Bairro da Vitória | Porto

Um pouco fora dos roteiros mais turísticos, a zona da Vitória, no centro do Porto, pode passar despercebida aos olhos menos atentos mas tem muita história para contar e um ambiente ainda muito típico, com alma portuense.  A sua principal rua – de São Bento da Vitória – começa na lateral da cadeia da relação, onde está instalado o Centro Português de Fotografia, e acaba no Miradouro da Vitória, de onde saem umas escadinhas simpáticas e super fotogénicas que nos levam até à rua na zona superior do Mercado Ferreira Borges e do Palácio da Bolsa, que já tiveram direito a post aqui no blogue. =&0=& Palácio da Bolsa – Associação Comercial do Porto =&2=& Durante o séc XV esta foi a principal artéria da Judiaria Nova do Olival, criada em 1386 por D. João I e que se manteve até 1496 – ano em que D. Manuel I, por pressão dos sogros, os Reis Católicos, decretou um prazo para que todos os judeus em Portugal se convertessem ao cristianismo ou abandonassem o país. Esta zona estava inserida na periferia da cidade e passava por aqui parte da muralha Fernandina, bem como uma das portas da cidade, a Porta do Olival. Hoje em dia é uma zona super típica da cidade de vielas estreitas e sombrias, com os seus estendais de roupa a secar, sotaque do norte bem carregado e tascas onde senhoras servem vinho a copo e cerveja ao balcão e homens jogam às cartas.  Do Miradouro da Vitória é possível ter uma vista fabulosa para a cidade, sugiro que o visitem em breve, já que fica em terreno privado que consta foi comprado para fazer um hotel e em breve poderá ser privilégio apenas dos seus hóspedes.            

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Cadeia da Relação | Porto

Aproveitando o espírito do São João – ainda vêm aí as fotos da noite -, voltamos por estes dias ao Porto para organizar uma série de posts que estão nos rascunhos há imenso tempo. No fim-de-semana que passei por lá, no Workshop de Escrita de Viagens de que vos falei, tive a oportunidade de visitar o edifício da antiga Cadeia da Relação, mesmo no centro do Porto ao lado do jardim da Cordoaria, da Torre dos Clérigos e da renovada Praça de Lisboa. Claro que nem se contam as vezes que já tinha passado por lá e olhado com atenção para o edifício, mas sempre por fora. Sabia que estava lá instalado o Centro Português de Fotografia, mas sinceramente que tinha sempre imensas exposições de entrada livre não fazia ideia. Uma pena, porque o espaço vale muito a pena. Não podia vir mais a propósito, já que estou a ler um livro dobre o Rei D. Manuel II, último rei de Portugal e filho de D. Amélia, que vim a descobrir nesta exposição gostava de fotografia e tinha um álbum pessoal bem interessante… “Tirée par…” mostra-nos muitas fotografias do dia-a-dia da última família real portuguesa, das grandes caçadas, visitas de estado e viagens ao estrangeiro. Gostei muito de visitar a exposição, que infelizmente acabava nesse dia por isso não terão oportunidade de conhecer.  Mas podem visitar outras exposições temporárias, e conhecer o próprio edifício que vale a pena, nos andares superiores tem a exposição permanente que mostra um pouco da evolução da fotografia e permite-nos entrar em alguns dos espaços mais famosos da cadeia da relação, como a cela onde esteve preso o escritor Camilo Castelo Branco e onde escreveu uma das suas obras mais conhecidas “Amor de Perdição”. Salta à vista a paisagem incrível que podia ver pela janela, para a Sé do Porto e o casario que se estende até à Ribeira e ao Rio Douro – depois de lá estar é mais fácil perceber de onde veio a inspiração. Quando tiverem oportunidade, vão até lá, não se irão arrepender.               

