Finalmente, o Taj!

Depois de um dia inteiro de viagem, com apenas a paragem para conhecer a cidade de fathepur Sikri, chegamos a Agra a meio da tarde, mesmo a tempo de pousar as coisas no hotel e aproveitar a luz do fim da tarde para visitar uma das 7 Maravilhas do Mundo, Património Mundial da UNESCO, cartão-postal de Agra e de toda a Índia, praticamente o motivo da nossa viagem, o Taj Mahal!

Ao contrário do que muita gente pensa, o Taj não é um palácio mas sim um mausoléu construído para albergar a tumba de Muntaz Mahal.
Conta a história que em 1612 o imperador Shah Jahan casou com uma princesa persa a quem deu o nome de Muntaz Mahal (a jóia do palácio) e que esta, que não era a sua primeira esposa, foi aquela por quem se apaixonou perdidamente e se tornou a sua principal conselheira e apoiante. Muntaz deu ao imperador 14 filhos mas morreu no último parto deixando o imperador desolado e sem vontade de viver. Diz-se que o mausoléu do Taj Mahal é a maior prova de amor do mundo, uma vez que foi mandado construir pelo próprio imperador, logo após a morte da amada para depositar os restos mortais de Muntaz. Por sua ordem e desenhado por ele, foi construído ‘o mais bonito edifício do mundo’ em mármore branco incrustado com pedras semi-preciosas de diferentes cores como turquesas, lápis-lazuli e safiras.
O custo da obra foi de tal modo exorbitante que levou anos mais tarde o príncipe herdeiro e filho do imperador a prender o pai e a tomar o poder para si alegando a falta de discernimento do pai na gestão do reino. O imperador ficou em cativeiro no forte de Agra onde pelo menos lhe foi possível contemplar até ao resto dos seus dias a sua obra de homenagem à falecida esposa.

Para alem do mausoléu em si, o recinto possui vários outros edifícios, que funcionam como porta de entrada para o espaço central onde se encontra o Taj e são rodeados por inúmeros (e bem cuidados) jardins. Não há palavras para descrever o quão incrível é a primeira imagem, a harmonia e a paz que transmite durante toda a visita e como é difícil deixá-lo para trás no fim da visita, sabendo que não tornaremos a vê-lo, possivelmente, nunca mais. Valeu, sem dúvida, os milhares de quilómetros que fizemos para lá chegar. Fica a memória, para vós trouxe as fotografias.

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