Keukenhof, os jardins de tulipas.

Claro que tendo em conta o quão famosas as tulipas holandesas que tornaram pelo mundo fora, já alguém arranjou maneira de proporcionar aquele passeio carregado de turistas atrás do guarda-chuvinha, e essa experiência é o Parque Keukenhof. Porque se passear livremente pela região de carro ou de bicicleta, como sugeri no post anterior é o mais genuíno, comprar bilhetes para o Keukenhof é o mais seguro. Durante a época de abertura é garantido que vão ver tulipas sem fim, extremamente bem cuidadas e organizadas num jardim gigante, só à vossa espera. Para quem não tem tanta mobilidade assim nem tempo, é uma boa opção. E apesar dos magotes de turistas, os jardins são realmente incríveis. Apanhei um dia de chuva mesmo chatinho, por vezes desistia do guarda-chuva, mas apenas porque não dava muito jeito, não porque tinha deixado de chover. E não tirei metade das fotos que queria porque a lente estava sempre a molhar-se, mas mesmo assim acho que dá para ter uma ideia do que podem encontrar por lá. A infraestrutura do parque é óptima, com serviços, cafés, restaurantes, esplanadas, lojinhas e afins à necessidade de todos (ia jurar que tinha fotos mas afinal não, tenho que melhorar a cobertura fotográfica!). Junto aos pontos de serviços principais havia até wi-fi disponível, apesar de que o sinal não era lá grande coisa, sempre dava para colocar uma fotografia no Instagram. Na edição de 2016 o bilhete combinado que inclui uma viagem de autocarro de ida e volta (detalhes aqui) e a entrada no parque custou 24 euros.

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(Rainy) Leiden!

A pequena cidade de Leiden foi um bónus na minha viagem. Já que estava em Roterdão, a caminho do Keukenhof, e teria de trocar do comboio para o autocarro na cidade, resolvi esticar um bocadinho a paragem e conhecer o centro da cidade. O São Pedro não colaborou em nada, e choveu todo o tempo que estive por lá, ao ponto de ter de me abrigar algumas vezes para não ficar molhada até aos ossos, mas vale sempre a pena conhecer algum sítio novo, portanto lá fui eu. A cidade é aquilo que temos em mente para uma cidadezinha holandesa, pequena, mas com os seus canais, edifícios fofinhos, muitas bicicletas e até um moinho para completar o cenário. Uma segunda feira de manhã não será a melhor altura para conhecer cidade nenhuma, mas fiquei com a sensação que um dia de Sol e de comércio a funcionar em pleno daria um passeio super agradável. Mesmo assim cumpriu o objectivo.

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Os campos de tulipas na Holanda!