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É hoje a noite mais longa do ano | Porto

Se nunca viram uma imagem como esta que encontram no início deste post, hoje à noite caso tenham oportunidade de ver estarão a presenciar um delito com direito a multa choruda. Eu cá adoro balões de São João e o efeito que deixam nos céus da cidade, mas acho que vou guardar os que tenho em casa para 2018 na expectativa que a fase Charlie volte a começar apenas a 1 de Julho. Muita tinta correu ontem a propósito deste tema, eu percebo que era preciso fazer alguma coisa e que mostrar serviço rápido também ajuda a acalmar os ânimos, mas sinceramente não me parece que seja isto que nos está a colocar em risco. Já vi dezenas (centenas) de balões a serem lançados e claro que há muitos que queimam, mas queimam-se a si próprios e pronto. O fogo precisa de combustível e aquela tripa de papel no ar desaparece com a chama em 30 segundos. Claro que ir lançar balões para o mato é muito estúpido, mas não é por incêndios serem ateados por parvos que atiram cigarros pela janela do carro na floresta que se proíbe o tabaco.  Enfim, é uma imagem gira, uma tradição bonita, mas não vai ser em 2017. Aguentem-se só com o fogo-de-artifício, com os bailaricos, os martelos e o inferno do alho-porro e bebam bastante cerveja que ao fim de algum tempo vão estar a ver mesmo balões que não existem. A fotografia abaixo foi a que tirei ao meu primeiro balão de São João, aqui há uns anos (desculpem lá a qualidade da coisa, mas a câmara do telemóvel que na altura parecia incrível, hoje já não é lá grande coisa.). Deixo-vos ficar com ela para desejar que se divirtam e dizer que talvez nos encontremos na Baixa ou na Ribeira hoje à noite. Vamos lá ver até que horas aguenta quem acordou às 07:00 para trabalhar 🙂 Have fun!

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Imprescindíveis de São João | Porto

Diz que é já no final desta semana que chega mais uma noite de São João. Celebrada um pouco por todo o país, a festa que não podem mesmo perder é a do Porto. Ser a mais fixe de todas é relativo mas a maior é com certeza e isso já é motivo para lhe darem uma oportunidade.
Já vivia há uma série de anos no Porto quando me aventurei pela primeira vez num são João e fiquei sem saber porque é que tinha demorado tanto tempo – claro que sabia, calhava sempre em época de exames e eu nem era nada dada a romarias, nunca me atraiu especialmente a ideia. Mas a verdade é que depressa fiquei rendida. O ambiente nas ruas por si só já vale a pena, é sempre bom sentir que toda a gente que nos rodeia está de bem com a vida, e na noite de São João toda a gente parece feliz. read more

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Redescobrir o Porto

Já vos contei aqui que fiz um Workshop de Escrita de viagens com o Filipe Morato Gomes, do Alma de Viajante, nos últimos fins-de-semana. Foi uma experiência mesmo gira, um grupo bastante heterogéneo e simpático. Gostei muito. E como resultado final de três dias a aprender coisas giras escrevi uma crónica sobre o Porto, que hoje partilho convosco, digam lá o que acharam do resultado final. Posso atirar tudo pela janela, pôr pernas ao caminho para dar uma volta ao mundo e contar-vos os detalhes, ou mais vale ficar quietinha no meu canto que isto não tem graça nenhuma? Se calhar nem oito nem oitenta, mas gostava de ouvir a vossa opinião. Comentem à vontade 🙂

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Bairro das Artes – Rua Miguel Bombarda | Porto

Esta zona da cidade, que inclui a Rua Miguel Bombarda (começa em Cedofeita e acaba em frente ao Palácio de Cristal) e algumas das suas pequenas transversais transformou-se nos últimos anos no bairro das artes no Porto. Aqui, é possível encontrar dezenas de pequenas galerias – maioritariamente de arte contemporânea – lado a lado com novas lojas de designers portugueses, com propostas alternativas e cafézinhos/pequenos restaurantes com muita pinta e que dão imensa vontade de entrar. Tudo isto numa zona que ainda mantém aquele ar de residencial, onde há efectivamente quem viva. O que é incrível.  Eu adoro passear por lá e espreitar todas as coisas fixes que há por lá. Dá vontade de trazer tudo para casa. Como não há orçamento para tais loucuras, passear e tomar um café pode ser uma óptima alternativa. Cada espaço é mais giro que o outro e estão sempre a abrir opções novas. Definitivamente, tenho de voltar e testar mais uns quantos. Mais ou menos a meio da rua há também um pequeno centro comercial nada convencional, uma extensão das lojas fixes da rua e com um café muito fixe para almoçar ou lanchar a preços bem agradáveis, já tenho um post antiguinho sobre ele, mas a ideia continua bem atual. =&0=& Regularmente há um evento no bairro, a que chamam inaugurações simultâneas, e que é mesmo mais ou menos isso, todas as galerias abrem nesse dia, programam-se atividades especiais e recebe-se ainda melhor as visitas. Costuma acontecer a cada 1 ou 2 meses e podem acompanhar o surgimento de novas datas e os detalhes do evento aqui.

