Por España, todo bien…

Ou pelo menos tudo bem pela Extremadura, que do outro lado as coisas vão de mal a pior. Hoje foi dia de conhecer Mérida, Trujillo, e rever Cáceres. Foi um dia mesmo bom, pena as temperaturas superiores a trinta graus nada bem-vindas para quem passeia. 

Mérida parece uma Roma pequenina, cheia de calhaus em tudo quanto é canto. Anfiteatros, coliseu, templo de Diana, pontes e arcos espalhados a cada virar de esquina! Cáceres vale muito a pena também, o seu centro histórico – cidade monumental – foi o primeiro em Espanha a ser declarado património mundial, e não foi por acaso. Já Trujillo foi uma surpresa mesmo agradável, nem sabia bem o que esperar, mas mostro-vos um pouquinho da Plaza Mayor na foto de capa do post e em breve venho cá contar tudo o resto.  read more

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Dica de alojamento | Marriott Auditorium Madrid

Esta foi aquela paragem não esperada logo a começar a viagem. O voo que nos iria levar ao Vietname fazia escala em Madrid e em Hong Kong mas tememos não sair mais da península ibérica, já que o trecho Madrid – Hong Kong atrasou mais de 24 horas.
Para compensar, a Cathay Pacific alojou-nos durante um dia no Marriott Auditorium Madrid, e estive por lá tanto tempo que agora posso contar-vos tudo!

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Vlog | Cuenca

Já que ainda estamos meio em tempo de Páscoas, é quase caso para dizer, Aleluia! Finalmente sai o vlog sobre o day trip a Cuenca, mais precisamente uma half-day trip, durante o fim-de-semana que passei em Valência. Isto dos vlogs é giro e tal, mas eu precisava mesmo era de uma formação para fazer uma coisa mais profissional. Já disse aqui o drama que é escolher a música, não já?Vocês vão lá ver o meu videozinho, subscrevam o canal do Youtube que eu prometo não chatear muito, mas preciso de incentivos, vá lá…! Nos próximos dias continuamos em modo “vá para fora cá dentro” que ainda tenho muito para vos mostrar das coisas fixes que estão a acontecer em Lisboa e no Porto e que fui espreitar nestes fins-de-semana mais recentes. Animem-se que hoje já é quarta 🙂 E digam lá que tal isto está a sair…

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Todas as dicas sobre Valência.

Como chegar?

Eu cheguei de avião, há voos diários directos a partir do Portugal, mas dada a proximidade podem também chegar de carro com cerca de 1 dia de viagem – pode ser uma boa opção se viajarem com tempo e vontade de explorar a região. Vindos de outra cidade espanhola, a opção comboio ou autocarro também é válida e prática, Valência está bem servida de transportes inter-regionais.

Onde se alojar?

Há três zonas principais onde se podem alojar em Valência, dependendo do estilo de viagem que pretendem fazer. Se forem no Verão, a zona das praias, junto ao Mediterrâneo está repleta de opções de hotéis de todas as gamas e para todas as carteiras, para fazer praia é – sem dúvida – a melhor opção. Para mim não há nada pior do que não poder ir para a praia a pé, perco logo a vontade. Caso viagem no Inverno/Outono/Primavera o centro da cidade é uma óptima opção, é lá que tudo acontece, estarão pertinho de tudo e as principais estações de comboio e autocarro, que vos permitem fazer uns passeios para fora da cidade também são nesta região. Por último, há sempre a opção de se alojarem nos arredores. Normalmente não é uma opção que pondere, mas desta vez foi a ideal para mim. Tem a desvantagem de terem de apanhar transportes para ir a qualquer lado, mas como cheguei bem tarde na sexta à noite, e ia só ficar duas noites optei por ficar bem perto do aeroporto no IBIS Budget Valencia Aeropuerto. Os pontos fortes desta opção são a proximidade ao aeroporto (1 paragem de metro), o preço do alojamento (normalmente muito mais barato que qualquer das opções anteriores), a facilidade em estacionar sem arrombar o orçamento das férias (podem ser boa opção para quem vem de carro e também estará só um dia ou dois na cidade de passagem), e ainda o facto de estar a 300 metros de uma estação de metro que em 15 minutos estava no centro da cidade. Se optarem pela opção de ficar nos arredores, certifiquem-se que têm bons acessos à cidade, senão tudo será um problema.        O hotel Ibis onde fiquei foi uma óptima opção, segue aquele padrão clássico da cadeia, quarto básico mas limpinho e com casa de banho, sem luxos mas com a comodidade que precisam para uma noite descansada. Fiz a minha reserva através do Booking e como sempre correu tudo sem problemas. Podem consultar este post com todas as dicas para fazerem uma pesquisa bem sucedida e encontrarem o vosso hotel ideal aqui, ou reservar este mesmo hotel na página do Booking online.=&0=& A linha de metro da cidade não é a melhor de sempre porque não achei que servisse muito bem a zona da Cidade das Artes e das Ciências, o que me parece um ponto bastante negativo, mas para tudo o resto foi perfeito para mim. Estava mesmo ao lado do hotel, havia paragens perto do centro (Xátiva e Colón), perto da estação de comboios de alta-velocidade e ia quase até à praia, onde fazia ligação ao tram que percorre a zona costeira. Conveniente e fácil de usar. Depois de analisar bem o tipo de bilhes disponíveis acabei por comprar um cartão TuiN, em que se carrega dinheiro (mínimo 10 euros) que depois vai sendo descontado a cada viagem. Para 48 horas na cidade ainda me sobraram uns trocos no cartão. Pode ser comprado logo no aeroporto ou em qualquer outra máquina de estação e o preço da viagem varia entre 0.72 euros para viagens de zon 1, as mais baratas, ou 2 euros para viagens até ao aeroporto, as mais caras. Pode ser usado em toda a rede de metro e tram e pareceu uma opção bem fixe. Podem ver mais detalhes =&1=&.

