena, o escadório é impressionante e é o cartão postal da cidade, antes de “abastecer” de enchidos e terminar o dia de nacional 2.
Conheci a Presunteca do Lamego – que fica mesmo na nacional 2, bem da descida do santuário – da primeira vez que havia estado na cidade. E não resisti a voltar. Depois de algumas provas e de me ter abastecido de presunto para levar para casa, estive um pouco à conversa com o dono do estabelecimento, contei-lhe a minha saga para conseguir encontrar o famoso guia amarelo da nacional 2, esgotado em todo o país há semanas, e consegui o contacto perfeito. um conhecido de um conhecido com um café na rota N2 em Vila Nova de Poiares ia guardar o último para mim. Tinha que lá passar dali a dois dias.

Desafio lançado para o trecho seguinte da viagem.

Etapa realizada a 17 de Agosto de 2020

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1 Comment

  1. Raquel Morgado

    April 2, 2021 at 11:20 pm

    Presunto!!!!
    Temos os passaportes aqui desde que existem. Começámos por ter 4. Agora temos 2, carimbos zero…

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