Le Relais de Venice, quiçá o melhor bife com batatas fritas do mundo.

Por fora tem um ar de restaurantezinho francês , bistrô cutxi-cutxi, mas chama logo à atenção pela fila que normalmente junta à porta. Depois de entrar tem um ar de confusão organizada, bem apertadinho, sente já aí, aqui tudo se resolve. Dois andares de sala de refeição e um menu único, mas para quê mais se este já é perfeito…? Salada de alface e nozes Bife com batatas fritas e um molho verde (a alma do negócio!) Três ou quatro sobremesas à escolha, a única decisão da noite, assim como o que vão beber, eu escolhi sempre os profiteroles e nunca me arrependi 🙂 Agora há L’Entrecôte de Paris em tudo quanto é canto do mundo, e eu na verdade nunca testei nenhum, mas aqui, eu não sei se é do local, se é da espera, de é das batatas, se é do molho, mas este bife vale a deslocação a Paris tanto como ver a Torre Eiffel. Resistam à fila, porque no fim vai valer a pena. O serviço é super eficiente, mas não é sítio para ficar a noite toda a saborear um copo de vinho e a fazer sala. O preço não é óptimo para um bolso tuga, mas é super camarada para padrões parisienses, não irão à falência se passarem por lá. Por isso, não fiquem à espera e corram para lá, a única espera será à porta, não desanimem que a fila anda rápido (não aceita marcações!) e no fim compensa tudo. Fica na Porte Maillot (a uma avenida de distância do Arco do Triunfo), mesmo à beira do local de onde saem os autocarros da Ryanair para o aeroporto de Beauvais. Le Relais de Venice 271 Boulevard Pereire Porte-Maillot, Paris

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Passeios bate-volta nos arredores de Paris.

Já que, a pedido de algumas famílias, resolvi voltar à cidade luz por estes dias, fica também aqui uma compilação dos passeios nas imediações da cidade e que podem juntar, numa estadia mais prolongada pela cidade, sem terem que se alojar noutro local. 1. Versalhes É o tour incontornável para quem passa alguns dias em Paris, o famoso castelo – símbolo da monarquia absoluta francesa – mandado construir no séc XVII pelo rei-Sol, Luís XIV. Para chegar a Versalhes vindos da cidade têm de apanhar a linha amarela (C5 – Versailles Chateaux) do RER. Podem ver mais detalhes sobre o castelo, os jardins e a cidade em posts mais antigos, Meio dia de passeio, que pode ser esticado até um dia inteiro se estiver um dia bonito e quiserem desfrutar dos jardins e ainda conhecer a cidade.

2. EuroDisney

Eu sei que à partida parece o programa ideal apenas para crianças pequenas, mas vão por mim e mesmo que viagem em modo adulto, passem um dia por lá. O parque é incrível e faz as delícias de crianças e adultos também. Já lá estive em várias idades e garanto-vos que me diverti tanto quando fui com os meus colegas do laboratório (emendando uns dias em Paris depois de um congresso em Nice) como quando os meus pais me levaram a primeira vez aos 7 anos. Há imensas actividades radicais que nem sequer permitem a entrada de crianças pequenas, mas o mundo encantado, de fantasia e das princesas vale tanto a pena como a montanha russa mais alucinante. Deixem os preconceitos de lado e atirem-se de cabeça, não se vão arrepender. Podem comprar-se bilhetes antecipadamente pela internet aqui, normalmente há boas promoções que incluem dos dois parques num dia. Para lá chegar, não há o que enganar, apanhem o RER linha vermelha B até Marne la Valée, vão sair da estação e dar de caras com a Disney. Dá para passar vários dias por aqui, mas um dia completo – em algumas épocas do ano está aberto até de noite – será suficiente para se divertirem à grande. Deixem o fim-de-semana completo na Disney para quando houver crianças, aí sim, os ritmos são todos mais lentos e provavelmente valerá a pena. 3. La Defense Está oficialmente fora de Paris porque fica para lá do Peripherique, mas é a sugestão mais próxima da cidade, à qual podem chegar até de metro. A zona moderna, futurista da cidade merece uma visita. No enfiamento do Arco do Triunfo, a vista de arco a arco merece a pena. Para além disso é uma zona comercial enooooorme, com imensas opções de tudo e mais alguma coisa e uma avenida larga repleta de esculturas gigantes entre os prédios gigantes. Duas horas de passeio. 4. Saint-Germain-en-Laye Cidadezinha encantadora, com um ar mesmo francês. Vale a pena não só pelo ambiente mas também podem juntar a uma visita ao Castelo de Saint-Germain, local de nascimento de Luís XIV e sede da corte francesa na época, antes da mudança para Versalhes. Os jardins do castelo são abertos a visitas sem ingresso e têm uma vista óptima para Paris, apesar dos cerca de 20 km que separam as cidades. Podem chegar até lá pela linha vermelha do RER (B – direcção Saint-Germain-en-Laye). Meio dia de passeio. 5. Giverny Os famosos jardins da casa onde morou Claude Monet, e os seus lagos de nenúfares só estão abertos ao público na Primavera mas já me valeram uma deslocação a Paris só com o propósito de os visitar e não desiludiram nada. Se são fãs da obra impressionista, corram para lá. Apesar de um pouco mais longe da cidade, ainda é relativamente fácil lá chegar vindos de Paris, para isso só têm de apanhar um dos város comboios diários que saem da Gare Saint-Lazare em direcção a Vernon, e aqui apanhar a navette que faz os últimos 7 km até Giverny. Meio dia será suficiente para conhecer a casa e jardins do Monet, eu fui de carro e o plano era apenas esse, mas se viajarem de comboio (cerca de uma hora para cada lado) e quiserem ainda conhecer a cidadezinha de Vernon, facilmente se poderá tornar um passeio de dia inteiro.

