RubensHuis

Terminamos a passagem por Antuérpia com a Casa-Museu Rubens. O pintor flamengo começou a construir esta casa pouco tempo após o seu casamento, e foi ele próprio que a desenhou e projectou, O edifício inclui uma casa, um estúdio, um pátio-jardim interior barroco. Um dos elementos que mais atenções atrai são os pórticos de entrada que dão acesso ao jardim. No seu interior é possível visitar não só as antigas divisões da casa, algumas delas ainda mobiladas, mas também uma série de obras de arte da época, várias de Rubens – entre as quais de destaca o seu auto-retrato e o famoso quadro que retrata a colecção de arte de Cornelis Van der Geest – e algumas outras de autores seus contemporâneos. O museu está aberto de terça a domingo das 10 da manhã até as 5 da tarde e o bilhete normal de adulto custa 8 euros. Para além dos descontos habituais para jovens, seniores ou grupos há ainda desconto para portadores de bilhetes de comboio válido para o próprio dia da visita. Se estiverem de passagem na cidade, tal como eu, vale a pena aproveitar. Ao centro a colecção de arte de Cornelis Van der Geest Ao fundo o auto-retrato de Rubens.

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O centro histórico de Antuérpia.

Como já contei, estive apenas uma tarde em Antuérpia, pelo que conhecer exaustivamente a cidade não seria possível. No entanto, com o tempo disponível, acho que deu para ficar com uma ideia simpática da cidade. O percurso que fiz, e que vos sugiro, começa na estação central, foi o mais prático para mim e provavelmente também será para 90% dos turistas que acabam por chegar ao mesmo local. Quem está na frente da estação vai ver à esquerda uma rua larga, bastante comercial, e é por aí que começamos a dirigir-nos ao centro da cidade. É fácil ir seguindo o fluxo de pessoas, e um pouco mais à frente a rua vai passar a ser pedonal. É um pouco depois disso que surge à esquerda a primeira atracção do passeio e uma das mais importantes da cidade. A casa da pintor flamengo Rubens – visitei por dentro e portanto haverá post sobre ela já nos próximos dias. Continuando o nosso caminho chegamos à zona histórica mais antiga e típica, que têm na mente com aquelas casinhas mesmo típicas flamengas. Essa zona desenvolve-se à volta de duas praças – a Groenplaats e o Grote Markt – da Catedral e da Câmara de Antuérpia. É o melhor sítio para pararem e relaxar. Comerem alguma das muitas especialidade belgas, eu ataquei as batatas fritas. Sentarem-se numa das imensas esplanadas que há na zona e curtir a cidade. Aquela é a minha ideia da Bélgica, que já tinha experimentado em Bruxelas, Gent e Bruges, e que desconhecia existir em Antuérpia – não sei porquê estava convencida que era uma cidade industrial sem interesse nenhum, grande engano, nunca deixem de visitar o que quer que seja por achar que não vai ter nada de interessante, ser surpreendido é ainda melhor -.

Depois desta paragem mais demorada, o último ponto que estava no meu roteiro era a marginal junto ao rio, o rio nesta zona é bem largo, a paisagem é bonita e há alguns pontos de observação óptimos para tirar fotografias. De brinde há ainda nesta zona um castelinho simpático, o Het Steen, uma fortaleza medieval, e o edifício mais antigo da cidade.

Terminado o passeio por aqui, era já tempo de regressar para a zona da estação, tentando escolher umas ruas diferentes para não deixar escapar nada, aproveitar para comer uma gaufre pelo caminho e chegar ao fim do dia a tempo de apanhar o comboio para Roterdão, que me iria acolher estes dias.

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Antuérpia, dicas práticas.

Como chegar a Antuérpia:A dica mais óbvia tanto para chegar como partir da cidade é de comboio. Junta-se o útil ao agradável, já que a estação de comboios é uma atracção turística em si, de tão impressionante que é o edifício, e os comboios na região são óptimos, rápidos, frequentes e confortáveis.E então porque é que eu não segui à risca o meu próprio conselho? Pois, porque resolvi voar para Bruxelas pouco tempo depois dos atentados no aeroporto de Zaventem e aquilo ainda estava uma pequena confusão, demorou até que os comboios voltassem a circular no aeroporto, quando começou havia imensas restrições, eu não queria ter de ir até à cidade para apanhar ligação… Uma série de contratempos que me levaram a decidir apanhar um autocarro directo entre o aeroporto de Bruxelas e Antuérpia. Não foi nada que atrapalhasse em demasia a minha viagem, já que o autocarro demora apenas mais 15 minutos que o comboio (45 min em vez de meia-hora) e a paragem final na cidade é mesmo em frente à estação. Portanto é uma opção válida também para fazer o trajecto. Eu viajei na companhia Airport Express, o bilhete só de ida custou 10 euros, há cerca de um autocarro por hora, e podem comprar o bilhete directamente ao motorista. Simples e rápido.Deixo-vos aqui também o horário do sentido Aeroporto – Antuérpia, que não encontrei disponível no site e que me teria dado muito jeito conhecer antes de lá chegar, para poder organizar a minha vida.– Como não sabia o horário, a primeira coisa que fiz à chegada foi sair do aeroporto para consultá-lo e como tinha ainda 45 minutos de espera resolvi voltar a entrar para tentar comer alguma coisa que a fome já apertava, graças às medidas extremas de segurança, um senhor de metralhadora em riste não me deixou voltar a entrar sem novo cartão de embarque e fiquei cá fora à seca e à fome até chegar o bus. –À saída da cidade, desta vez em direcção a Roterdão, apanhei um comboio, cujo bilhete tinha comprado antecipadamente no site da BelgianRail e foi tudo fácil, recebi no email o bilhete em .pdf e foi só imprimir e embarcar.

