Os Lagos de Covadonga.

A primeira vez que fui até aos Picos da Europa tinha a intenção de subir até aqui, mas como puderam ver no post sobre o Santuário de Nossa Senhora de Covadonga, o nevoeiro estava tão lá em baixo que nem valia a pena tentar subir até aos Lagos. O percurso até ao topo é incrível, apenas carros mais pequenos podem subir até lá, ou então uma empresa que tem umas carrinhas que levam o pessoal até lá cima, dão tempo livre para tirar milhões de fotografias e voltam para baixo. Custa 15 euros por pessoa, pode ser uma opção se não quiserem muito aventurar-se montanha acima, é verdade que as estradas são fracas em algumas zonas, estreitas e com um bocadinho daquela sensação de beira de precipício em alguns locais – principalmente se tiverem vertigens. Mas nada muito dramático, já estive em sítios muito piores. Não me custou especialmente fazê-la, por isso diria que seria simples lá ir de carro, apesar de eu ter ido nas carrinhas da empresa Táxi – Lagos de Covadonga. Estão sempre a sair a toda a hora desde a zona do Santuário, por isso não requer marcação, a não ser que viagem nunca grupo enorme, é chegar e ir entrando, sempre que uma carrinha enche, zarpa montanha acima. O percurso até ao topo já é super giro, e pitoresco já que parte dele é acompanhado pelos habitantes locais – cuidado se levarem o carro – mas então chegando lá em cima, o Miradouro Entre Lagos (entre o lago de Enol e de Ercina) é qualquer coisa incrível. Para qualquer lado que uma pessoa se vire, a paisagem recompensa. Deixo-vos com as imagens, que explicam o resto.

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Roteiro pelos Picos da Europa.

Este ano voltei aos Picos da Europa, para um fim-de-semana prolongado de Primavera e visitei alguns pontos que não tinha tido oportunidade de conhecer no ano passado quando lá estive pela primeira vez. A beleza natural do Parque Natural é incrível, um ‘segredo’ bem guardado aqui tão perto de nós e a poucas horas de estrada. Hoje reúno aqui as informações sobre todos os locais a visitar. Penso que uns 4 ou 5 dias serão suficientes para conhecer a região. Os Picos da Europa pertencem a três regiões autónomas distintas, as Astúrias, a Cantábria e Castela e Leão. Esta última é enorme e estende-se muito para sul, merece uma visita autónoma e portanto fica de fora do roteiro. Mas as Astúrias e Cantábria estão mesmo a pedir um roteiro conjunto, portanto podemos juntar as duas capitais e passar uns dias incríveis, com muita Natureza e também alguma parte cultural entre Oviedo e Santander. Dia 1 – Oviedo e Gijón Conheci a capital das Astúrias e fiquei encantada com as ruas ruelas repletas de estátuas ou com as esplanadas da zona do mercado. Uma óptima ideia chegar lá a tempo de tapear por aqui ao almoço. Gijón ficou foram do meu roteiro em ambas as visitas mas parece que vale a pena, bem pertinho de Oviedo, sigam viagem até aqui e passem a primeira noite por cá. Dia 2 – Cangas de Onís, Lagos de Covadonga, Potes A primeira entrada no Parque Natural, a partir de oeste, por Cangas de Onis, a primeira capital asturiense, uma paragem estratégica aqui antes de seguir até Nossa Senhora de Covandonga, de onde saem as visitas para os Lagos. O tempo por vezes é traiçoeiro, e se o nevoeiro baixa não vale a pena subir, mas se o São Pedro colaborar, pode ser a melhor paisagem da viagem. Durante a tarde viagem com calma até Potes, do outro lado dos Picos e fiquem esta segunda noite por aqui. Dia 3 – Fuente Dé, Comillas, Santillana del Mar Subam o lado leste do Parque até Fuente Dé, também não consegui incluir esta parte nas minhas viagens anteriores mas está agendada para uma próxima, diz que as vistas do teleférico são incríveis. À tarde, voltem a descer até à zona do mar, passando por Comillas, até Santillana del Mar. A vila histórica parece saída de um filme de época, vale a pena passar uma noite aqui. Dia 4 – Altamira, Santander Podem tentar aventurar-se em visitar as Cuevas de Altamira (ao que parece são permitidas muito poucas entradas ao ano, por questões de conservação, mas existe um museu aberto ao público com uma réplica da cueva principal) antes de seguir viagem até Santander, o último ponto da viagem. Se tiverem mais um dia passem a noite aqui e aproveitem a cidade e as suas praias.