6. Chantilly

Para quem não vai ter tempo de ir até ao Vale do Loire visitar os famosos castelos de Chambord ou Chenonceaux (o meu caso, que tenho esta viagem na lista há que tempos mas ainda não saiu do papel), Chantilly é uma óptima opcção na Picardia e a meia hora de comboio de Paris a partir da Gare du Nord. A Mairie também disponibiliza uma navette desde a gare até ao castelo, que fica a uma caminhada de cerca de 15 minutos e vão poder visitar um castelo giríssimo nas margens de um lago com os seus jardins enormes e bem cuidados, mesmo com ar de chateaux francês.

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Roteiro de 3 dias em Paris!

Pois é minha gente, tanta perna batida pela capital francesa, tanta hora passada a percorrer os seus boulevards e 30 mil posts depois sobre alguns locais mais específicos na cidade ainda não tinha saído um roteiro clássico, para quem vai pela primeira vez e está mais ou menos desesperado sem saber por onde começar. Provavelmente porque desde que criei o blogue nunca mais fui a Paris como a turista clássica, conheço a cidade há que anos e todas as últimas viagens são um pouco sem programa fixo, com apenas um ou outro objectivo mais específico, como visitar uma exposição temporária ou assistir a um espectáculo e depois passear livremente por onde a vontade me levar. Mas como antes de chegar a esta fase têm primeiro de conhecer bem a cidade, aqui fica a minha sugestão de roteiro com todos os pontos turísticos principais da cidade. Espero que seja útil para turistas de primeira viagem 🙂

Dia 1: Começar logo cedo por um dos pontos mais “famosos” (por aqui são quase todos!), o Arco do Triunfo e descer nas calmas os Campos Elísios, a primeira metade é bastante mais comercial, a segunda é muito mais verde, mas vão encontrar à vossa direita o Grand Palais e o Petit Palais, dependendo das exposições temporárias que estejam por lá pode ser um boca ideia entrar. De qualquer das formas, passem entre os dois, até ao Sena, e aproveitem a ponte Alexandre III para tirar a primeira fotografia da Torre Eiffel, bem lá no fundo. De volta aos Campos Elísios, desçam até à Concordia – aí podem perder um bocadinho num dos meus museus preferidos e pequeninos das cidade, a Orangerie, e ver os seus Monet na colecção permanente – e depois tomem a direcção contrária ao rio, para se embrenharem no centro da cidade. Sugiro não perder a Place Vêndome, a Madeleine, a Ópera Garnier (que a propósito vale a entrada) e as galerias La Fayette (não pelas compras mas pelo interior arquitectónico, entenda-se.), de resto esta é a zona de alguns dos Boulevards mais famosos, percam-se a passear por aí.
Quando o dia se estiver a aproximar do fim apanhem o metro até Montmartre, a pracinha por trás da Sacré-Couer com os seus pintores vale uma visita e o pôr-do-sol da escadaria frontal já vai justificar a viagem, desçam depois até à zona do Pigalle e caminhem até ao Molin Rouge, com o dia no fim os néons vão sair ainda melhor nas fotografias.
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Museé d’Orsay.

A última manhã em Paris foi passada no museu d’Orsay, um dos meus favoritos na cidade pela sua enorme colecção impressionista. Infelizmente não é permitido tirar fotografias na grande maioria das salas mas posso dizer-vos que podem lá encontrar autores como Monet, Sisley, Pissarro, Manet, Van Gogh, Dégas, Cézanne, Renoir, Rodin e muitos outros menos conhecidos e que já não me recordo. Para além das obras expostas o próprio edifício vale a pena a visita, uma vez que o museu está instalado no antigo edifício da Gare d’Orsay, a grande estação de comboios construída no local para a Grande Exposição de 1900 e que foi desactivada em 1936. Várias décadas depois, em 1986, abriu finalmente ao público como galeria de arte. Vale a pena passar meio dia por lá, conhecer as colecções permanentes e alguma exposição temporária, parar num dos vários restaurantes/cafés no seu interior ou apenas perder a cabeça na livraria do museu.

