Todas as dicas sobre Valência.

Como chegar?

Eu cheguei de avião, há voos diários directos a partir do Portugal, mas dada a proximidade podem também chegar de carro com cerca de 1 dia de viagem – pode ser uma boa opção se viajarem com tempo e vontade de explorar a região. Vindos de outra cidade espanhola, a opção comboio ou autocarro também é válida e prática, Valência está bem servida de transportes inter-regionais.

Onde se alojar?

Há três zonas principais onde se podem alojar em Valência, dependendo do estilo de viagem que pretendem fazer. Se forem no Verão, a zona das praias, junto ao Mediterrâneo está repleta de opções de hotéis de todas as gamas e para todas as carteiras, para fazer praia é – sem dúvida – a melhor opção. Para mim não há nada pior do que não poder ir para a praia a pé, perco logo a vontade. Caso viagem no Inverno/Outono/Primavera o centro da cidade é uma óptima opção, é lá que tudo acontece, estarão pertinho de tudo e as principais estações de comboio e autocarro, que vos permitem fazer uns passeios para fora da cidade também são nesta região. Por último, há sempre a opção de se alojarem nos arredores. Normalmente não é uma opção que pondere, mas desta vez foi a ideal para mim. Tem a desvantagem de terem de apanhar transportes para ir a qualquer lado, mas como cheguei bem tarde na sexta à noite, e ia só ficar duas noites optei por ficar bem perto do aeroporto no IBIS Budget Valencia Aeropuerto. Os pontos fortes desta opção são a proximidade ao aeroporto (1 paragem de metro), o preço do alojamento (normalmente muito mais barato que qualquer das opções anteriores), a facilidade em estacionar sem arrombar o orçamento das férias (podem ser boa opção para quem vem de carro e também estará só um dia ou dois na cidade de passagem), e ainda o facto de estar a 300 metros de uma estação de metro que em 15 minutos estava no centro da cidade. Se optarem pela opção de ficar nos arredores, certifiquem-se que têm bons acessos à cidade, senão tudo será um problema.        O hotel Ibis onde fiquei foi uma óptima opção, segue aquele padrão clássico da cadeia, quarto básico mas limpinho e com casa de banho, sem luxos mas com a comodidade que precisam para uma noite descansada. Fiz a minha reserva através do Booking e como sempre correu tudo sem problemas. Podem consultar este post com todas as dicas para fazerem uma pesquisa bem sucedida e encontrarem o vosso hotel ideal aqui, ou reservar este mesmo hotel na página do Booking online.=&0=& A linha de metro da cidade não é a melhor de sempre porque não achei que servisse muito bem a zona da Cidade das Artes e das Ciências, o que me parece um ponto bastante negativo, mas para tudo o resto foi perfeito para mim. Estava mesmo ao lado do hotel, havia paragens perto do centro (Xátiva e Colón), perto da estação de comboios de alta-velocidade e ia quase até à praia, onde fazia ligação ao tram que percorre a zona costeira. Conveniente e fácil de usar. Depois de analisar bem o tipo de bilhes disponíveis acabei por comprar um cartão TuiN, em que se carrega dinheiro (mínimo 10 euros) que depois vai sendo descontado a cada viagem. Para 48 horas na cidade ainda me sobraram uns trocos no cartão. Pode ser comprado logo no aeroporto ou em qualquer outra máquina de estação e o preço da viagem varia entre 0.72 euros para viagens de zon 1, as mais baratas, ou 2 euros para viagens até ao aeroporto, as mais caras. Pode ser usado em toda a rede de metro e tram e pareceu uma opção bem fixe. Podem ver mais detalhes =&1=&.

O que comer?

Estamos em Espanha e portanto não podem fugir a umas belas cañas y tapas. Há de tudo o que podem imaginar mas não deixem passar una tortilha, jamón, unas setas, gambas al ajillo, enfim, até me deu água na boca só de pensar.  Outro clássico que eu adoro e nunca dispenso é um desayuno, gente, pão com azeite e tomate é muuuuito bom, não percebo porque é que nós não tivemos a mesma ideia. Os churros com chocolate quente dispenso, mas vocês ataquem à vontade. E o mais regional de tudo, o famoso arroz à Valenciana, conhecido em todo o mundo como Paella.            =&2=&  (clicar nos links para informações mais detalhadas) Já tenho no blogue imensos posts sobre esta zona de Espanha. Em relação a Valência, há três zonas distintas que podem (e devem) conhecer: o =&3=&, a =&4=& e a =&5=&. Se estiverem com tempo e com vontade de conhecer mais para além da cidade, recomendo uma visita de 1 dia a Cuenca (=&6=& e =&7=&) ou uma escapadinha à região da =&8=&, cerca de 150 km a sul de Valência, entre =&9=& e =&10=&, com praias magníficas, óptimo para passeios de barco, =&12=& e =&13=&

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Roteiro pelo centro histórico | Valência