O que comer?

Estamos em Espanha e portanto não podem fugir a umas belas cañas y tapas. Há de tudo o que podem imaginar mas não deixem passar una tortilha, jamón, unas setas, gambas al ajillo, enfim, até me deu água na boca só de pensar.  Outro clássico que eu adoro e nunca dispenso é um desayuno, gente, pão com azeite e tomate é muuuuito bom, não percebo porque é que nós não tivemos a mesma ideia. Os churros com chocolate quente dispenso, mas vocês ataquem à vontade. E o mais regional de tudo, o famoso arroz à Valenciana, conhecido em todo o mundo como Paella.            =&2=&  (clicar nos links para informações mais detalhadas) Já tenho no blogue imensos posts sobre esta zona de Espanha. Em relação a Valência, há três zonas distintas que podem (e devem) conhecer: o =&3=&, a =&4=& e a =&5=&. Se estiverem com tempo e com vontade de conhecer mais para além da cidade, recomendo uma visita de 1 dia a Cuenca (=&6=& e =&7=&) ou uma escapadinha à região da =&8=&, cerca de 150 km a sul de Valência, entre =&9=& e =&10=&, com praias magníficas, óptimo para passeios de barco, =&12=& e =&13=&

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Roteiro pelo centro histórico | Valência

Acho que nunca me vou de cansar de dizer por aqui que os cascos viejos das cidades espanholas são mesmo fixes. É um mix de edifícios antigos giríssimos e bem conservados com um ambiente de basres, restaurantes e lojinhas mesmo ao nosso jeito latino de ser. É sempre uma festa, e há poucas coisas tão boas de se fazer em viagem como se sentar numa esplanada com umas cañas e umas tapas na frente e a ver só a vida passar. O centro de Valência é mesmo tudo isso, por isso mesmo que tenham ido para a região apenas numa de curtir as praias das redondezas não o deixem de fora de jeito nenhum, mais não seja ao fim do dia, vai ser a melhor ideia de sempre (aliás, no Verão ou de manhã ou mesmo ao cair da tarde, porque nesta zona duvido que consigam fazer grande coisa durante a tarde, sob pena de morrerem assados!). 

O roteiro que sugiro faz-se bem a pé, até porque parte das ruas são pedonais e começa e acaba perto da Estação do Norte e da Praça de Touros de Valência, onde têm também umas das principais estações de metro (Vativa, onde as linhas se cruzam). A não perder mesmo a Plaza de la Reina – na fortografia do cabeçalho, onde fica a catedral. O outro ponto de convergência do centro é Praça do Ayuntamiento e a partir daqui todas as ruelas terão uma surpresa à espreita, sejam igrejas, torres ou laranjeiras. Percam-se por lá, é sempre a melhor opção. read more

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Valência e o Mediterrâneo.