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Às voltas pelo centro de Paris #2

Mais um dia à deriva pelo centro de Paris, desta vez pela zona da Ópera, dos boulevards e dos grandes armazéns que terminou junto à ponte Alexandre III. Começamos o dia pela visita à ópera e de seguida fomos explorar as Galerias Lafayette e o Printemps, que para além de inúmeras oportunidades para gastar muito dinheiro merece uma visita pela beleza do interior dos seus edifícios. Durante a tarde estivemos mais perto do Sena, junto à ponte Alexandre III, e no Grand Palais, onde estava a decorrer uma exposição temporária de Niki de Saint Phalle, pintora/escultora francesa e autora das estátuas que já mostrei aqui no lago artificial que fica mesmo ao lado do centro George Pompidou. Bem alternativa. Foi um dia bastante calmo, sem grandes correrias, sem muitos planos nem muitos must see. Mas também é sempre óptimo passear assim por Paris.

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Até ao topo da Torre Eiffel.

Há que anos que eu não subia à Torre. Ela está sempre lá e tal, hoje não que a fila é grande, hoje não que o tempo não está bom, hoje não que é caro, e fui sempre adiando o regresso até ao topo. Grande erro. A vista continua mais do que incrível! Aproveitando um dia que acabou mais cedo do que o previsto e o tempo que começou discretamente a melhorar durante a tarde, decidimos subir à Torre e vim de lá encantada. A luz estava incrível, não havia gente a mais (talvez por ter chovido durante o dia), apanhamos o pôr-do-Sol e recomendo a todos que o façam quando tiverem oportunidade. Acho que as fotografias dispensam muito mais palavras sobre o assunto, eu voltei a ficar embasbacada só de revê-las.

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Versailles, a cidade.

 Depois da visita a Saint-Germain-en-Laye foi a vez de voltar a Versailles onde tinha estava há bem menos tempo (em 2013 quando visitei o palácio e os jardins) e como o bilhete ainda custa uns cobres desisti de voltar a entrar e resolvi conhecer a cidade de Versailles, que é apenas o ponto de passagem de milhões de turistas para chegar ao famoso Palácio mandado construir por Louis XIV, mas que também tem o seu encanto.  O mercado domina uma parte central da cidade, bem aconchegante e com aquele je ne sais quoi que só as cidades francesas têm. Depois de deambular por lá, acabei mais uma vez às portas do imponente castelo, como não podia deixar de ser.

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Saint-Germain-en-Laye.

A cerca de 20 Kms de Paris, na linha vermelha do RER, podem conhecer uma cidadezinha adorável, o seu castelo e jardins com uma excelente vista para Paris. Há já alguns anos que não visitava a cidade e desta vez quis voltar e relembrar que vale a pena tirarem meio dia de viagem e passar uma horas por aqui. Associado desde sempre à história da França o Castelo de Saint Germain foi mandado construir no ano de 1124 pelo rei Louis VI, dessa época já não existe nenhum edifício no local e o castelo que podemos ver hoje corresponde à reconstrução ordenada pelo rei Henry II em 1556. Foi residência de muitos reis franceses e a 5 de Setembro de 1638 nasceu aqui o rei Louis XIV, também conhecido como rei-Sol, o governante com reinado mais longo do Europa (72 anos) que mandou construir o Palácio de Versailles para onde mudou a corte e onde viria a morrer em 1715.

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Às voltas pelo centro de Paris #1

Na manhã da visita à Catedral de Notre Dame aproveitamos ainda para passear um pouco mais na zona entre a Île de la Cité e o Centro George Pompidou, famoso pela sua arquitectura arrojada e controversa. Visitamos a imperdível Sainte-Chapelle e os seus vitrais, a torre de Saint Jacques e o Hôtel de ville, antes de voltar a apanhar o comboio para sair de Paris e visitar o Château de Chantilly. O percurso fica ainda mais completo se aproveitarem para fazer uma pequena caminhada ao longo do rio. E para um dia mais completo (o nosso foi curto) sugiro que estiquem até à margem esquerda so Sena e conheçam a zona de Saint Germain, ou sigam para este e percam-se no novo bairro do Marais.

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Notre Dame de Paris.

Foi com a história do Corcunda e da Esmeralda em mente que resolvemos começar a minha primeira manhã em Paris (na viagem de regresso a casa, depois de um mês na Eslováquia) com uma visita à catedral mais famosa de Paris, bem no meio do rio Sena.
Apesar de já ter passado várias vezes na frente, e ter até já visitado o interior, acho que por um motivo ou por outro acabei sempre por não subir até ao topo para ver de perto as famosas gárgulas e as vistas sobre a cidade.
Desta vez não escapou e lá fizemos a visita. Um pouco overcrowded lá em cima, mas com uma óptima paisagem sobre o centro da cidade e com as gargulazinhas mesmo ali ao pé.
A construção da catedral de estilo gótico começou no séc. XII, ao que consta a primeira pedra foi colocada em 1163 na presença do Papa Alexandre III. read more

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