Tour de 1 dia no Salar Uyuni – Bate-volta a partir de La Paz.

Já disse por aqui que optamos por visitar o Salar de Uyuni num único dia devido à precariedade das acomodações. Aquela zona do país está a começar a virar-se para o turismo – é aliás a única sobre a qual já se encontram muitas referências online – mas ainda muito para um turismo bem mochileiro e de aventura. Nada de opções deluxe, nem sequer mais ou menos.

Penso que o contágio foi feito a partir do Norte do Chile, e a travessia desde o Atacama até Uyuni é um tour muito pedido, mas ao contrário de San Pedro, onde o alojamento já permite acolher todo o tipo de turistas e há imensas opções de tours de apenas um dia para fazer sempre base lá, do lado boliviano existe principalmente o tour de 1 dia que fizemos e os outros de vários dias, implicam dormir no meio do salar em locais com reviews como ‘não havia água quente’, as casas de banho partilhadas nem água tinham’. Vai daí, e porque a aventura mal-cheirosa não é mesmo a nossa praia… Resolvemos ficar mesmo por La Paz e fazer um bate e volta de avião até Uyuni. A companhia Boliviana de Aviación tem alguns voos diários entre La Paz e Uyuni, sem grandes complicações de check-in nem controle de bagagens – do género vou ali apanhar o autocarro e logo estou de volta – mas os aviões com ar seguro e os parafusos todos apertados, estejam descansados.
São 45 minutos de voo sobre o deserto, o avião nunca voa a muita altitude a a única coisa que se vê durante todo o trajecto são areia, terra e montanhas, com um fiozinho de estrada de vez em quando que penso tratar-se da Panamericana. Chegamos ao aeroporto de Uyuni por volta das 9h da manhã e tínhamos à nossa espera alguém da agência que havíamos contratado para fazer o tour pelo Salar. A primeira paragem do dia foi na vila de Uyuni, a nossa base, onde nos iríamos reunir com o resto do grupo e arrancar nos jipes que nos levariam ao passeio. No tempo que tivemos livre por lá deu para perceber que realmente a opção de ter ficado a dormir por lá não seria a melhor. A vila tem duas ou três ruas centrais saindo da estação dos comboios, onde se encontram cafés, lojinhas e alguns hostels com ar meio manhoso, óptima para sentar a beber um cappuccino numa esplanada ao frio mas ao sol, para comprar um gorro que estava mesmo a fazer falta e pouco mais.
Antes de entrarmos no Salar levaram-nos a uma paragem incrível, mesmo pertinho da vila, o cemitério de comboios. Em tempos várias linhas importantes de transporte de mercadorias passavam pela região que era um ponto de intersecção de muitas delas, hoje em dia a linha está quase desactivada, pelo menos grande parte dela, e muitas das máquinas ficaram abandonadas nesta zona. O cenário seria sinistro se não estivesse cheio de forasteiros como nós a tirar as fotografias mais incríveis de sempre.
Por volta das 10:30 arrancávamos para o interior do Salar. E foi assim que começou um passeio incrível, que já tiveram oportunidade de espreitar neste vídeo de estreia no Youtube.



A primeira paragem foi na pequena aldeia de Colchani, onde estivemos num mercadinho óptimo para comprar souvenirs tradicionais, e apesar de estar ali mesmo na turista ver, os preços não eram nada maus e conseguimos alguns bons negócios – negociar preços sempre, claro! read more

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Viver La Paz

Não há muito para dizer neste post, são mais as fotografias que vos quero mostrar. É um clichê dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas neste caso nem as imagens conseguem expressar tudo o que os olhos vêm e sentem.Adorei andar pela Bolívia, voltava sem hesitar já amanhã para reviver La Paz e Uyuni e para descobrir o que ficou por conhecer.Pessoas simpáticas e genuínas. Onde nos sentimos bem e seguros.Espero que estes últimos posts vos tenham aguçado o apetite de conhecer o país e virem de lá rendidos com os seus encantos.