A minha viagem pela Bélgica e pela Holanda no fim-de-semana do 25 de Abril este ano, foi ali encaixada com o objectivo principal de conhecer os famosos campos de tulipas, que atraem milhões de turistas à região todos os anos.Andei a consultar todos os calendários relacionados com o tema, e mais alguns, e percebi que as tulipas florescem entre o fim de Março e o fim de Maio – se o São Pedro e a Natureza colaborarem – e que a altura ideal para não ter grandes surpresas é o fim de Abril. Portanto não era tarde nem cedo e em Janeiro já tinha os bilhetes de avião marcados.Como estava alojada em Roterdão (e não tinha assim tanto tempo disponível) acabei por passar apenas meio dia na região dos campos, que é enorme e merece que passem mais tempo por lá.O ideal seria dormir uma noite nas redondezas, para ter tempo de explorar tudo com calma, sendo que a cidadezinha mais próxima é Lisse, e seria uma boa opção para pernoitar.Há duas maneiras distintas de ver as famosas tulipas:– Nos campos privados, espalhados pela região– No parque público Keukenhof, aberto na PrimaveraA primeira poderá ser mais recompensadora já que é a ideia de campos e campos a perder de vista que temos em mente, mas requer bastante mais tempo, e que tenham como se locomover – idealmente de bicicleta. Podem explorar a região à vontade, por caminhos mais secundários, que passam por entre o campos e tirar as melhores fotografias de sempre. Se o tempo colaborar, então, perfeito! A segunda é a mais simples para turista que estão em Amesterdão (ou Roterdão no meu caso) e quer dar lá um saltinho.Os jardins estão maravilhosamente bem cuidados e as flores são lindíssimas, mas não é aquela imagem clássica dos campos de tulipas quase selvagens que temos em mente.Eu acabei por apostar na segunda opção e visitei o parque Keukenhof (post em breve) e ainda tentei aventurar-me a pé nas imediações do parque para uma experi^ncia um pouco mais genuína.Não tive muita sorte porque choveu todo o dia e porque mesmo em volta do parque muitos campos já estavam colhidos. Mas ainda consegui ver alguma coisa e tirar umas quantas fotos para a moldura da sala. Como chegar:Na altura de funcionamento do parque há autocarros que fazem várias vezes por hora o percurso entre o aeroporto de Schiphol (direcção norte – bus 858) e param em frente à entrada do parque, e o mesmo até Leiden (direcção sul – bus 854).Tanto até Leiden como até ao aeroporto poderão facilmente chegar de comboio vindos que qualquer ponto do país.Como aproveitei o último dia para fazer este passeio, apanhei o comboio em Roterdão até Leiden (aproveitei para conhecer a cidade) e aqui apanhei o autocarro que parte mesmo da frente da estação do comboio e em cerca de meia hora está à porta do parque Keukenhof. Ao fim do dia apanhei o autocarro de novo, desta vez até Schiphol, onde o meu me aguardava o voo para casa.Os bilhetes para o autocarro podem ser comprados na hora, ou com antecedência junto com o bilhete do parque, optei por esta última opção e correu tudo lindamente.Principalmente a linha Schiphol-Keukenhof, já que é a rota mais comum vindo do Amesterdão, costuma ter mesmo muita gente, por isso tenham atenção aos vossos horários e contem que podem não conseguir apanhar o primeiro autocarro, as filas podem alongar-se.Há também tours organizados a partir das principais cidades da Holanda até aqui, mas sinceramente não acho que se justifique, é bastante simples chegar lá e mesmo que sejam meio aluados e perdidinhos é só seguir a ‘multidão’ e vão lá chegar com certeza.O parque:No próximo ano de 2017 o parque Keukenhof vai estar em funcionamento de 23 de Março a 21 de Maio. Os bilhetes podem ser comprados com antecedência online, evitando assim mais uma fila à chegada.Neste momento a bilheteira ainda não está disponível, eu comprei os meus com cerca de um mês de antecedência, mas certamente voltará a abrir no site do parque, tal como aconteceu este ano, fiquem atentos, é só preencher alguns dados, fazer o pagamento e irão receber um e-mail com os bilhetes. Como fiz a visita ’em trânsito’, tinha a minha mala de mão comigo, à entrada do parque há cacifos de diferentes tamanhos que podem ser usados com apenas uma moeda que é devolvida no final. (Pelo que percebi se os cacifos estiverem todos ocupados, nas informações ficam-vos com a mala mediante um pagamento que não sei de quanto é porque havia cacifo livre para mim!).O bilhete permite uma única entrada no parque para o dia escolhido, mas lá dentro vão encontrar tudo o que faz falta, casa de banhos, cafés, restaurantes, lojas, podem perfeitamente passar o dia inteiro por lá e não sentirão falta de nada. Algumas actividades como um passeio de barco no canal são pagos à parte. Lembrem-se que se chover as atracções vão continuar a ser os jardins, portanto vão preparados para isso.Comecem já planear a visita do próximo ano, que o tempo corre e vale muito a pena!

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nhow Bar, Rotterdam.

No dia em que voltei de Haia, ao fim do dia, fui ter com a minha irmã a um dos seus spots habituais na cidade. Passei um bocado excelente por lá, uma vista incrível e um ambiente bem porreiro. Já que ela conhecia melhor o espaço do que eu, deixo-vos com as palavras dela: “Um bar na zona sul de Roterdão, uma excelente desculpa para ir dar uma volta de bicicleta, atravessar a ponte Erasmus, subir ao De Rotterdam, tomar um café e desfrutar de uma vista maravilhosa para a cidade na esplanada exterior. Além disso, o bar é muito descontraído com música e bom ambiente, óptimo para ir com os amigos beber uma cerveja e descontrair depois de um dia de trabalho. Para quem não gosta de dar ao pedal, a paragem de metro é mesmo ali ao lado, não há desculpas para não visitar!” Para além da bicicleta (que eu não tinha) ou do metro/tram (para o qual eu sou forreta), há ainda a hipótese de ir a pé, e foi o que eu fiz. A caminhada é bem longa, principalmente para quem vinha da estação central, como eu. Mas a chegada à zona do rio rendeu óptimas fotografias portanto já valeu a pena. O bar fica no prédio da esquerda – deste conjunto de três, o De Rotterdam – no sétimo andar (onde na fotografia veem um ponto vermelho, é um N que fica no espaço exterior), inserido no nhow Hotel e a entrada é pela parte de trás. O ambiente, a decoração, o serviço, era tudo bastante agradável e sem preços loucos – tendo em conta o local – para tugas forretas. 

E depois há a vista.
Que dispensa muitas palavras e que vale só por si a visita.

nhow Bar Wilhelminakade 137 3072 AP – Rotterdam

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MauritsHuis, e a pérola no brinco da rapariga.