Acho que nunca me vou de cansar de dizer por aqui que os cascos viejos das cidades espanholas são mesmo fixes. É um mix de edifícios antigos giríssimos e bem conservados com um ambiente de basres, restaurantes e lojinhas mesmo ao nosso jeito latino de ser. É sempre uma festa, e há poucas coisas tão boas de se fazer em viagem como se sentar numa esplanada com umas cañas e umas tapas na frente e a ver só a vida passar. O centro de Valência é mesmo tudo isso, por isso mesmo que tenham ido para a região apenas numa de curtir as praias das redondezas não o deixem de fora de jeito nenhum, mais não seja ao fim do dia, vai ser a melhor ideia de sempre (aliás, no Verão ou de manhã ou mesmo ao cair da tarde, porque nesta zona duvido que consigam fazer grande coisa durante a tarde, sob pena de morrerem assados!). 

O roteiro que sugiro faz-se bem a pé, até porque parte das ruas são pedonais e começa e acaba perto da Estação do Norte e da Praça de Touros de Valência, onde têm também umas das principais estações de metro (Vativa, onde as linhas se cruzam). A não perder mesmo a Plaza de la Reina – na fortografia do cabeçalho, onde fica a catedral. O outro ponto de convergência do centro é Praça do Ayuntamiento e a partir daqui todas as ruelas terão uma surpresa à espreita, sejam igrejas, torres ou laranjeiras. Percam-se por lá, é sempre a melhor opção. read more

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Valência e o Mediterrâneo.

Apesar de ter ido a Valência no Inverno, não podia deixar de ir espreitar o mar e as suas praias. Já tinha estado há dois anos na zona de Benidorm e Alicante, mesmo ali ao lado, e sem dúvida que as praias são excelentes, e Valência não fica em nada atrás. Tive um bocado de azar com o momento que escolhi para ir até lá, já que foram as únicas pingas de chuva que apanhei na viagem, e por tudo isso, e pela época do ano, estava meio deserto, mas foi suficiente para ver que tem potencial. O metro vai mm até uns 10 minutos de caminhada da Marina Real e depois ainda têm a possibilidade de apanhar o tram de superfície que percorre todas as praias, eu estive apenas no início, mas deu para ver avenidas enormes com palmeiras por todos os lados, um areal gigante e a perder de vista, e um passeio pedonal ao longo das praias para onde viram centenas de cafés e restaurantes que no Verão estão certamente a bombar e cheios de esplanadas. Acabei por entrar no lounge cheio de pinta, mesmo no começo da praia – Marina Beach Club Valencia – para tomar um café con leche na cafeteria exterior e o espaço, o ambiente, os sofás e as espreguiçadeiras faziam antever uns dias de Verão animados. A piscina estava vazia, mas dava ideia de fazer quase uma borda infinita para a água. Desejei muito que fosse Agosto e em vez do café tivesse na mão um cocktail com chapeuzinho. Mas não se pode ter tudo… 🙂 Para que conste, perguntei quanto custava o acesso àquele espaço durante o Verão. Uns míseros 50 euros. Mas dos quais 35 euros são consumíveis na cafeteria, no bar da piscina ou no restaurante, e dá acesso ilimitado ao espaço com acesso directo à praia. Não sei o que conseguiriam comer com 35 euros, mas eu só paguei 2.5 euros pelo que bebi, nunca pior. Deixo-vos com umas fotografias do Inverno, imaginem vocês o Verão.

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Dicas práticas para um bate-volta a Cuenca.

Eu fiz este passeio a partir de Valência mas também é uma boa opção de passeio a partir da capital espanhola, ou de qualquer outra zona próxima que estejam a visitar em terras de nuestros hermanos, já que Cuenca fica bem no centro do país e é próxima de muita coisa. Se os Reis de Espanha resolveram lá ir passar a sua lua-de-mel, é porque aquilo vale mesmo a pena, não se vão arrepender. Como chegar? De carro: Fácil, prático e sem grandes falhas, a cidade não é gigante portanto vão lá parar direitinhos mesmo sem GPS. Vindos da zona sul de Madrid têm autoestrada até lá (A-40), a partir de outras direcções as estradas são mais secundárias. De comboio ou autocarro: A estação de autocarros e de comboio ficam quase uma em frente à outra, na zona baixa da cidade, esta zona não tem grande atractivo turístico, é uma cidade espanhola recente com tudo o que isso tem de bom e de mau (não consigo bem perceber como é que eles conseguem combinar centro históricos fantásticos com os arredores mais feios da história, os arquitectos espanhóis desaprenderam com o passar dos séculos, só pode!). Ainda é uma esticada até ao centro histórico, principalmente porque têm de subir até à zona alta da cidade, mas faz-se a pé em meia hora. Caso não estejam com vontade de gastar pernas logo à chegada na rua principal, paralela à estação passam os autocarros (linhas 1 e linha 2, que sobem até à Plaza Mayor)=&1=&

