San Pedro de Atacama, a ´cidade´.

E com os passeios relatados nos últimos posts terminou a nossa estadia no deserto do Atacama. Apesar de incríveis, as fotos que vos mostrou não representam metade do que os olhos viram por lá, em termos de beleza natural foi provavelmente um das coisas mais lindas que já vi. A variedade de cores, de climas, de ambientes, tudo absolutamente maravilhoso. Espero ter, no futuro, oportunidade de voltar.Para finalizar, deixo-vos algumas fotografias que fiz durante o tempo que estivemos por lá em San Pedro de Atacama, a pequena cidade-base do deserto, que tem pouco mais do que duas ruas empedradas (Caracoles e Toconao) e uma pracinha com a igreja e o mercado de artesanato.A única coisa que lá não falta são agências de turismo, restaurantes e cafés, hotéis e hostels, e sempre muitos turistas.Espero que tenham gostado deste passeio virtual pelo deserto.

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Pueblo de Machuca.

No regresso do campo geotermal, e já a terminar os nossos passeios pelo Deserto paramos na pequena aldeia de Machuca, conhecida pela presença assídua de lamas. Não demos muita sorte, apesar de chover apenas 5 dias por ano, conseguimos apanhar um dia de chuva/neve e lamas nem vê-las, aparentemente não se dão lá muito bem com a humidade e fugiram todas.A neve trouxe esse pequeno problema, mas permitiu explorar a pequena aldeia num cenário bem giro, e provar as espetadas de lama, típicas da região. Bem boas!   As vicuñas não são tão sensíveis ao clima. 

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Campo geotermal.

No último dia no Atacama acordamos quase no dia anterior, às quatro da manhã já estávamos a saltar da cama para nos prepararmos para subida até ao campo geotermal de Geysers del Tatio.O pico de actividade dos géisers é ao nascer do dia, e com quase duas horas de caminho, não havia tempo a perder.Este não é certamente o passeio mais bonito em termos de paisagens, é bastante mais deserto, naquela ideia mais clássica que temos de deserto em que não há absolutamente nada, mas também não há propriamente dunas de areia branca.Mas a proximidade aos vulcões activos da Cordilheira dos Andes proporciona uma actividade geotermal única, com diferentes tipos de géisers e fumarolas, piscinas de água quente onde podem tomar banho relaxados com temperaturas negativas cá fora.O passeio inclui ainda um pequeno-almoço que não podia chegar em melhor hora, nada como uma chávena de chá de coca quentinho para aquecer as mãos quase roxas devido ao frio.

Não percam por nada o banho nas piscinas naturais de água quente, fui a única do meu grupo que se aventurou e não me arrependi nada! Não há sensação melhor do que aquela água quentinha (cerca de 38 graus) com – 5ºC cá fora. Eu sei que vai parecer impossível serem capazes de tirar a roupa, mas não é, elevem já tudo optimizado e verão que aqueles dois ou três minutos que demoram a trocar de roupa não são tão terríveis como parecem à partida. Existem uma cabines no local onde podem trocar de roupa.
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O pôr-do-Sol mais bonito da viagem.

Depois dos mergulhos na laguna Cejar o passeio prometia um pôr-do-Sol, acompanhado de Pisco Sour, nas margens da laguna Tebinquiche. Chegamos lá ainda com dia claro e pudemos aproveitar para passear pelo Salar enquanto o Freddy preparava o melhor Pisco Sour da viagem (tal como os ovos mexidos da amanhã, passou ao lado de uma grande carreira como chefe de cozinha). E o pôr-do-sol chegou e chegou com tudo. As fotos não mostram metade das cores que se viam no céu. A temperatura caiu e por cima das roupas que ainda há pouco tinham sido usadas para ir a banhos, os justos voltaram a saber bem. Tiramos dezenas de fotos, curtimos a paisagem sem pressas, ou ao ritmo do sol. As fotos não mostram metade do que vimos lá, mas metia-me outras 48h num avião só para voltar a este pôr-do-sol!

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A banhos no deserto, Laguna Cejar.

