Na cordilheira dos Andes.

Acho que já contei aqui várias vezes a furada que esta viagem saiu (podem ler mais detalhes aqui) mas hoje vou tentar só mesmo falar das coisas boas.E as coisas boas é que a cordilheira dos Andes ficam mesmo pertinho de Santiago, cerca de 40 km já têm algumas estâncias de desportos de Inverno, e há imensos sítios até onde podem conduzir para apenas brincar na neve e conhecer a montanha. Apesar de não ser óbvio para leigos como eu algumas destas montanhas que se veem nas imagens são vulcões, o Chile tem centenas de vulcões e algumas dezenas deles encontram-se activos, por isso os avisos e instruções para evacuar as montanhas em casa de erupção estão também por todo o lado, tal como junto ao mar as vias de evacuação em caso de tsunami aparecem por todo o lado. Mas a natureza tem tanto de assustador como de incrível, e num dia de Sol como o que apanhamos, a Cordilheira dos Andes branquinha é uma das incríveis!

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Viña del Mar

Conhecida pelo seu Festival de Música, e por ser a cidade-jardim do Chile, Viña del Mar é uma cidade balnear colada a Valparaíso, e destino de férias de muitos chilenos no Verão desde o início do séc XX. Para além da praia, atrativo máximo na cidade apesar de temperatura gélida da água do mar, vale a pena visitar: – o Parque Vergara, bem no centro da cidade, com o palacete da família Vergara, uma enorme área verde e ajardinada, bem como o recinto onde decorre anualmente o Festival Internacional da Canção. – o relógio de Flores, construído em 1962 e a cara da cidade-jardim – o Moai no exterior do Museu Fonck, o motivo principal da minha deslocação à cidade, a famosa estátua da ilha de Páscoa, a única origina que se encontra fora da ilha.  A cidade é completamente virada à época balnear, e infelizmente o tempo que apanhei por lá não foi dos melhores, mas valeu a pena o passeio, agradável em qualquer época do ano.

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Pelos cerros de Valparaíso

A pouco mais de 100 km da Capital, Santiago, Valparaíso é a terceira cidade do Chile e um dos primeiros passeios a fazer pela região centro.  Famosa pelos seus inúmeros cerros onde se empoleiram casinhas coloridas, e pelos imensos ascensores que nos levam da cidade baixa até às melhores paisagens da cidade, foi também um dos portos de mar mais importantes da América do Sul no Pacífico – responsável pelo crescimento económico da cidade. Depois da abertura do canal do Panamá a sua influência na região caiu bastante mas o porto de mar ainda é hoje um marco importante na cidade. Imperdível é mesmo passear pelo centro na zona baixa da cidade, subir por um dos elevadores. eu subi o  Ascensor Concepcion, e desfrutar da vista para a cidade.A cor e a atmosfera da cidade são contagiantes. Bem no alto, fica uma das famosas casas do escritor chileno Pablo Neruda – La Sebastiana – o meu tour passou por lá apesar de ser segunda-feira e a casa estar fechada ao público. Se viajarem por conta própria apanhem um táxi até lá porque, apesar da distância não ser muita até ao centro, é sempre a subir e o declive não é brincadeira nenhuma. Se não for pela visita à casa em si, a subida vale pelas vistas incríveis para a cidade

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Passeios pela região centro do Chile.

Terminado o passeio argentino-uruguaio voltei mais uma vez a Santiago do Chile para gozar os últimos dias de férias, já dominando mais ou menos a logística da cidade, era tempo de conhecer a região centro do país, ali pelos arredores da capital. É possível fazer vários passeios na região, sendo que talvez os mais procurados pelos turistas sejam:– O combinado Valparaíso/Viña del MarFiz com a Touristik e correu bastante bem, é um passeio de grupo clássico, sem grande tempo para explorar livremente (ainda assim com uma hora de almoço livre em Viña del Mar e outra hora livre a meio da tarde em Valparaíso), que parou em todos os pontos principais das duas cidades com um acompanhamento simpático da guia que foi connosco a partir de Santiago. Optei por fazer um tour organizado pois tive medo de não conseguir visitar tudo o que queria viajando por conta própria, por causa das distâncias e do tempo, provavelmente hoje teria ido por minha conta, Tanto Valparaíso como Viña del Mar não são tão grandes assim e seria possível fazer um bom passeio em cada uma delas a pé. Para além disso há um tram de superfície que liga as duas cidades, e autocarros muito frequentes que saem de Santiago e em duas horas estão em Valparaíso.Deixo-vos duas sugestões de roteiro por Valparaíso e Viña del Mar, que começam e acabam no terminal de autocarros e nas paragens do tram nas duas cidades, caso decidam optar por viajar por conta própria.