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Roteiro a pé pelo centro de La Paz

Conhecer a pé o centro colonial da cidade de La paz é uma das coisas que têm de fazer, em visita à capital boliviana. As atracções não são assim tantas e facilmente podem fazer o passeio sugerido em meio dia.  A plaza Murillo é o centro da cidade, onde vão encontrar a catedral e a sede do governo com o seu relógio que anda “ao contrário” – segundo o nosso guia porque Evo Morales decidiu que um governo de esquerda não pode ter um relógio a andar para a direita. #sul-americanices  O outro pólo principal do centro da cidade, é a Plaza Mayor, aqui há milhares de pessoas dia e noite, é centro de distribuição de transportes, atravessada pela principal avenida que atravessa a cidade, mas a sua imagem está marcada pela presença da imponente Iglesia de San Francisco e do convento adjunto. Vale a pena a visita, onde podem contar com o acompanhamento de jovens bolivianos voluntários que vos irão guiar na visita. Nesta zona, bem por detrás da igreja começam as ruas a que normalmente chamam de Mercado de las Brujas, outra atracção super conhecida na cidade por vender fetos de llama usados supostamente para bruxarias e crendices afins. Para além da imagem das llaminhas, a explosão de cores é impressionante.  A zona mais alta do passeio é a calle Jaén, uma rua colonial bem conservada, com lojinhas de artesanato mais vanguardista, de novos artistas bolivianos, alguns pequenos museus e cafézinhos mais interessantes. A subida até lá vai valer a pena e se a falta de oxigénio atacar pelo caminho entrem para uma bebida fresca no primeiro sítio que encontrarem, nós pagamos 20 cêntimos por uma Fanta e durante 5 minutos achamos que estávamos a fazer mal o câmbio. Por fim, ou por início El Prado ou avenida 19 de Julho, vão descendo ou subindo a avenida principal da cidade até onde vos apetecer, até onde as pernas permitirem, sem grandes atrações turísticas é um núcleo importante da cidade, no domingo estava repleta de pessoas em passeio ou a jogar pokémons, e à semana tem um trânsito infernal. Conforme vão descendo vão chegando à zona mais rica (menos pobre?) da cidade, há alguns restaurantes, lojas e cafés, misturados com vendedores ambulantes de pão, frutas e outras coisas mais. Termina no Palácio Presidencial.  =&0=& =&1=& =&2=& =&3=&

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La Paz vista do alto.

Este foi para mim o maior encanto de La Paz. Do avião, do topo do nosso hotel, de um dos miradouros da cidade, do teleférico ou de qualquer outro sítio, as vistas são o mais incrível da cidade.A cidade nasceu num “buraco” cavado naturalmente no meio de um planalto árido a 4200 metros de altitude. Está dividida e estratificada socialmente em função da temperatura e da falta de oxigénio: no topo as camadas mais pobres, no meio o centro da cidade e as classes médias e na zona mais baixa, os “melhores” bairros da cidade – tendo em conta que são melhores apenas para padrão Boliviano. Mas esta divisão não é mito perceptível aos nossos olhos, 90 % do que vemos à nossa volta são casinhas em tijolo que se espalham pelas encostas acima e que dão o ar mais pitoresco de favela gigante, Refletida ao sol ou com as primeiras luzes da noite, é uma paisagem deslumbrante.O aeroporto da cidade fica na zona mais alta (no planalto – seria impossível de outra maneira – o declive da cidade é mesmo impressionante!) e nas viagens que fizemos até lá tivemos algumas das melhores vistas, mas para quem está na cidade a melhor opção será apanhar o teleférico e desfrutar da cidade, nós acabamos por não fazê-lo já que percorremos todas as encostas de carro tanto nessas deslocações como no city tour, mas se estiverem por vossa conta, apanhem a linha vermelha ou amarela do novíssimo teleférico e serão recompensados.Há ainda uma outra opção no centro da cidade, uma pequena colina com uma vista quase 360 graus – o Mirador Killi Killi – onde vale a pena ir. Apesar de ser perto e possível de chegar lá a pé, ainda sobe significativamente, e a falta de oxigénio não ajuda nada, por isso apanhem um táxi pelo menos para subir, se tiverem vontade podem sempre descer a pé no final.A ideia é encontrarem uma vista incrível, onde quer que seja, e curtirem a cidade aos vossos pés, a geografia ajuda a que encontrem este cenário ao virar de cada esquina!

