As ilhas na Ria.

Ilhas Cíes – Ría de Vigo – estive por lá há já tantos anos que parece ter sido noutra vida (13 ou 14), e fotografias não tenho nenhumas para vos mostrar, mas posso dizer-vos que os barcos saem do Porto de Vigo numa viagem que cerca de 45 min e que estas serão as mais selvagens de todas as ilhas que conheci. Como infraestrutura tem apenas um restaurante/bar e um parque de campismo e passei por lá o fim-de-semana mais contacto com a Natureza de sempre, coisa que nos dias que correm não me atrai lá muito. Mas a beleza natural vale muito a pena. As duas ilhas principais são conectadas apenas por uma ponte e uma língua de areia, no lado virado à Ría, e o lado virado ao mar é uma escarpa gigante com trilhos para observar aves.  imagem sacada algures do maravilhoso mundo da internet Ilha de Ons – Ría de Pontevedra – Esta ilha, visitei no ano passado e apesar de já estar muito mais ocupada o que pode ser uma desvantagem para quem procura o contacto com a Natureza, também é uma vantagem se procuram um fim-de-semana de praia um pouco mais confortável. Aqui há cafés, restaurantes e camas onde passarem uns dias. Não explorei as trilhas porque estive apenas umas horas por lá mas existem vários percursos aconselhados para conhecer a parte mais selvagem da ilha. Ao contrário das Cíes que tem uma única praia mas imensa, a Ilha de Ons tem várias prainhas maiores ou mais pequenas no lado virado à Ría. Os barcos saem do porto de Portonovo, perto de Sanxenxo. Illa de la Toja – A terceira ilha que já mereceu visita da minha parte foi a Illa de la Toja (A Toxa em galego), que fica tão pertinho de O Grove que está ligada por uma ponte, não precisam de apanhar barco. Esta ilha foi um balneário importante e fancy e se passearem por lá vão encontrar bastantes casas bem catitas e pequenos palacetes. Associado às termas que ainda estão em funcionamento existe uma conhecida fábrica de sabonetes com museu e loja aberta ao público, para além disso a maior atracção da ilha é a sua igreja toda forrada a conchas que permite umas fotos bem originais.  

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Pontevedra.

Pontevedra foi uma das mais agradáveis surpresas na Galiza. Não sei muito bem porquê, mas nunca dei nada por ela, já a havia cruzado vezes sem fim, sem nunca ter parado.Mas talvez por ter as expectativas tão em baixo, a surpresa foi mais do que agradável.O casco viejo é muito agradável e os destaques vão para:– a Basílica de Santa Maria Maior, do séc XVI com influências manuelinas e renascentistas– a igreja da Virgem Peregrina, padroeira do Caminho Português de Santiago e ponto de paragem obrigatório para os peregrinos.– o Convento de São Francisco, e a sua igreja do séc. XIII na praça por trás da igreja da Peregrina.Para além do património monumental, está repleta de rincones agradáveis, pequenas esplanadas e bares de tapas que dão aquele charme característico às cidades espanholas. Vão, certamente, passar um dia agradável por lá.

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    Viveiros de mexilhão na Ría de Arousa.

    Um passeio óptimo para todos os sentidos (bem se calhar o tacto fica de fora), seja pelas paisagens fantásticas da Ría de Arousa, pelo som e pelo cheiro do mar ou pelos mejillones al vapor que servem durante o passeio, vale muito a pena não perder. Várias são as companhias que fazem esta viagem, de cerca de 1h hora a partir do porto de O Grove. Visitam os viveiros onde há uma pequena demonstração que como se ´pescam´, pesseiam pela Ría, perto da Ilha de A Toxa, e servem muitos mexilhões (muitos mesmo) acompanhados de vinho branco fresquinho, ou sumo claro está. Todas elas cobram cerca de 15 euros por pessoa e está incluída a viagem e o menu que relatei, podem pedir outro marisco, bem como bebidas variadas que serão cobradas à parte. Já fiz o passeio três vezes e não me canso de lá voltar e de me empanturrar.

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    Galicia, te quiero.

    No passado mês de Setembro, já lá vai uma eternidade, tive a oportunidade de fazer uma viagem até à Galiza. Foi a primeira de muitas, pois como viram nos últimos fins-de-semana tive várias oportunidades de regressar, mas a Galiza vala sempre a pena. Porque está aqui tão perto, porque tem paisagens naturais lindíssimas e tão diferentes das nossas proporcionadas pela envolvência das Rías, porque as cidades espanholas são sempre boas apostas, e claro porque se come muuuuuuito bem por lá. O marisco sempre fresco, o polvo que me encanta, as empanadas e tapas variadas, poderia ficar aqui até amanhã com a lista interminável de petiscos, e já estou a salivar…A geografia da costa muda radicalmente quando cruzamos a fronteira em Valença-Tui, as Rías de Vigo, Pontevedra e Arousa, proporcionam passeios incríveis. Até às suas ilhas ou apenas para desfrutar do ambiente e conhecer os imensos viveiros de marisco, um dos pontos fortes da economia da região.

    Estas deslocações à Galiza permitiram-me visitar a Ilha de Ons (na Ría de Pontevedra), fazer um passeio de barco pela Ría de Arousa para conhecer os viveiros de mexilhões, passear um pouco mais pela península de O Grove, conhecer a cidade de Pontevedra e revisitar Santiago.
    Podem encontrar os posts sobre Santiago aqui, aqui e aqui, os outros virão nos próximos dias.
    Para vos abrir o apetite deixo-vos o menu dos dias passados por lá.

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