– Cordilheira dos Andes, dia de esqui.
Há imensos turistas a viajar para Santiago com o único objectivo de esquiar. as principais pistas na cordilheira ficam a cerca de 40 km da cidade e quase todas as agências de viagens oferecem transfers diários para as principais. Há ainda tours apenas panorâmicos da Cordilheira e alguns de (supostamente) mais aventura. Penso que na altura contei por aqui que nos tínhamos tido grandes problemas com o tour que fizemos pela Cordilheira. Viajamos com a agência Ticket Tour que tem loja no Mercado de Santiago e foi um flop total. Íamos, supostamente fazer um trekking na montanha, visitar a lagoa de Cajón del Maipo e fazer um churrasco na neve. No final das contas estivemos duas horas a ‘brincar’ na neve, comemos duas espetadinhas que me deixaram com fome com vontade de atacar o pacote das bolachas que levava no saco e voltamos para casa porque não dava tempo para o trekking e a estrada para a lagoa estava fechada. Como o passeio não foi nada barato, fizemos um pé de vento à portuguesa na agência de viagens e devolveram-nos o dinheiro.
Hoje teria apenas escolhido fazer o tour panorâmico de meio dia à cordilheira, imensamente mais barato e que acabou por ser o que fizemos. Se viajarem fora do pico do Inverno podem tentar fazer o passeio a Cajón del Maipo porque as imagens que eu vi são deslumbrantes, mas aparentemente (descobri depois) que no Inverno a probabilidade da estrada estar fechada, tal como nos aconteceu, é bastante elevada. read more

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Santiago, dicas práticas.

