Enotel Quinta do Sol, Funchal.

Para finalmente acabar com a série de posts da Madeira e começar a sério com as mil e uma peripécias deste Verão, ficou a faltar falar sobre o maravilhoso hotel em que nos hospedamos, Enotel Quinta do Sol.Não vale ficarem a achar que vai ser um cinco estrelas maravilhoso em que só falta andarem convosco ao colo, nada disso. O quarto era simples mas conforatável, com uma casa de banho agradável e uma simpática varanda com vista para o mar. Mas nós nem estavamos lá para disfrutar do quarto e sim do Sol e da água. E as zonas comuns de lazer, piscina exterior, piscina interior com vista para o jardim, spa, esplanada, eram incrivelmente sossegadas e agradáveis.Essa área do hotel havia sido remodelada há pouco tempo e está perfeita para descansar. Ajuda muito o facto de não ser um hotel children friendly.Aqui ficam algumas fotos para vos abrir o apetite. Enotel Quinta do SolRua Dr. Pita, 69000-089 Funchal(A reserva deste hotel pode ser feita aqui, ou na barra lateral do blogue onde encontram a parceria com o Booking.com, vocês não irão pagar nada a mais pela reserva e o blogue recebe uma comissão conforme o número de reservas feitas por vós, obrigada!)

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Câmara de Lobos.

Que vila mais simpática esta. Com os seus barquinhos e o mar, as casinhas empoleiradas no penhasco, as ruelas estreitas, as encostas de bananeiras, a vista para o Cabo Girão, a poncha de maracujá feita na hora ou a espetada tenrinha.  Dez quilómetros a oeste do Funchal, com vários autocarros por dia a passar por lá. Vão à hora de almoço, comam uma espetada e bebem uma poncha de maracujá no final. Não se vão arrepender.

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Diversidade natural, talvez o cantinho mais ‘exótico’ de Portugal.

A natureza é incrível na Madeira, o verde é mais verde e tropital, o mar é mais azul e mais intenso. As flores, a água, as montanhas e as escarpas são incríveis. No dia em que atravessamos a ilha visitamos locais muito contrastantes. Desde a densa vegetação no interior da ilha, às praias de calhaus em S. Vicente ou de areia na Prainha, à cachoeira do Véu da Noiva, ou à aridez da Ponta de S. Lourenço.A riqueza natural é espantosa e justifica bem o passeio.

-Atravessando a ilha

 -Véu da Noiva

 -São Vicente

 -Ponta de São Lourenço

 -Prainha

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Santana, isto sim é a Madeira.

Palavras para quê?Livrem-se de ir à Madeira e não passar por aqui. É que a terrinha até pode nem ter mais nada de importante, e estas casinhas já não serem típicas há muito tempo e ser mesmo só para turista ver, mas a verdade é que são o símbolo da Madeira e não vale vir de lá sem uma fotografia numa delas.

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Piscinas naturais de lava, Porto Moniz.

Voltava para aqui sem pestanejar. Tãããão bom… As piscinas de Porto Moniz foram formadas pela lava vulcânica e são cheias naturalmente pela água do mar. Têm uma área de 3800 metros quadrados, e são servidas por balneários, snack-bar, piscinas infantis e ainda possibilitam o acesso directo ao mar. A entrada custa 1,5 euros e o aluguer duma espreguiçadeira por um dia custa outros 1,5 euros. Funciona das 9:00 às 19:00 no Verão e das 10:00 às 17h30 no Inverno. Se forem passear pelo norte da ilha tirem pelo menos meio dia para passar aqui e aproveitar bastante.

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Fizemo-nos à estrada… na Madeira.

Depois de uns dias no Funchal, tirámos um dia para alugar um carro e visitar outras zonas da ilha. Já tínhamos reservado online um carro na Europcar e de manhã cedo estávamos lá para preencher todas a mil papeladas que existem de seguros, identificações e tal (guardem à vontade uma meia hora para tudo, nada de chegar pegar na chave e zarpar).Depois de tudo resolvido e chave na mão, partimos finalmente em direcção à zona norte da ilha. As estradas são óptimas, com imensos túneis e foi bem depressa que por entre paisagens incríveis, atravessamos a ilha bem pelo centro, parámos pelo caminho no ´Véu da Noiva’ -perto do Seixal – e chegamos a Porto Moniz. Seguimos viagem em direcção a Santana, passando por São Vicente, e seguindo em cerca de 30 km o troço de estrada antiga da costa – demoramos uma hora só nesse pedaço e felizmente quase contamos o numero de carros com que nos cruzámos, bem empregues os milhões dos túneis e vias-rápidas, lembrem-se de não mais criticar o défice público da região – De Santana seguimos em direcção à ponta mais leste da ilha, a Ponta de São Lourenço, e ainda paramos na Prainha, Caniçal. Voltamos ao Funchal já no fim do dia descendo até ao sul da ilha pelo lado leste – zona do aeroporto e de Santa Cruz. Ao longo do percurso foi possível ver as mais variadas paisagens, todas elas incríveis. Foi uma viagem muito engraçada e que fizemos bem nas calmas. Ficaram algumas regiões por conhecer melhor, nomeadamente o lado oeste da ilha. Se quiserem uma visita mais completa penso que dois dias de carro serão suficientes. Posso dizer-vos que com um mapa actualizado na mão vão a qualquer lado na Madeira, até porque não há assim tantas estradas e está tudo bastante bem indicado, inclusivamente nos acessos na zona do Funchal, mas se sentirem mesmo um zero em orientação basta alugar um GPS junto com o carro e a ilha é vossa. São apenas 50 km entre as duas pontas mais distantes da ilha, não têm muito para onde ir 🙂 Ainda esta semana chegam os posts dos locais que visitámos ao longo deste dia. Deixo-vos um mapa do percurso detalhado. (clique para aumentar)

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Centro histórico do Funchal.