Bem no centro da cidade de Haia, mesmo ao lado do Binnenhof fica a galeria de arte MauritsHuis. O edifício foi mandado construir no séc XVII por um governador holandês no Brasil, João de Maurício Nassau, pertence ao estado desde o séc XIX e é hoje em dia uma das galerias de arte mais importantes das Holanda. Gostei muito da visita ao museu, sem ser enorme, tem o tamanho certo para não achar que o museu acabou ao fim da segunda sala, nem para aborrecer quem na verdade até gosta deisto da pintura mas na verdade não percebe muito do assunto. Na sua coleção permanete destacam-se duas obras maiores, e mais conhecidas de todos pelos livros da escola: A rapariga do brinco de pérola de Vermeer, e a Aula de Anatomia de Rembrandt. Para além da exposição, o espaço do museu é bastante agradável, disponibiliza wi-fi gratuito (o que é sempre uma alegria) tem uma cafetaria simpática e uma loja daquelas onde dá vontade de comprar quase tudo e sair de lá falido. O preço da entrada é bastante puxado, 14 euros, mas tem descontos para estudantes e algumas outras parcerias (que podem consultar aqui). 

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Haia, a capital esquecida.

Pergunta clássica com armadilha… Qual é a capital da Holanda? Amesterdão. Buhhhhhh. Não, é Haia! Pois, isto era o que eu achava, e vocês?Enfim, em pesquisas muito elaboradas para escrever este post (hello wikipédia, ok, e não só, confirmada em mais uns quantos sites manhosos) descobri, ou pelo menos é a versão mais comum na internet (algum Holandês me quer ajudar?), que Amesterdão é a capital oficial da Holanda, apesar de todos os organismos oficiais, sede de governo, residências oficiais, embaixadas e tal estarem situadas em Haia. Esclarecidos? Eu ainda estou meio confundida, mas vamos ao que interessa…Den Haag no original neerlandês, é uma cidade muito simpática junto à costa da Holanda a meia hora de comboio desde Roterdão.

Fui lá passar uma tarde e gostei bastante do espírito da cidade, a zona mais comercial – em volta da Grote MarktStraat – tinha umas lojas bem giras, a par das do costume, junto com algumas lojas de departamento, e ainda uma China town, um mix explosivo para gastar dinheiro, e eu ainda me perdi um pouco por lá… E bem ao lado, a zona mais histórica, onde fica o Binnenhof, complexo de edifícios que alberga algumas das sedes oficiais do governo, ministérios e outros orgãos públicos. É a atracção da cidade, com o seu pátio interior aberto ao público e situado na margem de um lago, o que rende as melhores fotografias. Perto do Binnenhof fica o museu MaritHuis, que vale a pena incluir no passeio mas que vai ter um post só para ele.
Para terminar o passeio por Haia, algo que penso valer a pena a deslocação, e que eu não fiz porque passei lá apenas meio dia é apanhar o tram até à praia. Haia tem uma marginal enorme que pode render também um passeio bem agradável. read more

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Crazy (crazy!) Rotterdam.

Outra ideia meio pré-concebida, outra surpresa enooooorme. Nem sei bem o que é que eu achava de Roterdão, acho que não achava grande coisa. A cidade foi quase completamente arrasada pelos bombardeamentos alemães durante a segunda guerra e ao contrário de Varsóvia, por exemplo (podem ver o centro histórico aqui, foi todo recriado tal como era antes da guerra), não tinha sido reconstruída. Então acho que não espera encontrar nada mais do que uma cidade meio sem identidade, com prédios, casa e tal… um sítio para viver e não para visitar.Mas estava redondamente enganada, é verdade que achei Roterdão uma cidade muito mais incrível para viver do que para turistar, mas apenas porque não tem aqueles locais clássicos de passeio pela cidade, é uma cidade sem roteiro, para ir passeando livremente, e ser surpreendida ao virar de cada esquina com mais um prédio muuuuito maluco – daqueles que iam odiar em qualquer outro sítio – mas que ali, no conjunto cria um ambiente incrível.Roterdão é uma cidade moderna e descolada, cheia de bicicletas como toda a Holanda, mas sem os canais clássicos em cada esquina. Roterdão é uma cidade enorme e cosmopolita. Uma cidade à beira rio, uma cidade de prédios altos e pontes modernas.Uma cidade para ir às compras, para ir a um espectáculo, para sair para jantar ou beber um copo. Uma cidade para viver.Hoje o roteiro é, vão andando sem roteiro e percam-se por… crazy Rotterdam. Estação de comboio A nuvem O mercado

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Roteiro Bélgica e Holanda.