Voltemos ao malfadado post que estava já escrito e não chegou a ver a luz do dia. Toooodas, mas mesmo todas as dicas sobre Santiago do Chile. Ou pelo menos todas as que eu ainda me lembro. Como chegar à cidade? De comboio ou de autocarro: Vão chegar à mesma zona da cidade em qualquer dos casos uma vez que a estação de comboios e a principal estação de autocarros ficam quase lado a lado na Alameda entre as estações de metro Estaccion Central e Universidade de Santiago. Não testei nenhuma destas alternativas (já que cheguei sempre de avião) mas posso dizer-vos que o comboio não é uma alternativa muito popular enquanto que os autocarros ligam todo o Chile e também os países vizinhos, com imensas alternativas de horários, preços simpáticos, e conforto bastante elevado. Por exemplo, Buenos Aires fica a 24h de Santiago numa viagem incrível que atravessa a Cordilheira dos Andes. De avião: O aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez é a porta de entrada mais clássica na cidade para quem vem de fora. Fica a cerca de 20 km do centro da cidade e de lá podem chegar à cidade de três maneiras distintas. De táxi (a mais rápida e mais cara), de transfer (a melhor relação qualidade/preço) ou de transportes públicos (a mais barata e mais demorada). Não cheguei a experimentar o táxi porque os cerca de 30 euros que podia custar a viagem não me atraíram muito. Experimentei uma vez os transportes públicos, existem duas companhias de autocarros que saem a toda a hora para o centro da cidade (os autocarros estão mesmo à saída do terminal, não tem o que enganar), fazendo um percurso um pouco demorado pelos arredores de Santiago e acabam por deixar-vos junto ao metro de Pajaritos ou Los Heroes (linha vermelha), de onde podem aceder ao resto da cidade. Foi bem baratinho (acho que não chegou a três euros) mas depois de cruzar o mundo, mais de uma hora a carregar malas dum lado para o outro, não foi a melhor opção, não voltei a repetir. O serviço de transfers disponibilizado por duas companhias, Transvip e Delfos, é sem dúvida a opção que voltaria a usar. Testei os dois em momentos diferentes e foram idênticos em tudo, serviço e preços, vão aparecer-vos guichets ainda antes de tiraram as malas, escolham a opção que mais vos convém em função do local para onde se dirigem e do número de pessoas. Eles tem várias carrinhas de 9 lugares à espera nas saídas 4 e 5 do terminal e assim que enchem partem em direcção ao centro da cidade e em duas ou três paragens deixam-vos à porta do vosso hotel. Cerca de 8 euros até Santiago-Centro, um pouco mais caro se forem até Providência. A organização da cidade, como se locomover? A sociedade e toda a cidade estão completamente segmentadas e socialmente divididas entre a zona baixa (a oeste do centro) onde vivem as classes mais baixas e onde temos a pior imagem duma cidade Sul Americana, assim como os maiores problemas de segurança, e a zona alta (a este do centro e em direcção aos Andes), onde cresceu uma cidade mais rica – Providência e Las Condes -, mais limpa com uma organização ao estilo Europeu, novos bairros residenciais, centros comerciais, grandes hotéis, multinacionais e embaixadas. O centro colonial e turístico da cidade divide estes dois mundos que vivem lado a lado mas sem grandes misturas. Existem várias opções de transportes urbanos, imensas linhas de autocarros, o metro ou táxis. Durante o dia andem muito a pé, principalmente para conhecer o centro e usem o metro. Podem comprar um bilhete recarregável bip! onde vão adicionando dinheiro que é descontado por cada viagem efectuada, os preços variam conforme o dia da semana e a hora mas nunca será mais de 1 euro. À noite não se aventurem para tão longe a pé, o táxi é uma boa opção, barato para percursos pequenos. A comida? A comida chilena é óptima e bem ao nosso gosto ‘Mediterrâneo’, muito peixe e marisco disponível, não fossem os cerca de 4000 km de costa disponível, e sabores bem familiares da influência hispânica. As empanadas de pino (carne) são uma das especialidades mais famosas e podem encontrá-las em qualquer lado, desde barraquinhas de rua até restaurantes mais fancy. A influência peruana está em todo o lado e há restaurante peruanos em cada esquina, testem o ceviche (primeiro estranha-se depois entranha-se) e bebam muito Pisco Sour.

Às compras?
As ruas fechadas ao trânsito a Norte da Alameda, principalmente entre La Moneda e a Plaza de Armas são o local onde é possível comprar de tudo, há lojas de roupa, de electrónicos, de desporto, de livros, de produtos de beleza, de tralhas genericamente falando, mas tudo com um ar de pouca qualidade, no entanto barato. Se gostam de pechinchas podem explorar a fundo esta zona, eu pessoalmente não achei que fosse um sítio incrível para comprar nada. A não ser um guarda-chuva num momento de desespero entre um temporal e outro.
Depois existe ainda um outro mundo de compras na zona mais In da cidade onde dois centros comerciais gigantes, Costanera com o seu deck de orbservação no topo já que é a maior torre da América do Sul e Parque Arauto mais ao estilo outlet Americano, com imensos espaços exteriores e ainda uma área imensa dedicada só a marcas de luxo, podem saciar qualquer vontade consumista a preços não tão pechincha. read more

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A história da ditadura de Pinochet em exposição.

A segunda metade do século XX no Chile é marcada pela ditadura militar (1073-1990)comandada pelo general Augusto Pinochet e iniciada pelo golpe militar de 11 de Setembro de 1973, que levou à queda e morte do Presidente Salvador Allende.
Durante o seu governo foram perseguidos, presos e torturados os opositores ao regime. Em jeito de homenagem, as memórias desses anos negros na história do país estão em exposição no Museu da Memória e dos Direitos Humanos em Santiago, num convite à reflexão sobre os atentados contra a vida e a dignidade ocorridos durante a ditadura militar, para que estes não se repitam mais e para que o respeito pelos Direitos Humanos se torne uma prática permanente. read more

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Os cerros, San Cristobal e Santa Lucia!