O terceiro tour da viagem ao Deserto era dos dos mais aguardados, foi bem divertido, é verdade, mas começou com uma pequena desilusão.A primeira paragem do passeio eram as lagunas Cejar, conhecidas pelo seu elevado teor de sal, e onde é possível tomar banho e flutuar. Confesso que estava a imaginar-me a passar umas horas a tomar banhos de Sol no Salar com uns intervalos para banhos numa lagoa mais ou menos ao estilo Mar Morto, mas na verdade a coisa não é bem assim.O sítio é muito giro, mas a salinidade da água não é assim não elevada, ninguém se afoga, mas também não obriga a flutuar na horizontal, não é preciso fazer esforço nenhum para estar dentro e água na vertical, e até dá bastante jeito, porque à superfície a água é bem fria, uns 17 graus, mas no fundo estava a cerca de 30, ao menos aquecíamos os pés.As duas cores que conseguem ver nas fotos tem apenas a ver com a profundidade da lagoa, a zona mais clara tinham água sensivelmente até aos joelhos porque havia umas rochas de sal que acabavam de repente e perdia-se completamente o pé (nem sei que profundidade tinham) para a zona mais escura.Infelizmente o tempo também não estava óptimo, e apesar dos vinte e poucos graus que permitiam estar em biquíni e a banhos, corria um ventinho bastante desagradável para tomar banhos de Sol. Portanto ninguém se esticou muito por ali e ainda deu para passear por entre outras lagoas e conhecer os Ojos de Salar, duas outras lagoas no meio do Salar, que são como dois buracos no meio do nada, bem profundos e aqui de água completamente doce. Quando o passeio é feito no Verão, e com um calor de ananáses, há quem opte por tomar um segundo banho aqui, e tirar o sal da Laguna Cejar do corpo. Dicas para este passeio: O bilhete de entrada na Laguna Cejar é bem carote mas dá acesso a uma espécie de balneários onde podem trocar de roupa e tomar uma mangueirada de água fria, vai custar (e muito!) estar ali à espera, ao vento e ao frio pela água gelada, mas não deixem de tomar banho e tirar as roupas molhadas, para além do desconforto que vai ser o sal quando começar a secar no corpo, dá comichão e seca imenso a pele, acreditem em mim, não vai tardar muito a começarem a ter frio e a sentirem-se felizes por não estar mais com ‘roupa de praia’. Este foi o passeio em que a mudança de temperaturas foi mais brusca, começamos de biquíni e acabamos de kispo (na segunda parte do passeio que vem no próximo post).

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Água no Deserto, as lagunas altiplânicas.

Uma das maiores surpresas nesta visita ao Deserto foi, sem dúvida, a diversidade de cores e paisagens, combinadas com a abundância de água. Um contra-senso naquele que é o deserto mais árido do mundo. É verdade que ao que consta chove por lá cerca de 5 dias por ano, mas há várias outras fontes de água, que não ‘humedecem’ muito o ambiente, mas que tornam alguns locais únicos.Um desses locais é bem no alto, a quase 4000 metros e no meio dos vulcões, em plena cordilheira dos Andes, as lagoas de Miscanti e Miñiques. Aqui faz mesmo muito frio, e o cume das montanhas está sempre gelado, e é o degelo dessa água que originou as lagoas e permitiu o crescimento das plantas que a rodeiam. O passeio vale muito a pena, ainda tivemos um bónus de ver um grupo de vicuñas a dirigir-se ao lago para beber e pelo caminho paramos em mais um pueblo no meio do deserto, Socaire. Dicas para este passeio: Vão muito bem agasalhados com várias camadas de roupa, sendo a primeira térmica, conforme forem subindo a temperatura vai cair a sério e também apanhamos um ventinho bem cortante a ajudar à festa. Vão abastecidos de água para irem hidratando pelo caminho, é um passeio bem alto e devem ter todos os cuidados para evitar o soroche. Vão estar literalmente no meio do nada, a mais de uma hora de qualquer vestígio de civilização, vão prevenidos também com qualquer coisa para enganar a fome.

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Valle de la Luna y Valle de la Muerte

O primeiro passeio que fizemos, logo na tarde do primeiro dia no Atacama, foi até ao Valle de la Luna e Valle de la Muerte. É considerado um dos passeios mais simples e de ambientação à altitude uma vez que fica a poucos quilómetros de San Pedro.É aliás dos mais fáceis de fazer por conta própria, podem lá chegar facilmente de bicicleta ou numa caminhada um pouco mais longa.O passeio incluí três etapas principais:– Valle de la Muerte, passeio pelos desfiladeiros e pelas cavernas formadas pelo interior da rocha pela força do vento. É bem interessante fazer a caminhada no interior da rocha mas se forem por conta própria não se aventurem muito longe sozinhos, ou então colem-se como quem não quer a coisa a um grupo que esteja a começar o percurso, é que aquilo é labiríntico (mesmo!)Este passeio também não é óptimo para quem tem pouca mobilidade, dentro da rocha é preciso andar um pouco aninhado algumas vezes e trepar/descer algumas rochas um pouco mais complicadas, haverá sempre alguém para dar um ajuda, mas tenham isso em atenção.

