Nacional 2 | Os meus 738 km | IV

Quarto troço da minha estrada nacional 2, pela primeira vez abaixo do Tejo, a mudança de paisagem é abrupta. Começa aqui o Alentejo e a paisagem verde muda maioritariamente para amarelo. Acabam as curvas serpenteantes da estrada, e começa a planície e a monotonia.

A primeira paragem do dia foi logo na margem sul do Tejo, para uma foto do rio, da ponte e de Abrantes. Depois disso foi seguir viagem pelas pacatas vilas alentejanas que me receberam sempre com muito calor (porém sem calor humano). Fico sempre impressionada com a falta de gentes nas ruas alentejanas, em comparação com as minhas referencias minhotas.
A primeira vila a merecer uma paragem, foi Ponte de Sor, um desvio bem pequeno à estrada nacional 2 e um posto de turismo fechado. Centro da vila simpático, maior do que imaginava e bem conservado. Uma paragem rápida para algumas fotografias e estada de volta à estrada a caminho de Montargil.

A zona da barragem virou moda nos últimos anos e para além de uma série de alojamentos bem pinta (e caros!) que podem encontrar na região, as praias fluviais também são uma boa aposta para os dias mais quentes. Já têm boas infra-estruturas e condições para passarem um dia tranquilo.
De seguida rumei até Mora, à data havia um surto ativo de covid19 na vila mas posso dizer-vos que nunca me senti tão segura (e sozinha). Não havia ninguém, absolutamente ninguém nas ruas. Parecia uma cidade fantasma e pude deambular pelas ruas tranquilamente e fazer algumas fotos bem giras do casario típico. Encontrei, no museu interativo do megalitismo, o único ser vivo fora de casa no concelho, que me carimbou o passaporte antes de seguir viagem.

Em Montemor-o-Novo não percam a subida até ao castelo. Tem uma vista ótima e rendeu umas fotografias giríssimas da paisagem alentejana. Podem caminhar pela muralha que mantém uma série de troços muito bem conservados. Ainda no concelho, fiz uma custa paragem em Santiago do Escoural, antes de seguir para Alcáçovas (geek de história, onde foi assinado o tratado de paz com os reis católicos) numa tentativa de visitar o Paço que já estava fechado. Valeu pelas fotografias giras em tons de azul e branco que tirei no centro da vila.

A última paragem do dia, antes de chegar ao local onde iria pernoitar – Ferreira do Alentejo, foi em Torrão. Estava uma tosta jeitosa e a paragem foi para hidratar, fotografar um dos painéis publicitários mais famosos da estrada (Nitrato do Chile) e retomar caminho.
Cheguei a Ferreira já ao fim do dia, mas ainda a tempo de um banho de piscina no meu alojamento, e uma saída para um jantar rápido em frente à tv do café de uma das pracinhas a poucos metros do alojamento. No dia seguinte haveria de terminar a estrada e chegar a Faro.

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1 Comment

  1. Ruthia Portelinha

    January 14, 2022 at 6:10 am

    Fogo, que tosta se apanha para esses lados no Verão. Sábios são os alentejanos que levam a vida com calma e são amantes da bela sesta….

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