Após a sua descoberta em , a ilha da madeira começou a ser povoada em 1424. Foi dividiva em duas capitanias sendo que a Gonçalves Zarco coube a capitania do Funchal, onde instalou com a família. Pela sua posição geográfica favorável, acesso ao mar e a solos produtíveis, cedo o Funchal se tornou um importante núcleo de desenvolvimento da ilha. A primeira carta de foral chegou à povoação entre 1452 e 1454 e em 1508 foi elevada a cidade. No centro histórico do Funchal, ainda hoje se veêm fortes traços do estilo colonial português. Passeamos um pouco por lá e fomos até à marina, que infelizmente estava em obras, mas deu para ficar com uma ideia simpática da cidade.  

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Complexo Balnear da Ponta Gorda.

A madeira é maravilhosa e exótica e tem um tempo óptimo e bláblá tudo de bom que vocês já ouviram falar… Mas aí se associaram tudo isto a maravilhosas praia, esqueçam! Praia só mesmo de calhaus, e daqueles bem grandes, nada agradável/confortável onde estender a toalha e as costas/barriga. Mas como quem não tem cão caça com gato já tudo está resolvido e é fácil arranjar um lugar para uma pessoa se esticar ao sol e para os mais aventureiros até entrar no mar. Praias artificiais, piscinas naturais, um cimentadinho com espreguiçadeiras, haja imaginação. – e nem tudo é mau, pensem que pelo menos não trazem areia para casa – Ao longo da linha de costa a oeste do Funchal, na zona nova da cidade (Promenade) onde ficam a maioria dos hotéis e resorts mais badalados há imensas destas opções, muitas privadas de alguns dos hotéis mas outras que permitem o acesso do público em geral. Numa das manhãs que passamos por lá fomos conhecer o Complexo Balnear da Ponta Gorda. É uma praia vigiada, com diferentes acessos ao mar, para além de uma piscina de água salgada. O bilhete que inclui duas entradas de adulto, duas espreguiçadeiras e um guarda-sol fica por 12,5 euros mas podem lá passar o dia todo. Para além das facilidades de praia dispõem ainda de snack-bar e balneários. Promenade do Lido Complexo balnear da Ponta Gorda O perigo é a minha profissão.O meu maior objectivo ao ir até uma destas zonas de ‘praia’ (já que a piscina do nosso hotel era fantástica, vai ter post exclusivo), era o acesso ao mar. Queria tomar banho em ‘alto-mar’ e nem quando lá cheguei e descobri que havia a visita de um cardume (?) de alforrecas desisti. Devo ter sangue ruim, nenhuma se aproximou de mim!

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O Funchal visto de cima, aldeia do Monte.

Há terras que são famosas pelos seus ‘altos e baixos’, eu diria que a Madeira fica famosa porque toda ela são ‘altos’, baixos nem vê-los.  Tudo é a subir a pique e não esperem caminhadas fáceis. Ou a preparação fisíca é boa ou vão ficar à morte ao fim dos primeiros 100 metros. Mas nem tudo é mau, e tamanhos declives haveriam de ter as suas vantagens. No caso da Madeira são as vistas incríveis que se têm do alto das montanhas, e claro, as descidas de cestos. Numa das tardes que passamos no Funchal resolvemos ir até à aldeia do Monte. É possível chegar lá cima no famoso teleférico (15 euros ida/volta) ou então apanhar o autocarro, posso garantir-vos que também é uma aventura e tanto (a juntar aos precipícios, aos declives acentuados e às curvas apertadas das estradas, os condutores são bem loucos para o padrão ‘continental’ – mas fácil para quem acabou de chegar da Índia). Uma vez lá em cima há a possibilidade de visitar a igreja do Monte, o Jardim Tropical (com a colecção Berardo), apanhar outro teleférico até ao Jardim Botânico, ou dar uma voltinha de cesto (25 euros por pessoa, 15 euros se dividirem os cesto). Se assumirem a forretice (tal como eu!), podem só disfrutar do ambiente tropical que vos rodeia, subir ao topo da igreja (a melhor vista) e ficar a apreciar a cara das inglesas/alemãs a descer os cestos com ar de quem ‘não sei se estou em pânico se estou a adorar’. Só isso já vale a deslocação.

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Mercado dos Lavradores, Funchal.

Inaugurado em 1940, o mercado do Funchal é uma das principais atracções da cidade. A variedade de frutas e legumes frescos, produtos regionais e peixe faz com que diariamente passem por lá milhares de pessoas (e muitos turistas). É incrível passear no meio de todas aquelas bancas e apreciar a qualidade dos produtos, acho que provei algumas dez espécies de maracujás diferentes! O edifício foi desenhado por Edmundo Tavares e preserva o estilo do estado Novo, os painéis de azulejo que decoram a entrada principal têm motivos regionais e foram pintados por João Rodrigues.

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