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Nossa Senhora de Covadonga, a porta dos Picos da Europa.

Tínhamos a intenção de subir os Picos da Europa neste dia. Ir ao topo da montanha, fazer trilhas, ver os lagos glaciares… Depois de termos cruzado os Picos, na autoestrada, e ter visto de relance algumas paisagens como esta, estava mais do que entusiasmada com a ideia. Mas ao acordar tinha-se abatido um temporal sobre a terra. Tantos dias de Sol e para além de chover, um nevoeiro baixo impedia que se visse alguns metros acima, quanto mais o cume da montanha.Foi uma tristeza só, tivemos que cancelar o passeio e contentar-nos com a visita apenas à igreja de nossa senhora de Covadonga.Reza a lenda que foi na gruta de Covadonga, que Nossa Senhora apareceu a Pelayo antes da batalha definitiva contra os muçulmanos e lhe deu a força a a coragem necessárias para vencer a guerra. Em homenagem a este local de peregrinação, no séc XIX construiu-se no local uma basílica.Ao que consta, é lá que jaz o dito rei.

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Cangas de Onís.

Hoje em dia Cangas de Onís é apenas um pequena vila na base dos Picos da Europa Asturienses mas foi em tempos muito mais do que isso.Foi capital do Reino das Astúrias até ao ano de 774.Foi aqui que viveu o rei Don Pelayo (uma espécie de Viriato lá do sítio, alguns séculos depois) e foi daqui que que o seu povo se organizou e se tornou o único foco de resistência ibérica ao poder muçulmano. No ano de 722, deu-se nesta região a Batalha de Covadonga (vêm aí mais posts sobre o tema), em que Pelayo venceu o exército muçulmano e consolidou definitivamente a independência e o poder do primeiro reino cristão após a época visigoda na península ibérica.A ponte romana ainda hoje se conserva e é a atração principal da Cangas de Onís.

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Arte ao virar de cada esquina, estátuas em Oviedo.

Uma das principais características de Oviedo é a sua ligação à arte e à cultura, sendo que a entrega anual do Prémio Princesa das Astúrias, que decorre no Teatro Campoamor, é o seu expoente máximo. Mas a vida cultural e artística da cidade vai além do dia em que o herdeiro ao trono espanhol passa pela cidade e está presente em cada rua da cidade através de centenas de estátuas dos mais variados autores, realistas ou abstratas, a escultura enche as ruas da cidade.Deixo-vos as imagens de algumas das mais conhecidas e que se encontram facilmente se seguirem o roteiro do centro da cidade proposto aqui.

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O recanto mais encantador de Oviedo.

Entre o Mercado El Fontán e a Plaza Daoiz y Velarde, fica o segredo mais bem guardado da cidade, que não é tanto segredo assim. Um conjunto de cantos e recantos, praças e pracinhas, repletas de pequenos restaurantes, bares e esplanadas, com uma arquitectura única…Simplesmente, a não perder, seja para uma refeição ou apenas para uma cidra asturiana.Acho que as fotografias falam por si.

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Roteiro básico em Oviedo, capital do principado das Astúrias.

No final do mês de Maio tive a oportunidade de passar uns dias nas Astúrias e na Cantábria. O Principado das Astúrias fica aqui tão perto, a uma curta viagem de carro, e nem sei como ainda não tinha tido nenhuma oportunidade de ir até lá. A região é lindíssima e a primeira paragem foi na capital, Oviedo. O centro da cidade é bastante pequeno mas muito charmoso e cheio de óptimos recantos para beber uma cidra ou uma famosa favada asturiense.  Os três pontos altos da cidade são a praça central ou se destaca a Catedral, a Plaza Escandalera e o seu Teatro Campoamor – famoso por aqui decorrer todos os anos a entrega dos Prémios Princesa das Astúrias – e a zona do mercado El Fontan, que é tão gira que vai render um post único. Em cima podem ver uma proposta de roteiro básico, que inclui os pontos referidos e passa ainda pela Plaza Porlier, pelo Ayuntamientos e pelas principais calles da cidade. Tirando isto, deixem-se perder que vai valer muito a pena. Não tive tempo para explorar o Jardim Campo de San Francisco, mas pelo que li é muito agradável, podem planear esticar o passeio até lá.

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