Como se locomover:
Se forem alojar-se por lá prvavelmente o tram ou o autocarro podem levar-vos praticamente a qualquer lado em pouco tempo, a rede pareceu boa e havia transportes por todo o lado, mas a verdade é que para fazer um roteiro básico pelo centro da cidade não vão precisar de nenhum deles. A estação é perto do centro e completamente walking-distance até ao rio. Se como eu forem passar apenas umas horas na cidade, o que vão precisar, muito mais do que um autocarro é de um local onde deixar a mala.
Apesar de todas as restrições de segurança óbvias depois do que já contei em cima, os lockers da estação estavam completamente disponíveis e acessíveis a qualquer pessoa (portanto presumo que não estejam impedidos nunca!). Havia diferentes tamanhos, para diferente tipo de bagagem, diferentes preços e tudo self-service, então também não havia restrição de horário de levantamento, como quando há um guichet. Ficavam no piso da entrada principal na parte de baixo/atrás da escadaria principal. Foi só chegar, largar a mala, e estava pronta para explorar a cidade. read more

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Roteiro Bélgica e Holanda.

No final de semana prolongado do 25 de Abril deste ano, aproveitei para ir visitar a minha irmã que estava temporariamente a viver em Roterdão com uma coisa em mente, visitar os campos de tulipas na Holanda.Depois de pesquisar as melhores opções de voos, acabei por reservar uma ida para Bruxelas, no sábado de manhã bem cedo, com um regresso por Amesterdão, na segunda-feira ao fim do dia. Sobraram mais ou menos dois dias e meio por lá que tinham de ser esmiuçados até à exaustão. Como já conhecia ambas as cidades, acabei por delinear um roteiro alternativo pelos dois países que permitiu tirar o máximo de partido da viagem, tendo sempre por base a cidade de Roterdão, onde havia uma colchão para mim.No final, ficou mais ou menos assim:Dia 1 – O voo do Porto para o aeroporto internacional de Bruxelas saiu cedo e antes do almoço já estava por lá à espera de um autocarro para me levar até Antuérpia.Visitei a cidade durante a tarde e ao fim do dia apanhei o comboio até Roterdão.Dia 2 – Manhã dedicada a conhecer a incrível cidade de Roterdão. À hora de almoço apanhei um comboio até Haia, a fofíssima porém desconhecida capital Holandesa. Regresso a Roterdão de comboio ao final do dia.Dia 3 – De manhã apanhei o comboio até à pequena cidade de Leiden, o São Pedro resolveu não colaborar, mas mesmo assim ainda consegui contrariar o mundo e passear pela cidade até à hora de almoço, quando apanhei um autocarro que me iria levar até ao parque Keukenhof – o famoso jardim das tulipas. Passei parte da tarde por lá (mesmo debaixo de chuva) e ao final do dia voltei a apanhar um autocarro até ao aeroporto de Schiphol, Amesterdão, de onde partia o meu voo de volta ao Porto.Foi tempo qb para visitar tudo o que me propus, claro que sempre é possível visitar mais isto ou aquilo e principalmente Roterdão, que pareceu ter uma vida óptima para ser aproveitada com mais calma, e Haia que com mais tempo merecia um passeio até a mar, tinham merecido mais algum tempo para ser saboreados. Um fim de semana de 4 dias seria o ideal tendo um dia para cada uma delas em vez que dividirem um único dia, mas foi bom para ficar com uma óptima impressão do que vi por lá, e quem sabe um dia regressar.Se tiverem mais tempo disponível, claro que a combinação merecia incluir uns dias em Bruxelas à chegada – com um dia bate-volta a Bruges e Gent – e alguns no final em Amesterdão. Estavam prontos para se tornarem especialistas no combinado Bélgica/Holanda.Nos próximos dias virão posts mais detalhados sobre o que visitei por lá, roteiros detalhados das cidades, e todas as dicas para organizarem a vossa viagem para ver as tulipas em flor. Stay tuned!
Links já disponíveis aqui:Antuérpia, dicas práticas.Centro históricos de AntuérpiaRoterdãoHaiaLeidenOs campos de tulipas Parque keukenhof

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