Café Velasquez | Porto

Nos últimos meses o terrível do meu dente que não me dá descanso – acho que já falei disso aqui mais do que uma vez – tem me levado até ao Porto mais vezes do que o previsto (ao dentista, claro está!) e também a uma zona da cidade muito pouco turística, as Antas.  Antas faz-me lembrar fcp e isso não é muito agradável, mas o bairro em si – ao redor da antiga Praça Velasquez – é simpático. Bastante residencial e ajardinado, bairro típico onde se podem cruzar todos os dias com as mesmas pessoas, e onde fica um dos cafés mais conhecidos da cidade, o café Velasquez. É mais ou menos chique parar por lá e pode ser apenas para tomar café, ou mesmo para almoçar. O serviço é óptimo, já se fazem poucos sítios destes com empregados há 30 anos que atendem de olhos fechados, e o prego que comi por lá um dia destes estava óptimo, nem o tal dente teve dificuldade em rasgar a carne de tão macia que estava. Para ser perfeito tinha marchado um fino em vez da 7up, mas estava de carro por isso fica para a próxima.No centro da praça ajardinada tem agora um monumento em homenagem a Francisco Sá Carneiro, primeiro-ministro natural do Porto que morreu num desastre de avião e que nos últimos anos dá nome oficial à praça, acho que nem os portuenses mais devotos da personalidade deixaram de chamar-lhe Praça Velasquez.

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Frigideiras do Cantinho | Braga

Das últimas vezes que estive por Braga, fiquei agradavelmente surpreendida com a revolução que está a acontecer pelo centro histórico. Um pouco à semelhança do Porto e de Lisboa (a outra escala) está a ganhar vida, animados pelo turismo abriram imensos espaços novos, pequenos cafés, restaurantes, barzinhos, lojas interessantes. Dá vontade de experimentar e conhecer cada um deles, mas é sempre bom saber que no meio disto tudo não desaparecem os clássicos, e numa das últimas vezes que lá estive, cheguei já com fome e alguma pressa e decidi que em vez de testar um novo espaço – e demorar mil anos a escolher porque a oferta é tanta – ia dar um tiro mais certeiro. E lá fui eu para um velho clássico de Braga, as Frigideiras do Cantinho.
Continuam no mesmo local de sempre, mas foram fazendo obras ao longo dos tempos e o espaço está atualizado, sem perder a essência.
Claro que funcionam como café mais tradicional e restaurante de diárias, mas eu pedi – claro está – uma frigideira e vim de lá consolada. Claro que podem sempre dizer que para pastel de chaves aquilo nem é o melhor de sempre e que isto e aquilo… Já ouvi imensas versões. Mas as tradições são para manter, por isso venham as frigideiras! read more

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La Dolce Vita | Parque das Nações

Hoje trago-vos uma dica culinária na capital. O restaurante La Dolce Vita no Parque das Nações, mais conhecido pela “Pizzaria do Adrien” é um italiano mesmo porreiro que experimentei a última vez que estive por lá. O Adrien é o capitão do Sporting, estão a ver? Eu sei que o Sporting não interessa a quase ninguém, mas o moço joga na Seleção Nacional por isso podem dar-lhe uma chance. Para se fazer à vida, que o futebol não dura para sempre, abriu um restaurante italiano no Parque das Nações, mesmo pertinho do Casino. E então o que é que eu achei? Bem bom.É verdade que não adorei a decoração do espaço, meio inspirada no filme “La Dolce Vita” com o Marcelo Mastroiani, mas isso nem é assim o mais relevante, porque o que interessa mesmo – a comida – valeu a pena. Acho sempre difícil encontrar uma pizzaria que faça umas pizzas à moda italiana, as que se vêem por cá são a maior parte das vezes muito enjoativas, com a massa muito alta e gordurosas, eu gosto daquelas bem fininhas, em que consigo comê-la inteira, mesmo à italiana, lá está. E estas eram assim. Para além disso, parece que as pastas também são bem boas, mas eu não provei. Não podia era deixar passar um tiramisú, que senão nem era italiano nem era nada. Gosto mesmo. Para além de tudo, para o padrão “jantar fora em Lisboa” os preços até nem eram exorbitantes. Havia bastantes pizzas e massas entre os 9 e os 12 euros. Alguém aqui já conhece? Aproveitem uma próxima oportunidade no Parque das Nações para passar por lá, mas atenção que ao fim de semana se não chegarem cedo, podem ter uma surpresa em forma de fila à porta.                  

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La Piola – Braga

A rubrica “Roteiro de pequenos-almoços” surgiu nos idos tempos em que eu era uma alegre estudante de doutoramento no Porto que podia tirar algumas horas pela manhã para ir tomar pequeno-almoço com as amigas a sítios novos. Depois a coisa evoluiu para refeições no geral, já que nem só de pequenos-almoços vive o homem (e a mulher, neste caso) e eis que me mudo de regresso ao campo – mais precisamente à praia – e as oportunidades de voltar à cidade para patuscadas começam a diminuir. Mas não se acabaram, claro está, a gente faz o que pode. A evolução seguinte é quem diz ir ao Porto, também pode dizer ir a outro sítio qualquer, e foi assim que chegamos a Braga. Este foi um jantar de amigos pré-natalício mas à época já estava eu a rebolar de tanto comer que calculei que vocês também, então a dica ficou no forno até hoje, em que me lembrei que já não como uma pizza de jeito desde esta, e voilá… La Piola é um simpático restaurante italiano bem no centro histórico de Braga, que nos últimos anos – com o crescimento da cidade e da Universidade – ganhou uma vida incrível e está agora cheio de barzinhos e restaurantes simpáticos, uma óptima opção para sair à noite com os amigos. No menu, e para além das mais tradicionais pizzas e pastas, a especialidade da casa vai para as piadinas, uma espécie de massa que tem no seu interior todo o tipo de ingredientes que possam imaginar – a mesma variedade que as pizzas. Na pratica é pão com “coisas” o que poderia ser uma sandes, mas na realidade não tem nada a ver. Os clientes habituais são fãs e voltam lá por causa delas, eu tenho de lá voltar para experimentar porque à primeira não resisti a uma pizza, depois de uns queijinhos de entrada e para terminar um magnífico tiramisú. Regado com uma sangria daquelas que trepa. É uma sugestão, testada e aprovada, se forem até Braga.             =&0=&Rua D. Afonso Henriques, 254700 – 030Braga

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Onde comer (e beber!) em Munique?