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Fundação de Serralves | Porto

Já vos contei aqui os detalhes da minha visita à exposição de Joan Miró que vai estar n’A Casa, em Serralves, até ao próximo mês de Junho. Mas nesse dia também aproveitei para desfrutar um pouco dos jardins e do resto do parque de Serralves.  Para além do edifício antigo, a casa cor-de-rosa, onde estava instalada a exposição, o parque conta ainda com um outro edifício, por onde se faz agora a entrada, desenhado pelo arquitecto Siza Vieira. Costuma ter algumas exposições temporárias, mas o edifício em si vale a visita, tem uma harmonia incrível entre o exterior e o interior, as janelas dão para zonas do jardim que quase se confundem com quadros, e o mesmo de passa do exterior para o interior, sendo que a janela que dá para o piso superior da biblioteca, com os seus candeeiros giríssimos é a minha favorita. A entrada tanto no parque, como nas exposições, é normalmente pago, sendo livre apenas o acesso ao átrio principal, à loja, à biblioteca e à cafeteria. Mas há alguns dias com eventos como o Serralves em Festa ou a Festa das Camélias que estava a decorrer no dia em que lá estive, em que a entrada no parque é livre. Aproveitem uma das próximos oportunidades para passar por lá e passar uma tarde diferente. Mais detalhes, sobre os horários de funcionamento, preço das entradas e diferentes exposições podem ser consultados aqui.

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Os jardins do Palácio de Cristal.

Os jardins do Palácio de Cristal têm um lugarzinho especial no meu coração, ahah, tantas que foram as horas que passei por lá. Escusam de ficar com grandes ideias que a maior parque foi meeeeeesmo a estudar. A cafetaria que lá havia e que agora estava fechada (espero que temporariamente – se alguém souber esclarecer agradece-se) era óptima para abancar durante todo o dia com as tralhas espalhadas e ninguém a chatear, com uma área interna para os exames do primeiro semestre e uma esplanada junto ao lago que aparece nas fotos (e onde há umas série de pavões!) para os exames do segundo semestre. Difícil arranjar melhor cenário para decorar coisas idiotas – até tirei 17 a Biologia Molecular ainda hoje estou para saber como. 🙂 Mas pronto, deixemo-nos de saudosismos e vamos ao que interessa… O palácio de cristal é o Pavilão Rosa Mota (cúpula verde) e decorrem por lá vários eventos ao longo do ano, todos os outros dias o jardim está aberto ao público, é super simpático e tem na parte de trás uma vista óptima sobre o Douro, para a zona da Ribeira e também para a Ponte da Arrábida. Num outro edifício também nos jardins podem ainda encontrar a Biblioteca Almeida Garrett, eu sou mais de estudar no café, mas tinha muitos colegas que gostavam de ir para lá. Se forem até lá num final de semana vão encontrar imensas famílias, turistas, é super bem localizado no centro da cidade, óptimo para as crianças brincarem e ainda há actividades para todos os gostos regularmente. Podem aproveitar já este fim-de-semana prolongado e receber Maio em beleza por lá.