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Cidade das Artes e das Ciências | Valência

A Ciutat de les Arts i les Ciències, em valenciano, é talvez a imagem desta cidade de Valência, o cartão-postal que já viram uma série de vezes. Apesar da cidade não ser de todo, apenas isto, não há dúvida que a construção deste complexo cultural, de entretenimento e ciência, construído no final do século passado mudou a imagem da cidade para melhor. Desenhado por Santiago Calatrava, uma série de edifícios, como o L’Hemisfèric, o Museu de Ciência Príncipe Filipe ou o L’Oceanogràfic, dominam a paisagem por entre o verde do parque circundante e os espelhos de água que rodeiam os edifícios. Há sempre imensas actividades e exposições a decorrer, eu visitei num domingo em que a chuva já tinha ameaçado mas que acabou por ser de um tímido sol e o parque estava cheio de pessoas a passear, a fazer desportos e a curtir o espaço. Não entrei em nenhuma das exposições para as filas em algumas delas eram enormes, não sendo um fim-de-semana especialmente turístico na cidade (pico do Inverno!) assumo que os valencianos aderiram em massa e usufruem do que a cidade tem para lhes dar, e fazem muito bem.          Eu acabei por entrar apenas na loja do Museu da Ciência, que tinha coisa incríveis e onde comprei o mapa mundo que vos mostrei aqui, e passei um bom bocado por aqui. Recomendo a visita, e depois ainda conseguem alguma fotografias mesmo giras! Aceder ao recinto de transportes públicos não é muito fácil, já que a estação de metro mais próxima ainda fica a uns bons 15 minutos de caminhada do local (a recomendada é a Alameda) no entanto há vários autocarros que passam nas imediações. Eu acabei por decidir fazer o percurso todo a pé, vinda da zona das praias e no final indo até ao centro. Foram uns 6 km de caminhada, mas como a cidade é bastante plana acabou por se fazer bem. Mais detalhes sobre as informações de acesso, =&0=&

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Valência e Cuenca – Roteiro entre o Património mundial e o Mediterrâneo.

Apesar das previsões de frio e de chuva, não podia ter corrido melhor o meu fim-de-semana prémio no Inverno Mediterrâneo. Como vos contei aqui, tinha uns prazos importantes da entrega da minha tese a esgotar no início de Fevereiro e nada melhor para me dar ânimo a trabalhar como ver a luz ao fundo do túnel, que é como quem diz, ofereci-me uma viagem a mim própria para o fim-de-semana seguinte. Num dos meus passeios habituais por motores de busca de voos, assim só para ver como param as modas, deparei-me com um voo para Valência, baratinho e de horários perfeitos, pelo que nem pensei duas vezes. Obrigada Ryanair, Espanha aqui vou eu. Não é fácil ir muito longe, nem fazer muita coisa num fim-de-semana normal em que se trabalha à sexta à tarde e à segunda de manhã, principalmente quanto o teu ponto de partida é o Porto, que está na ponta d Europa e vai sendo lentamente abandonado pelos voos regulares. Mas as low cost estão cá para nos salvar e portanto o roteiro para o fim-de-semana ficou mais ou menos assim: =&0=& Voo Porto – Valência à hora de jantar =&1=& Comboio bem cedo Valência – Cuenca Manhã de passeio por Valência Comboio de regresso a Valência no fim de almoço Tarde de passeio pelo centro histórico. =&2=& Passeio pelos praias e marina Cidade das Artes e das Ciências Voo Valência – Porto ao fim da tarde Gostei imenso da viagem, é sempre inacreditável a quantidade de coisas que uma pessoas consegue fazer quando viaja sozinha. Andei quilómetros a fio, ainda consegui fazer algumas comprinhas nos últimos dias de rebajas em Valência. Comi paella, montaditos, bebi umas cañas e vim embora satisfeita. Valeu bem a pena o passeio e nos próximos dias trago-vos todos os detalhes e as imensas fotografias e vídeos que fiz da viagem. Próximos posts: (disponíveis em breve) =&3=& =&4=& =&5=& Valência e o Mediterrâneo, praias e infraestruturas balneares =&7=& =&8=& Vlog a caminho de Cuenca

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Finalmente, a primeira viagem de 2017!

As últimas semanas têm sido de trabalho, trabalho, trabalho. Não só “no trabalho”, mas também em casa, que estão aí a chegar os primeiros prazos de entrega da tese. Depois das horas que já passei, nos últimos fins-de-semana, em casa de manta nas pernas e à frente do computador a trabalhar, achei que merecia um mimo e portanto aproveitei um mega deal para ir passar um fim-de-semana – depois da primeira entrega – com nuestros hermanos. Há que tempos andava para ir aqui, desta vez não escapa! Daqui a duas semanas estou a caminho. -Valência

 – Cuenca e as suas Casas colgadas

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