Puerto Madero e o Rio de la Plata ou do outro lado o Uruguai.

A antiga zona portuária da cidade de Buenos Aires, próxima ao centro da cidade foi renovada nos últimos anos e apresenta hoje uma avenida enorme onde passear junto ao Rio de la Plata, a famosa Puente de la Mujer (ao fundo na primeira foto, estava frio e a ameaçar chover, não me apeteceu aproximar muito, sorry), uma série de novos cafés e restaurantes, todos bem carinhos e com ar bastante fancy. Para além desta zona mais recreativa, é aqui que se situa também o terminal de navios da Buquebus que cruzam o Río de la Plata até ao Uruguai (Colonia del Sacramento ou Montevideo). Foi daqui que me despedi da cidade, na manhã do terceiro dia, ainda noite e apanhei o barco para Colonia. O terminal de navios parece um pequeno aeroporto internacional, todo renovado também, tem os locais próprios para fazer check in, despachar bagagem, passar pela imigração e alfândega e uma zona de espera junto das diferentes gates – que são aí umas quatro! – com lojinha de souvenirs e cafézinho para entreter. O processo é mais simples (menos gente, menos alternativas) mas em tudo idêntico a um embarque de avião. Os barcos que fazem a travessia BA – Colonia, são enoooormes. Levam carros, autocarros, camiões, mercadorias, tudo o que possam imaginar e também passageiros, em primeira ou segunda classe. A segunda classe é bem confortável, as poltronas são óptimas, tem cafetaria e até uma lojinha dutty free. Há muito poucos lugares disponíveis à janela, como podem ver na fotografia abaixo, e nenhum lugar exterior onde tirar umas fotos, o que me desiludiu bastante, portanto se querem tentar ver alguma coisa para fora, façam fila desde cedo para garantirem o vosso lugar. Se isso não for lá muito importante, escolham uma outra poltrona qualquer e tirem um cochilo, o barco abanou taaanto que foi a única coisa que eu fiz, nem à lojinha tentei ir, com medo de cair com os abanos. Já que ninguém parecia muito preocupada com a situação, aproveitei e relaxei… Uma hora depois estávamos a chegar a Colonia del Sacramento, a primeira colónia portuguesa na região, e valeu bem a pena a travessia. Mais informações sobre os horários dos barcos e os preços disponíveis, aqui.

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Palermo e Recoleta, os bairros mais fancy da cidade.

No segundo dia, e apesar da chuva que não deixou de chatear durante todo o dia, passeei a pé pelos bairros da Recoleta e Palermo.O passeio começou perto do famoso cemitério onde o túmulo da família Duarte, onde se encontra sepultada Evita Perón, atrai centenas de turistas, percorreu as avenidas e os jardins junto ao rio de la Plata onde se encontram o Museu das Bellas Artes e a Floralis Generica, continuou até Palermo, onde o museu MALBA foi o local ideal para me abrigar de mais uma chuvada. Continuando agora para o interior do bairro visitei ainda o Museu Evita Perón e acabei o dia na zona da Plaza Serrano. Já debaixo de chuva mais uma vez, e regressada à Avenida Santa Fé (uma das mais movimentadas e que valeria a pena fazer a pé de novo até à 9 de Julio) acabei por apanhar o metro por imposição do São Pedro. – Cemitério da Recoleta, famoso devido à presença do mausoléo da família Duarte. e às constantes peregrinações ao túmulo de Evita.   – Museo Evita, pequenino mas bem interessante, acompanha cronologicamente a vida da primeira dama argentina, infelizmente não permite fotografias no interior. – Museo Nacional de Bellas de Artes, de entrada gratuita, óptimo para abrigar da chuva ou então se tiverem uns dias a mais que eu pela cidade

MALBA, Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, outro museu interessante, de arquitectura mais moderna que o de Bellas Artes, com a exposição permanente latinoamericana e algumas exposições temporárias. Cafetaria e lojinha simpáticas.

– Palermo, à volta da Plaza Serrano, surgiu uma zona mais cool da cidade, com novos espaços, uma decoração excêntrica, cafés, bares, lojas de novos criadores ou em segunda mão. Um lado B da cidade que merece o passeio.

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O centro de Buenos Aires.

