O que ver e fazer em Bilbau

Fim-de-semana prolongado do 10 de Junho, a desculpa ideal para olhar para a oferta de voos low cost e fazer uma escapadinha numa cidade europeia. Desta vez a escolhida foi Bilbau. Uma agradável surpresa no País Basco. A imagem pré-concebida de cidade exclusivamente industrial e portuária ficou para trás e descobrimos uma cidade virada às artes, com uma vida intensa e interessante. Gastronomia, cultura e lazer, há muito o que ver e fazer em Bilbau.

1. Visitar o Museu Gunggenheim

É incontornável na cidade, e o maior responsável pelo sua transformação nos últimos anos. Com o objetivo de dinamizar a antiga zona portuária da cidade, em 1991, o governo basco desafiou a fundação Solomon R. Guggenheim a construir um novo museu na margem do rio Nervion. Grande parte do investimento partiu do governo local e o arquiteto norte americano Frank Gehry foi o escolhido para desenhar o novo edifício.
Inaugurado em 1997, a sua aparência ousada foi atingida e a imagem da cidade mudou radicalmente. Nas palavras do arquiteto “a aleatoriedade da sua curvatura foi desenhada para atrair a luz e o seu interior foi desenhado em redor de um grande átrio iluminado com vistas para o estuário da cidade e as colinas adjacentes“.
O edifício em si é a parte mais interessante da visita, sem dúvida. O desenho, as entradas de luz, a ligação com o exterior, valeria a pena percorrer os seus corredores, salas de diferentes níveis, mesmo que estivessem vazias. Para além disso terão ainda a oportunidade de visitar uma exposição de arte moderna permanente (com alguns quadros de Andy Warhol, por exemplo) e algumas exposições temporárias.

2. Explorar o Casco Viejo

Seguindo o curso do rio para montante, rapidamente chegamos à zona velha da cidade, até ao séc. XIX esta era a zona muralhada da cidade, conhecida como As Sete Ruas, uma vez que era constituído por sete ruas principais, paralelas entre si que ligam a zona ribeirinha ao interior do casco antigo onde se encontra a catedral. As suas ruelas maioritariamente pedonais na margem direita do rio estão repletas de pequenas lojas, cafetarias, bares e restaurantes onde vale a pena deambular sem horas contadas. Planeiem um roteiro que inclua uma passagem por alguns dos pontos mais relevantes, O Teatro Arriaga, a Catedral de Santiago de Bilbao, a Plaza Barria e o renovado Mercado da Ribeira.

3. Conhecer a Ponte Biscaia em Portugalet

Ligeiramente fora do centro da cidade, em direção ao mar, uma das maiores atrações da cidade (depois do Museu Gunggenheim), é a Ponte Pensil de Biscaia no Simpático bairro de Portugalet.
Inaugurada em 1893, desenhada pelo arquiteto Alberto Palacio, foi a primeira ponte deste género no mundo e une ainda hoje os bairros de Portugalet e las Arenas, na ria de Bilbau. À época a zona era um importante balneário no norte de Espanha e a necessidade de unir as duas margens e servir o turismo local levou à construção da infraestrutura que ainda hoje atrai imensos turistas, não só para contemplar o cenário mas também para viver a experiência de cruzar as águas na sua plataforma suspensa.
Foi considerada património mundial pela UNESCO e vale a pena apanhar o metro até lá para uma manhã diferente. O bairro de Portugalet é muito engraçado também, tem imensas opções de pequenas cafetarias, esplanadas, lojinhas, é um local agradável para relaxar.

4. Subir no elevador de Artxanda

Na outra margem do rio Nervion, perto do Museu Guggenheim, vão encontrar a plataforma inferior do elevador que sobe o Monte Artxanda e oferece as melhores vistas para a cidade.
O percurso é curto, as viagens frequentes e podem facilmente tirar o bilhete ida/volta numa das máquinas disponíveis na estação de acesso.
No topo vão encontrar uma área verde, simpática para passeios com o famoso miradouro com as letras da cidade, tão “na moda” à volta do mundo. Ao contrário do letreiro de Hollywood estão posicionadas para quem tira fotografias a partir do miradouro e não para serem vistas desde a cidade, criando uma varanda artificial. Num dia de céu limpo vale a pena fazer a subida a apreciar Bilbau visto do alto.

5. Ir de Pintxos (e não só)

Uma das maiores atrações da cidade é, sem sombra de dúvida, a gastronomia local. Os Pintxos são uma instituição na região e vão encontrar estes mini snacks das mais variadas iguarias em todo o lado. Muitas vezes “montados” em cima de uma fatia de pão, outras tantas em pequenas espetadas, por vezes apenas em quantidade para picar mas sempre de comer e chorar por mais.
Aperciar as montras de pintxos por si só é quase como visitar um museu, e o difícil é escolher o que provar, com carnes, pesixes, mariscos, legumes, pão, batata, as opções são imensas, e tudo pode ir parar a um pintxo. Provem todos os que puderem. Com umas cañas, a combinação perfeita.
Para além dos pintxos, a carne da região também tem fama e há vários restaurantes onde podem provar um chuletón no ponto. Como em toda a Espanha, a cultura de embutidos faz parte da tradição. Uma tábua de enchidos e/ou queijos é sempre uma boa ideia para beber uma garrafa de vinho da região.

6. Arte e Arquitectura por toda a cidade.

Começando pela zona exterior do Museu Guggenheim, há uma série de obras de arte que podem ver exploradas sem entrar na zona de acesso restrito, uma das mais conhecidas é o cão florido que guarda o acesso ao museu, da autoria de Jeff Koons (Flower Puppy), e a aranha gigante Mamã de Louise Bourgeois. Mas não só, podem apenas caminhar em redor do Museu, atravessar a ponte sobre o rio Nervion, e poderão ver grande parte delas, até porque nenhuma é exatamente pequena.
Para além destas obras de arte assumidas, há ainda muita arquitetura de renome na cidade, não deixem de procurar pelas entradas das estações de metro desenhadas por Norman Foster, pela Ponte Zubizuri da autoria de Santiago Calatrava ou visitar o Salão Nobre da Universidade de Bilbau de Álvaro Siza.
Imperdível também na cidade é o Centro Azkuna, uma espaço dedicado à cultura e ao lazer, redesenhado por Philippe Starck e reaberto ao público em 2010, que nasceu no início do séc. XX como mercado de transação de cereais.

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