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O que conhecer em La Paz?

Acho que já disse aqui no blogue, mais do que uma vez, que La Paz foi a maior e melhor surpresa da viagem. A Bolívia saltou para o roteiro porque era mesmo ali ao lado, e a cidade pareceu a melhor base para fazer o tour ao Salar de Uyuni, então, entre chegadas e partidas, acabámos por dormir três noites por lá e recomendo muito a visita à genuína capital boliviana.Tirando quando vivi em Bratislava e me aventurei algumas vezes pelo interior da Eslováquia por terras onde ninguém passou, não me lembrava de me sentir a única turista até onde a vista alcança, e numa cidade do tamanho de La Paz (cerca de 3 milhões de habitantes) isso é mesmo incrível.Para além disso, a geografia da cidade, literalmente um buraco escavado num deserto árido a 4000 metros de altitude, e a construção simples ao longo das suas encostas, com o maior declive que eu já vi, tornavam o cenário quase perfeito.

A cidade é bastante pobre, e apesar de não se miséria absoluta (como vi na Índia, por exemplo) é tudo nivelado muito por baixo. 90% da construção não está rebocada nem pintada, e encavalitada pelas encostas acima faz parecer a cidade uma pequena favela gigante, mas a favela mais bonita de todas, quando as luzes acendem ao fim do dia então, não há palavras.
Ainda por descobrir pelo mundo, os atractivos turísticos não são imensos, e podem ver-se em pouco tempo.

Nós optámos por alugar um táxi com motorista/guia local que nos levou aos sítios que pedimos, sugeriu algumas paragens que valeram a pena e nos mostrou a cidade para lá do centro.
Foi uma óptima opção porque não tínhamos tanto tempo assim na cidade, e optamos por conhecer apenas o centro por conta própria, onde era possível fazer tudo a pé.Se viajarem com mais tempo, é perfeitamente possível conhecer tudo de transportes públicos, uns autocarros giríssimos que se misturam no caos da cidade e a novíssima rede de teleférico que sobe as encostas. Em termos de segurança pareceu tudo bastante tranquilo, em termos de orçamento é o melhor que qualquer viajante pode querer.

Depois dos dias que passamos por lá sugiro que não percam nenhuma destas quatro coisas pela cidade:
– Valle de la Luna
É um passeio diferente na zona mais baixa da cidade, podem lá chegar facilmente de transportes e explorar um fenómeno natural original. (Post aqui)
– Roteiro a pé pelo centro da cidade
É tudo bastante perto, e quase seria incrivelmente fácil fazer a pé não fosse a altitude e a falta de oxigénio exigirem parar mais vezes que o habitual. Mas mesmo assim não é muito exigente e permite percorrer a pé, as principais atracções da cidade, enquanto se cruzam com a vida na cidade. (Post aqui) read more

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Valle de la Luna, La Paz.

A visita ao Valle de la Luna é uma das mais referidas pelos poucos turistas que já passaram por La Paz. Há uma série de opiniões contraditórias, mas no geral acho que a maioria acaba por gostar. É um lugar inesperado, diferente de tudo o resto, e é tão pertinho do centro da cidade que vale a pena gastar um bocadinho de um dia por lá para conhecer este fenómeno natural. Também não é 100% seguro o que terá originado o surgimento destas formações rochosas com uma forma um tanto peculiar. Há teorias que dizem ter sido a água, o vento, eu cá para mim foi uma mistura de tudo um pouco, mas na aridez que é hoje a região cria uma imagem visual engraçada, com o seu quê de lunar, daí o nome adoptado. Fica na zona mais baixa de La Paz, o que a torna bem abafada e quente quando o dia está limpo, serão certamente as temperaturas mais altas que vão apanhar na cidade – que tem uma amplitude térmica enorme. Levem água e uns rebuçadinhos de coca para ajudar a fazer o percurso, já que apesar de “mais baixo” a altitude ainda é enorme e vão sentir-se cansados seguramente. Os bilhetes podem ser comprados à chegada, à apenas controle de entrada e depois estão à vossa vontade para fazerem os diferentes percursos pelo vale que estão bem assinalados. Nós fizemos o mais longo, de 45 minutos – que já incluem todas as paragens para descansar e tirar fotografias.