Eu não sei como é convosco… mas eu vou para um destino como Munique quase mais entusiasmada com a cerveja e as salsichas do que com a visita à cidade – principalmente se já não for a primeira vez.
Foram meses de grupo do Whatsapp a organizar a viagem e para além da decisão dos locais a visitar volta não volta o que aparecia por lá era canecas de litro de cerveja e imagens de comida, portanto já tínhamos em mira alguns restaurantes que queríamos conhecer. E o primeiro deles, o meu favorito, entrou na opção de jantar quase por acaso.
No segundo dia, regressámos a Munique já tarde, vindos de Hallstatt e jão só apetecia comer qualquer coisa antes de recolher, portanto decidimos mesmo ficar pela zona do hotel e acabamos por entrar num restaurante mesmo em frente. Quando começamos a perceber onde estávamos, vimos que aquele era um dos restaurantes de que tínhamos falado, depois do fiasco de Hallstatt a escolha de jantar não podia ter sido melhor. read more

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nhow Bar, Rotterdam.

No dia em que voltei de Haia, ao fim do dia, fui ter com a minha irmã a um dos seus spots habituais na cidade. Passei um bocado excelente por lá, uma vista incrível e um ambiente bem porreiro. Já que ela conhecia melhor o espaço do que eu, deixo-vos com as palavras dela:

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Tasquinha dos Sabores.

A minha última ida ao Porto foi longa, e rendeu várias experiências gastronómicas novas, uma delas foi a Tasquinha dos Sabores. Fica na Rua da Picaria, mais ou menos a meio caminho entre a Praça Filipa de Lencastre (túnel de Ceuta) e a Praça da República e serve comida portuguesa à base de tapas. O cardápio era imenso mas tivemos de fazer escolhas, acabamos por pedir Mexidos com presunto, Gambas ao alho, Pataniscas de polvo, Cogumelos salteados, Salada de tomate e mozzarela. Tudo regado a Sangria branca e num espaço acolhedor com uma decoração divertida e um atendimento simpático.
Éramos três pessoas, sobrou comida e pagamos 13 euros cada um. Achei uma óptima opção para um jantar de amigos a precisar de pôr a conversa em dia. read more

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DeGema, Hamburgueria Artesanal.

Ir ao Porto é sempre uma boa desculpa para conhecer mais algum das centenas de espaços novos que estão a abrir na cidade. E um desses espaços é a Hamburgueria Tradicional, DeGema.  As Hamburguerias estão na moda, já perdi a conta a quantas se veem em cada esquina, mas pronto, é sempre bom testar mais uma, nem que seja para comer um prego, que foi o que acabei por fazer… Mas os hambúrgueres estavam óptimos também. Para além da decoração do espaço, olhem só os candeeiros, o nome dos hambúrgueres também é um tanto quanto peculiar. A refeição aprovou, o serviço foi excelente, portanto recomendo uma passagem por lá. Não aceitam reservas mas o espaço é consideravelmente grande, comparado com a oferta das redondezas.  DeGema, Hamburgueria TradicionalRua do Almada 253Porto

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Cervejaria Brasão

A última vez que estive no Porto, fomos testar mais uma das típicas cervejarias do Porto. A Brasão. Como não podia deixar de ser, a francesinha é o maior atrativo do restaurante e dispensa grandes apresentações. Vale referir que esta era feita no forno, uma versão sempre interessante e o molho era assim para o picante, mesmo a pedir uma cerveja – que é a outra especialidade da casa, com uma carta com uma série de cervejas diferentes e estrangeiras, para além da clássica caneca de pressão. O ambiente era óptimo, o espaço muito giro e os funcionários simpáticos e prestáveis, ao que parece está sempre lotado, havia fila à porta toda a noite e nós tivemos que reservar mesa. Mas valeu a pena conhecer o espaço, para além de que fica numa das transversais à Av. dos Aliados, local ideal para engatar com uma noite na Baixa. Aprovado e recomendado! Cervejaria Brasão Rua Ramalho Ortigão, 28 Porto

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Pregaria Dona Maria.

E aproveitando o clima de regresso do roteiro de Pequenos-almoços, aqui fica mais uma sugestão óptima (se calhar não para o pequeno-almoço) na Baixa do Porto. A Pregaria Dona Maria. É incrível a quantidade de sítios deste tipo que têm aberto recentemente naquela zona, ainda não consegui testar nem metade, mas o caminho faz-se caminhando e portanto aqui fica mais esta sugestão, aprovadíssima. Podem preencher o menu com os vossos pedidos, eu comi um prego ‘de subir a mostarda ao nariz’ e só de pensar nele já me dá fome de novo. Pala além dos pregos há também vários hamburguers e os sumos/limonadas, para além de serem serviços nuns frasquinhos giros, eram óptimos. Se ainda não almoçaram… Bom apetite! A falta de mais fotografias no local dá para ter uma ideia do quão focada eu estive no que realmente interessa, a comida!

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