No final de semana prolongado do 25 de Abril deste ano, aproveitei para ir visitar a minha irmã que estava temporariamente a viver em Roterdão com uma coisa em mente, visitar os campos de tulipas na Holanda.Depois de pesquisar as melhores opções de voos, acabei por reservar uma ida para Bruxelas, no sábado de manhã bem cedo, com um regresso por Amesterdão, na segunda-feira ao fim do dia. Sobraram mais ou menos dois dias e meio por lá que tinham de ser esmiuçados até à exaustão. Como já conhecia ambas as cidades, acabei por delinear um roteiro alternativo pelos dois países que permitiu tirar o máximo de partido da viagem, tendo sempre por base a cidade de Roterdão, onde havia uma colchão para mim.No final, ficou mais ou menos assim:Dia 1 – O voo do Porto para o aeroporto internacional de Bruxelas saiu cedo e antes do almoço já estava por lá à espera de um autocarro para me levar até Antuérpia.Visitei a cidade durante a tarde e ao fim do dia apanhei o comboio até Roterdão.Dia 2 – Manhã dedicada a conhecer a incrível cidade de Roterdão. À hora de almoço apanhei um comboio até Haia, a fofíssima porém desconhecida capital Holandesa. Regresso a Roterdão de comboio ao final do dia.Dia 3 – De manhã apanhei o comboio até à pequena cidade de Leiden, o São Pedro resolveu não colaborar, mas mesmo assim ainda consegui contrariar o mundo e passear pela cidade até à hora de almoço, quando apanhei um autocarro que me iria levar até ao parque Keukenhof – o famoso jardim das tulipas. Passei parte da tarde por lá (mesmo debaixo de chuva) e ao final do dia voltei a apanhar um autocarro até ao aeroporto de Schiphol, Amesterdão, de onde partia o meu voo de volta ao Porto.Foi tempo qb para visitar tudo o que me propus, claro que sempre é possível visitar mais isto ou aquilo e principalmente Roterdão, que pareceu ter uma vida óptima para ser aproveitada com mais calma, e Haia que com mais tempo merecia um passeio até a mar, tinham merecido mais algum tempo para ser saboreados. Um fim de semana de 4 dias seria o ideal tendo um dia para cada uma delas em vez que dividirem um único dia, mas foi bom para ficar com uma óptima impressão do que vi por lá, e quem sabe um dia regressar.Se tiverem mais tempo disponível, claro que a combinação merecia incluir uns dias em Bruxelas à chegada – com um dia bate-volta a Bruges e Gent – e alguns no final em Amesterdão. Estavam prontos para se tornarem especialistas no combinado Bélgica/Holanda.Nos próximos dias virão posts mais detalhados sobre o que visitei por lá, roteiros detalhados das cidades, e todas as dicas para organizarem a vossa viagem para ver as tulipas em flor. Stay tuned!
Links já disponíveis aqui:Antuérpia, dicas práticas.Centro históricos de AntuérpiaRoterdãoHaiaLeidenOs campos de tulipas Parque keukenhof

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Amsterdam #6 Bairro dos Museus

Localizado a sudoeste da cidade, estão situados aqui três dos principais museus da cidade. O Rijksmuseum, o museu Van Gogh e o Stedelijk (arte moderna). Atravessamos o primeiro e visitamos os dois últimos. Na área circundante, Museum Plein, há um enorme parque verde, uma pista de gelo nesta época do ano e ainda uma estátua gigante da frase ‘imagem de marca’ da cidade – I amsterdam! Se quiserem visitar tudo com tempo reservem uma dia inteirinho para esta zona da cidade, e não se preocupem que não vai sobrar tempo algum. Se quiserem uma visita mais soft passeiem por entre os museus, relaxem num dos seus cafés e entrem apenas no Museu Van Gogh, e os seus girassóis, o ex-libris da arte holandesa. Átrio principal do Rijksmuseum A pista de gelo no Inverno Holandês. Exposição permanente do museu Van Gogh Museu Stedelijk (arte moderna)

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Amsterdam #5 Red Light District & Coffe Shops

(as imagens que se seguem podem ferir a susceptibilidade dos leitores mais sensíveis) Os dois grandes negócios da cidade dispensam grandes apresentações. Fica a ideia de que ir a Amesterdão e não dar um pequeno passeio pela zona, só para sentir o ambiente, é ainda pior do que ir a Roma e não ver o Papa. As fotografias não são do melhor que há, mas compreendam que tirar fotos à descarada não era grande ideia.  “Spacecake – It’s not milder than smoking marijuana. Take your yime. It takes longer to feel the full effects. Can take up to 1 hour. Had to much? You feel the same as if you had too much alcohol, dissy, passing out. DO NOT PANIC”

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