Os cerros são uma marca importante na cidade de Santiago que se estende por uma área enorme onde vamos encontrar sempre mais um cerro. Os dois mais importantes são o cerro de Santa Lucia, bem no centro da cidade, e um dos mais pequenos, que pode ser visitado a pé e tem um parque agradável (idealmente num dia mais bonito do que aquele que apanhamos por lá). O Cerro de San Cristobal é bem mais alto, podem subir de funicular ou de autocarro a partir do Bairro da Bellavista e proporciona a melhor vista para a cidade e para a Cordilheira dos Andes. Vale muito a pé esperar por um dia bonito para apreciar os Andes com Santiago a seus pés. – Cerro Santa Lucia – Cerro San Cristobal

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Bairro da Bella Vista.

O Bairro da BellaVista fica entalado entre o rio e o Cerro de San Cristobal, e é a zona mais animada/alternativa do centro da cidade. Repleta de cafés, restaurantes, barzinhos onde podem passar um serão bastante animado, ou um óptimo sítio para fazer uma paragem estratégica na hora de almoço.
As ruas todas grafitadas, com lojas bem alternativas e o Patio Bellavista, uma espécie de praça interior com dezenas de opções de restauração fazem as delícias dos turistas e animam o bairro que acolheu também a Pablo Neruda na capital chilena (não tenho uma foto da sua casa, conhecida como La Chascona, porque me esqueci – literalmente – de lá ir!)
É também aqui que podem apanhar o elevador que vos leva ao topo do Cerro San Cristobal, se não gostarem de elevadores têm sempre uns autocarros que sobem o cerro, ou em alternativa (se estiverem na melhor das formas físicas, podem sempre subir a pé.) read more

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Museu de Arte Pré-Colombina.

Este Museu foi mesmo uma agradável surpresa. Logo no meu primeiro dia em Santiago, chovia sem parar há horas, e mais ou menos em desespero resolvi visitar o museu, assim mesmo naquela de ter apenas onde me abrigar, que eu na verdade nem costumo ser especialmente fã desta espécie de arte mais ‘antiga’ (não sei bem que adjectivo usar que não queria ser chata com estas coisas, ahah). Mas saí de lá verdadeiramente surpreendida e a dar por bem gasto o tempo e o dinheiro que gastei por lá. O museu é relativamente pequeno, sem aquela sensação de “era só isto?”, e bem organizado. Apresenta-se como sendo “dedicado à promoção e valorização do que foi a América antes de Colombo”, e a colecção é apresentada pelas diferentes áreas culturais em duas exposições permanentes: América pre-colombina na arte (dividida por regiões como a Mesoamérica, Caribe, Amazonas, Andes) e Chile antes do Chile. Para além de tudo, fica bem localizado, quase na Plaza de Armas, tem wi-fi gratuito, uma lojinha e uma cafeteria bem simpática e agradável no piso de entrada. Vão passar por lá entre 1h ou 2h, talvez, mas vale bem a pena, gastem um bocadinho da vossa viagem por lá.

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O centro de Santiago.

O São Pedro não colaborou muito com os meus dias na capital Chilena, choveu todos os dias menos o último (em que aproveitei para subir o Cerro San Cristobal) e a qualidade – ou falta dela – das fotografias mostra isso mesmo. Não só as que tenho estão bastante cinzentonas como também tenho poucas, porque evitava andar com a máquina de fora, e à chuva. Apesar de tudo ainda podem ver algumas fotos da Plaza de Armas, que proporciona um contraste interessante entre os edifícios coloniais e os novos prédios que começam a surgir, do Mercado Central e do seu marisco sempre fresco ou de algumas zonas residenciais mais recatadas mas igualmente encantadoras.

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