Apesar de ter ido a Valência no Inverno, não podia deixar de ir espreitar o mar e as suas praias. Já tinha estado há dois anos na zona de Benidorm e Alicante, mesmo ali ao lado, e sem dúvida que as praias são excelentes, e Valência não fica em nada atrás. Tive um bocado de azar com o momento que escolhi para ir até lá, já que foram as únicas pingas de chuva que apanhei na viagem, e por tudo isso, e pela época do ano, estava meio deserto, mas foi suficiente para ver que tem potencial. O metro vai mm até uns 10 minutos de caminhada da Marina Real e depois ainda têm a possibilidade de apanhar o tram de superfície que percorre todas as praias, eu estive apenas no início, mas deu para ver avenidas enormes com palmeiras por todos os lados, um areal gigante e a perder de vista, e um passeio pedonal ao longo das praias para onde viram centenas de cafés e restaurantes que no Verão estão certamente a bombar e cheios de esplanadas. Acabei por entrar no lounge cheio de pinta, mesmo no começo da praia – Marina Beach Club Valencia – para tomar um café con leche na cafeteria exterior e o espaço, o ambiente, os sofás e as espreguiçadeiras faziam antever uns dias de Verão animados. A piscina estava vazia, mas dava ideia de fazer quase uma borda infinita para a água. Desejei muito que fosse Agosto e em vez do café tivesse na mão um cocktail com chapeuzinho. Mas não se pode ter tudo… 🙂 Para que conste, perguntei quanto custava o acesso àquele espaço durante o Verão. Uns míseros 50 euros. Mas dos quais 35 euros são consumíveis na cafeteria, no bar da piscina ou no restaurante, e dá acesso ilimitado ao espaço com acesso directo à praia. Não sei o que conseguiriam comer com 35 euros, mas eu só paguei 2.5 euros pelo que bebi, nunca pior. Deixo-vos com umas fotografias do Inverno, imaginem vocês o Verão.

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Cuenca, património mundial | Roteiro pelo centro histórico

Hoje, trazemos finalmente à luz, o post prometido com o roteiro para conhecer o centro histórico de Cuenca. Tal como já tinha contado por aqui, um tive apenas uma manhã muito curta para fazer este percurso, mas consegui. Portanto um dia de passeio, mesmo que precisem do início da manhã e do fim da tarde para chegar/regressar, dará para ver tudo nas calmas e aproveitar para curtir a cidade. A proposta de plano começa na Plaza Mayor, que é onde param os autocarros. Este é o centro da zona antiga e certamente vão passar por aqui várias vezes ao longo do dia, para além das suas casinhas coloridas, destacam-se na praça os edifícios da Câmara e a Catedral de Cuenca. De seguida penso que a melhor opção é fazer o pouco de caminhada que falta até ao Bairro do Castelo, a zona mais alta da cidade, enquanto as pernas ainda estão frescas. O bairro tem ainda algum casario no seu interior e as ruínas das muralhas, de onde têm uma vista óptima para os arredores da cidade, para o rio Júcar, e para as famosas Serranias de Cuenca com imensas trilhas e percursos para os amantes da Natureza. (mais detalhes aqui!). É também daqui que podem ver do alto a famosa ponte e convento de San Pablo e as Casas Colgadas – a atracção mais famosa da cidade.          Voltando a descer em direcção à Plaza Mayor podem explorar as ruinhas adjacentes, sem a pressão da subida, a igreja de São Pedro e depois meter pela vielas que vos vão levar à ponte de San Pablo. Aqui preparem-se para fazer disparar os flashes, já que esta é a imagem mais conhecida da cidade e pode render os melhores cliques 🙂 posem as máquinas no chão ou peçam a um turista passageiro, vale tudo para guardar o momento. Quando tiverem o rolo gasto, ou a memória do cartão cheio, é hora de voltar à Plaza Mayor e talvez parar por aqui para umas canãs e tapas, para almoço ou lanche e aproveitar para curtir um pouco o ambiente da cidade. Eu estive por lá num sábado de manhã de inverno e estava tudo “meio desmontado”, mas fiquei com a sensação que todos aqueles cafezinhos tinham a sua esplanada pronta a ser montada na praça. É uma óptima opção.- uma pesquisa rápida no google permite ver a praça cheia de guarda-sóis, não devo fugir muito à verdade.          Para terminar o passeio acabem de explorar a zona mais alta da cidade, na Plaza la Merced, vão até à Torre de Mangana, com ums boa vista para o outro lado – recente – da cidade, e desçam até à colorida Calle Alfonso VIII. A minha sugestão é que vão percorrendo o percurso que faz o autocarro, descendo por esta zona até à Plaza Trinidad, as ruínhas são muito giras, vão encontrar recantos mesmo a pedir uma (ou duas) fotografias e tem a vantagem de ser sempre a descer. Não tem o que enganar, é a rua principal, sempre a descer e o autocarro (linha 1 ou 2) que vos deixou na Plaza Mayor à ida, vai parar na ponte sobre o canal que atravessa o jardim da Plaza Trinidad.          Chegados cá em baixo começa aí a zona baixa da cidade, com imenso comércio e ar de cidade. Eu dei uma volta por lá, se tiverem tempo podem fazer o mesmo, mas sinceramente se já não tiverem tempo nem vontade, não vão perder nada de especial. Abaixo fica o mapa detalhado do percurso sugerido, para todas as informações práticas de transportes e acessos à cidade podem ver este post aqui:

Dicas práticas para um bate-volta a Cuenca

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As cores de Cuenca ou a preguiça que se instala.