– Valle de la Luna, vista panorâmica do vale e possibilidade de parar par tirar fotos com as ‘Três Marias’ formação rochosa que actualmente já só possui duas Marias porque a turistada deu cabo da terceira, já não é possível aproximarem-se muito e na famosa Piedra del Coyote, não entrem já em pânico só de olhar para a foto. É verdade que quase tive de arrastar a minha irmã até lá e quilo mete um bocado de respeito… mas é a foto obrigatória do passeio e apesar de ser muito (muito!) alto a pedra onde se sentam é bem larga e mesmo por baixo não está logo ali o precipício, só começa um pouco mais à frente, a ilusão da foto é bem pior. Se não conseguem chegar à ponta de pé, vão de gatas, mas vão, e tirem a foto que podem imprimir em poster na parede da sala! read more

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Logística de uma viagem ao deserto ou como sobreviver no Atacama – Parte #2

Ainda antes de fazer mala, toda a logística da viagem, tours, transportes, alojamentos, pode ser planeada com antecedência. Uns dias no deserto não é a melhor viajem para fazer de forma completamente autónoma, com um mapa na mão e partir à descoberta.Não é impossível, li alguns relatos de quem o fez, mas é bastante complicado e implica algumas possíveis complicações totalmente desnecessários.

A cidade-base para explorar o deserto do Atacama é San Pedro de Atacama. Mas chamar cidade a San Pedro é um pouco demais. Só há muito de três coisas em San Pedro, hostels/hoteis/pensões, cafés/restaurantes e agências de turismo. De resto não há praticamente nada, umas duas ruas empedradas (Caracoles e Toconao) e uma pracinha simpática, um pequeno centro de saúde, uma farmácia, um multibanco e uma mercearia. Por isso não se esqueçam de ir precavidos para lá.
E não sobram muitas opções para lá chegar também:
– Há autocarros que chegam do Sul do Chile, mas se virem bem os kms que separam uma ponta do país da outra, provavelmente passarão um dia fechados no bus
– De avião, que foi como eu lá cheguei, até Calama.
Calama é a “cidade-grande” mais próxima de San Pedro, a cerca de 100 km e tem voos diários a partir de várias cidades no Chile. Um aeroporto pequenino mas com tudo o que faz falta.
Chegados a Calama, têm três formas de chegar a San Pedro:
alugar um carro: a melhor opção se pretendem conhecer o deserto de forma autónoma, porque uma vez chegados a San Pedro o máximo que conseguem alugar é uma bicicleta.
de autocarro: existem autocarros a ligar as duas cidades mas não me informei bem sobre os detalhes
de transfer: a opção que escolhemos por ser mais prática, rápida e eficaz, com uma boa relação qualidade-preço. Muitas agências disponibilizam o serviço, assim como alguns hotéis, optei pela TransVip, uma agência especializada em transfers em todo o Chile e que usei também em Santiago. É possível fazer a reserva pela internet com antecedência ou simplesmente comprar o bilhete no guichet do aeroporto. Cerca de uma hora depois estarão em San Pedro. read more

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Logística de uma viagem ao deserto ou como sobreviver no Atacama – Parte #1

Logo nos primeiros dias em que estivemos o Chile, arrancámos para três dias no Deserto do Atacama. Esta foi provavelmente a viagem mais planeada de sempre, li umas dezenas largas de posts e dicas de como preparar a mala para o deserto mais árido do muito e a conclusão era sempre a mesma, mais vale prevenir do que remediar. As condições não podiam ser mais extremas e nunca se sabe como o corpo vai reagir e o que vai mesmo fazer (ou não) falta.Deixo-vos aqui as dicas que gostei de ter lido antes de viajar, algumas foram muito úteis, ouras não se aplicaram tanto na nossa viagem. Mas tenham sempre em conta que San Pedro de Atacama fica no meio do deserto, a cerca de 100 km da cidade (e hospital) mais próximo. Tem uma pequena farmácia e um centro de saúde, mas já diz o ditado que mulher prevenida vale por duas.

Esta vai ser sem dúvida a mala mais esquizofrénica de toda a vossa existência. Aquele pensamento, ah não levo isto que não deve fazer falta só é válido para uns sapatos de salto e um vestido de festa, porque mesmo que arranjem uma festinha chique onde ir, o caminho em terra batida para lá chegar vai dar cabo de toda a toilette.
Tirando isso precisam meter na mala de tudo um pouco:
– Chinelos, sapatilhas e botas
– Collants, calças e calções
– Tops de alças, camisolas e kispo
– Biquini, toalha, chapéu, gorro, cachecol e luvas
– Primeira camada térmica (meias, calças e camisola)
Claro que eu não precisei de tudo isto, até porque só estive por lá três dias, no Inverno, e as temperaturas variaram entre os 24ºC depois de almoço em San Pedro até -4ºC no campo geotermal de madrugada. Mas a verdade é que podem precisar de qualquer uma destas coisas
A sugestão é que vão vestidos por camadas, porque ao longo do dia e dependendo da altitude dos passeios a temperatura pode variar bastante, desde uns -15ºC a altitudes mais elevadas no Inverno até uns 35ºC a altitudes mais baixas no Verão.
Como podem ver pelas fotos, tomei banho nas lagoas de água salgada, vesti-me de forma quase normal para alguns dos passeios e na última madrugada, em que visitamos o campo geotermal as calças e camisola térmica que comprei na Decathlon foram as minhas melhores amigas, chegou a nevar por lá, não arrisquem.  read more

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