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Casa da Música | Porto

O edifício foi projectado pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas e a sua construção integrada no projecto Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Como obra pública que se preze acabou por ficar concluída apenas em 2005, o ano em que me mudei para o Porto, e foi minha vizinha durante 10.  Há opiniões para todos os gostos, quem ame e quem deteste, mas não restam dúvidas de que revitalizou a zona da Boavista, da Rotunda e de toda a envolvência. Pode até parece uma folha de papel amassado, mas é O edifício que marca as redondezas, e tem pormenores bem giros.  Eu fiz uma visita guiada logo pouco depois que abriu e vale a pena, podem ver as salas de espetáculos por dentro, ficar a perceber um pouco mais da acústica do edifício, conhecer a incrível sala dos azulejos (janela no topo, ao centro na fotografia em cima). O bilhete é um pouco puxado, 7.5 euros, para uma visita guiada de cerca de 1h em português ou inglês, diariamente às 11h e às 16h. Se não tiverem tempo/disponibilidade para a visita, é possível entrar no átrio principal onde ficam as bilheteiras e a lojinha sempre fixe (topo das escadas, 1º andar), tem uma cafetaria no rés-do-chão com um ambiente óptimo para trabalhar/estudar e a varanda do último piso também está acessível ao público no horário de funcionamento do restaurante, que fica no último piso – de segunda a sábado das 12:30 às 15:00 e das 19:30 às 23:00 (segunda a quarta) ou às 00:00 (quinta a sábado).  Para além disso há sempre imensos eventos, desde workshops, a concertos mais tradicionais ou mais alternativos, sessões de clubbing, ensaios da orquestra do norte. Imensas formas de conhecer melhor o espaço. Para saberem mais detalhes, podem consultar toda a programação =&0=&!

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O novo Mercado do Bom Sucesso!

Os Mercados estão mesmo na moda. E o Porto não podia deixar escapar esta ideia que parece que veio para ficar, de remodelar antigos mercados de frescos e transformá-los em espaços fancy com imensas opções de petiscos e lojinhas simpáticas.

A ideia já está mais do que espalhada pela Europa, entrou em Portugal e o Mercado do Bom Sucesso é o exemplar que temos na Invicta (estão previstas remodelações no mercado do Bolhão, mas aguardemos o resultado final).

Na verdade a reabertura já tem uns três ou quatro anos, mas foi entrando na moda de forma um pouco tímida, mas neste momento, já com o exterior também remodelado, os espaços internos e externos todos a ser explorados, vale bem a pena passar por lá. As lojas do exterior homogeneizaram o seu aspecto e tem algumas opções simpáticas, eu já estive no =&0=& e gostei bastante. No interior o espaço central está ocupado por bancas de comida/bebida, refeições rápidas, organizadas de forma temática. O cantinho da Madeira, o dos leitões, as cervejas internacionais, os gelados e batidos de frutas, os chocolates…Para além disso tem ainda óptimas opções como a Sandinha (uma sande de francesinha que é um snack perfeito), a Leitaria da Quinta do Paço, uma Cevicheria, Sushi, e muito mais. Há também algumas lojas como a livraria que aparece nas fotos, onde os livros têm desconto o ano inteiro, algumas edições mais antigas e tal… Adoro ir lá espreitar e fica aqui a informação que tem guias American Express que já não conseguem encontrar em lado nenhum, por preços bem mais simpáticos. Eu já reabasteci o meu stock. Numa outra zona do espaço, convive ainda uma zona de frescos, também totalmente remodelada mas com um ar muito mais gourmet que funciona diariamente e é uma opção fixe para aquela compra pequena de maças ou tomates antes de ir para casa, já que ir de propósito ao supermercado é sempre uma seca. (eu odeio!) O Mercado ficava mesmo a caminho entre a minha casa e o trabalho, quando estava no Porto, e nos últimos tempos que passei por lá foi paragem obrigatória frequentemente, para combinar um café, uma cerveja, para um almoço diferente… O programa de actividades vai variando mensalmente para inclui momentos de apresentações de música, provas ou workshops, podem consultar em detalhes =&1=&. Da próxima vez que forem até ao Porto, passem por lá, vai ser uma aposta ganha. Se quiserem têm ainda a hipótese de ficar por lá a dormir, já que abriu também o =&2=&, nos pisos superiores do mercado. Já que fica a 10 minutos da minha casa, não conheço o hotel, mas tem um ar bastante agradável por fora. =&3=& =&4=& =&5=&

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