Os meus planos para hoje passavam por fazer um roteiro bonitinho com o que não podiam perder numa visita ao centro histórico, património mundial, de Cuenca. Passavam, porque não passam mais, quando a preguiça se instala no dia de uma pessoa, não há nada que a faça desgrudar, e a minha segunda-feira está mesmo assim. O fim-de-semana de chuva já não foi muito produtivo, passei uma série de horas em frente às folhas e à tese e não adiantei nada de jeito. A ver se isto sai de mim que tenho muito que fazer e muito que vos mostrar, por enquanto – e para abrir o apetite – deixo-vos com estas fotografias giras da cidade. Vai valer a pena a espera 🙂

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Dicas práticas para um bate-volta a Cuenca.

Eu fiz este passeio a partir de Valência mas também é uma boa opção de passeio a partir da capital espanhola, ou de qualquer outra zona próxima que estejam a visitar em terras de nuestros hermanos, já que Cuenca fica bem no centro do país e é próxima de muita coisa. Se os Reis de Espanha resolveram lá ir passar a sua lua-de-mel, é porque aquilo vale mesmo a pena, não se vão arrepender. Como chegar? De carro: Fácil, prático e sem grandes falhas, a cidade não é gigante portanto vão lá parar direitinhos mesmo sem GPS. Vindos da zona sul de Madrid têm autoestrada até lá (A-40), a partir de outras direcções as estradas são mais secundárias. De comboio ou autocarro: A estação de autocarros e de comboio ficam quase uma em frente à outra, na zona baixa da cidade, esta zona não tem grande atractivo turístico, é uma cidade espanhola recente com tudo o que isso tem de bom e de mau (não consigo bem perceber como é que eles conseguem combinar centro históricos fantásticos com os arredores mais feios da história, os arquitectos espanhóis desaprenderam com o passar dos séculos, só pode!). Ainda é uma esticada até ao centro histórico, principalmente porque têm de subir até à zona alta da cidade, mas faz-se a pé em meia hora. Caso não estejam com vontade de gastar pernas logo à chegada na rua principal, paralela à estação passam os autocarros (linhas 1 e linha 2, que sobem até à Plaza Mayor)=&1=&

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Cidade das Artes e das Ciências | Valência

A Ciutat de les Arts i les Ciències, em valenciano, é talvez a imagem desta cidade de Valência, o cartão-postal que já viram uma série de vezes. Apesar da cidade não ser de todo, apenas isto, não há dúvida que a construção deste complexo cultural, de entretenimento e ciência, construído no final do século passado mudou a imagem da cidade para melhor. Desenhado por Santiago Calatrava, uma série de edifícios, como o L’Hemisfèric, o Museu de Ciência Príncipe Filipe ou o L’Oceanogràfic, dominam a paisagem por entre o verde do parque circundante e os espelhos de água que rodeiam os edifícios. Há sempre imensas actividades e exposições a decorrer, eu visitei num domingo em que a chuva já tinha ameaçado mas que acabou por ser de um tímido sol e o parque estava cheio de pessoas a passear, a fazer desportos e a curtir o espaço. Não entrei em nenhuma das exposições para as filas em algumas delas eram enormes, não sendo um fim-de-semana especialmente turístico na cidade (pico do Inverno!) assumo que os valencianos aderiram em massa e usufruem do que a cidade tem para lhes dar, e fazem muito bem.          Eu acabei por entrar apenas na loja do Museu da Ciência, que tinha coisa incríveis e onde comprei o mapa mundo que vos mostrei aqui, e passei um bom bocado por aqui. Recomendo a visita, e depois ainda conseguem alguma fotografias mesmo giras! Aceder ao recinto de transportes públicos não é muito fácil, já que a estação de metro mais próxima ainda fica a uns bons 15 minutos de caminhada do local (a recomendada é a Alameda) no entanto há vários autocarros que passam nas imediações. Eu acabei por decidir fazer o percurso todo a pé, vinda da zona das praias e no final indo até ao centro. Foram uns 6 km de caminhada, mas como a cidade é bastante plana acabou por se fazer bem. Mais detalhes sobre as informações de acesso, =&0=&

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