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Dicas práticas sobre a Bolívia.

A Bolívia foi, sem dúvida, a maior e melhor surpresa da viagem. Entrou na equação apenas por era mesmo ali ao lado (do Perú) e acabou por ser a experiência mais genuína da região.As expectativas iam altas para o passeio ao Salar de Uyuni, e não desiludiu, é uma Natureza tão diferente de tudo o que estamos habituados a ver que é sempre de ficar embasbacado e de queixo caído. Mas para La Paz confesso que não tinha grandes expectativas, nem boas nem más, e a surpresa não poderia ter sido melhor.O turismo de massas ainda não chegou à Bolívia. Se em Uyuni já há uma cultura mochileira bastante forte, por arrasto e a partir do Atacama no Norte do Chile – mas numas condições bastante precárias, por isso optamos por não dormir lá – em La Paz tens a sensação que foste o primeiro forasteiro a aterrar ali.

Hospedagem
Como já disse, na zona do salar havia relatos apenas de hostels, albergues e coisas bem básicas com uns reviews que deixavam bastante a desejar. Sem condições para tomar banho de água quente, ou sequer de tomar banho, resolvemos não arriscar e passar as noites todas em La Paz.
Em La Paz, a opção de alojamento é significativamente melhor, mas não abundante. Para começar não existem hotéis de cadeias internacionais, nem o baratinho Ibis nem opções de luxo tipo Sheraton. Simplesmente não há. Apesar de tudo já se encontram algumas opções com um nível de conforto bastante aceitável. read more

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Roteiro América do Sul, 2016

Está a chegar o momento mais aguardado do ano, aqui no estaminé, os relatos da viagem de Verão à América do Sul – Bolívia e Perú! Palminhas para mim que este ano consegui aviar tudo bem depressinha e ainda estamos em Outubro e voilá… Aqui vamos nós. (Acho que a América do Sul 2015 só chegou ao blogue este ano, shame on me!)Então como isto começou? Depois da incursão extremamente bem sucedida em 2015, não estava mesmo a pensar voltar tão cedo, o mundo é muito grande e as primeiras pesquisas para o Verão de 2016 começaram… na China. Difícil terem mudado tanto, mas os meus pais acabaram por entrar na equação e depois de muitas voltas e pesquisas, regressar foi mesmo a melhor opção e acabámos a viajar os três durante 12 dias pela Bolivia e Perú, um pouco mais a cima que chuva e frio já tinha apanhado qb no ano anterior.O roteiro final não foi perfeito, nunca o é, vai ficar sempre a faltar isto ou aquilo. É o vizinho que foi a Sucre e é a melhor cidade da Bolivia ou o primo que foi ao lago Titicaca e … como é que vocês perderam isso?Mas os dias não esticam, o orçamento também não, e conciliando as vontades de três viajantes o nosso plano acabou por ser óptimo para nós.

Ficou assim:
Dia 1 – Porto – Madrid
Dia 2 – Madrid – Lima – La Paz
Dia 3 – La Paz e Valle de la Luna
Dia 4 – Day tour – Uyuni
Dia 5 – La Paz – Cusco – Ollantaytambo
Dia 6 – Ollantaytambo – Águas Calientes – Machu Picchu – Cusco
Dia 7 – Cusco e ruínas Incas
Dia 8 – Cusco – Lima
Dia 9 – Lima
Dia 10 – Day tour – Linhas de Nasca e Paracas
Dia 11 – Lima – Madrid
Dia 12 – Madrid – Porto read more

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