Seja pela pedonal Calle Florida ou pela avenida mais larga do mundo, doze faixas de rodagem para cada lado – 9 de Julio. Pela imponência do Teatro Colón ou pelo ar pitoresco da Casa Rosada, o centro da cidade vale a pena ser explorado a pé.  Curtir o ambiente parisiense dos cafés mais tradicionais ou dos edifícios da Av de Mayo. Assistir às manifestações permanentes nos jardins em frente à Casa Rosada ou cambiar ilegalmente dinheiro na Calle Florida, tudo faz parte do espírito da cidade. Infelizmente nenhum dos tempos ajudou à minha exploração do centro da cidade, nem a meteorologia, já que esteve de chuva todo o tempo – nota-se pela fraca qualidade das fotografias – nem os dias que passei na cidade, que foram bem poucos (praticamente 1 dia e meio). Espero um dia voltar para curtir com calma e com tempo esta capital surpreendente no outro hemisfério, do outro lado do mar. Dica importante: As fotografias da tiradas do alto da 9 de Julio foram conseguidas do último piso do Hotel Panamericano, um 5 estrelas modesto perto do Obelisco. Tinham-me dito que havia uma cafetaria no último piso e eu muni-me do meu ar confiante de hóspede five stars, entrei pelo hotel dentro directa ao elevador (antes que fosse barrada por algum segurança) e carreguei para subir ao último piso. Só que quando cheguei lá cima e a porta se abriu estava… dentro do spa. Supostamente não devia estar ali sem ser hóspede, mas estavam a preparar um evento e o meu ar equivocado e inocente conseguiu arrancar autorização para ir num instante à varanda tirar umas fotos e voltar. Informaram-me que a câmara da cidade organiza um tour semanal à cidade que inclui uma subida ao topo do hotel para ‘ver as vistas’. Podem tentar a abordagem oficial ou perder a vergonha e tentar o mesmo que eu.

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O futebol e o tango em la Boca.

Esta é a imagem mais Sul Americana e menos Europeia que temos da capital da Argentina. O colorido Caminito no bairro de La Boca e os seus bailarinos de rua que posam com os turistas e que convivem lado a lado com a imagem da lenda viva do futebol, que o estádio La Bombonera viu jogar ao vivo por tantas vezes, Diego Armando Maradona ‘El Pibe’.Apanhei o autocarro para La Boca na Avenida de Mayo (esta zona da cidade não é servida pelo metro) que atravessou outro bairro famosa da cidade, pelos seus mercados e vida mais boémia, San Telmo. Chegados a La Boca não tem o que enganar e seguindo os turistas vão dar de caras com o famoso e colorido Caminito, o cartão-postal da cidade. Em cerca de 2 horas explorei a zona a pé e visitei também o famoso estádio do Boca Juniors e o seu Museu, a uma curta caminhada de distância. Preparem a máquina para muito cliques, os dançarinos de tango e os sócias do Maradona vão estar em todo o lado, prontos para uma foto assim que virem uma moeda. A visita ao estádio vale a pena, mas só se forem amantes do futebol.

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Buenos Aires, a Europa do outro lado do mar.

Eu sei que isto parece um clichê, mas eu ia com as expectativas tão em baixo quanto a esse lado europeu de Buenos Aires, que a surpresa foi enorme. Depois de tudo o que li sobre o assunto, a ideia que assentou na minha mente é que Buenos Aires só parecia uma capital europeia para brasileiro que nunca tinha saído da América do Sul, mas… a verdade é que eu fiquei encantada com a imponência parisiense do centro da cidade.

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Roteiro América do Sul (com um cheirinho do Norte), Agosto 2015.

Decidi obrigar-me a publicar por aqui todas as minhas viagens por ordem cronológica, para evitar que algumas delas ficassem perdidas para sempre no cemitério dos posts que nunca viram a luz. Mas às vezes isso torna-se um tormento, como agora, em que foi preciso esperar quatro meses para conseguir por tudo em dia e começar finalmente com o relato da minha aventura na América do Sul, em Agosto deste ano.Tudo começou com a decisão da minha irmã de ir fazer um semestre de Erasmus para Santiago do Chile, e claro que uma fominha de viagens como eu não iria ficar em casa enquanto ela se passeava pelo outro lado do mundo. Marquei logo viagem para ‘ajudá-la na mudança’ e aproveitar para dar umas voltinhas pelas redondezas.Mas os voos para a América do Sul custam o couro e o cabelo, e como tudo o que poupas numa viagem pode ser investido na seguinte… Quase dei a volta ao mundo para lá chegar. Como nem tudo é mau, isso fez entrar nos meus planos de viagem Miami e Dallas.Nos próximos dias começarei os posts pormenorizados com todas as dicas, roteiros e fotos dos locais que visitei. Mas posso já adiantar-vos que foi uma viagem incrivelmente rica. Desde a Natureza mais fantástica de sempre no Deserto do Atacama, passando por cidades coloniais ou pedacinhos de Europa na América (quero voltar a Buenos Aires!), já para não falar dos Estados Unidos, um mundo completamente à parte.

O roteiro completo de viagem ficou assim:
Dia 1: Miami (EUA)
Dia 2: Santiago (Chile)
Dia 3: Santiago (Chile)
Dia 4: Atacama (Chile)
Dia 5: Atacama (Chile)
Dia 6: Atacama (Chile)
Dia 7: Santiago (Chile)
Dia 8: Buenos Aires (Argentina)
Dia 9: Buenos Aires (Argentina)
Dia 10: Colonia del Sacramento (Uruguai)
Dia 11: Montevideo (Uruguai)
Dia 12: Santiago (Chile)
Dia 13: Cordilheira dos Andes (Chile)
Dia 14: Valparaíso e Viña del Mar (Chile)
Dia 15: Santiago (Chile)
Dia 16: Dallas (EUA)
Penso que já deu para abrir o apetite, não? Prometo que todos os posts chegarão ainda em 2016, ahah, mas é que gerir o trabalho, a escrita da tese, e o tempo livre que nunca sobra não está fácil. read more

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