Art Beer Fest @ Caminha

Decorreu este fim-de-semana mais um festival da cerveja artesanal em Caminha. Ainda há poucos dias vos mostrava aqui uma versão mais diurna (e vazia) da vila e hoje podem ver como se transforma de repente, com milhares de pessoas a irem até lá.

Eu não sei se já disse por aqui, mas isto da cerveja artesanal é muito bonito, mas normalmente sai de lá cada mistela mais esquisita, com sabores a tâmaras, hibisco, aloe vera e o diabo a sete, que só complicam. Tem graça provar aqui e ali, mas a festa acabou sempre na barraca da SuperBock. Ahahahah.

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Caminha | Alto-Minho

Caminha é onde o Alto-Minho deixa de ter mar e passa a ter rio, mas o que à partida pode parecer não tão bom, rapidamente de torna incrível quando damos de caras com esta paisagem incrível que a Foz do rio Minho proporciona. Eu por mais vezes que passe por lá não me canso de olhar, e digo-vos já que este fim de tarde das fotografias nem é o mais incrível de sempre, já que o Sol estava escondidito. Imaginem em versão muito melhor ainda. Para além do Minho, e se um rio já é bom, dois nunca é demais, e em Caminha fica também a Foz do rio Coura, que desagua no Minho quase ao chegar à sua foz. Para além disso Caminha tem um centro histórico bem conservado, onde se destacam a igreja Matriz, as muralhas, a torre do relógio e o Terreiro (Praça Conselheiro Silva Torres), para além de uma série de ruelas simpáticas, com pracinhas no seu interior onde vão encontrar os edifícios do turismo, a nova biblioteca, muitos barzinhos (nas noites de Verão ou passagem de ano/carnaval não conseguem romper nestas ruas que veem desertas nas imagens). Apesar de bem pequena, vale a pena a paragem por aqui num passeio mais longo pela região. Começa aqui a fronteira fluvial que o Minho faz com España, do outro lado já é a Galiza e há um ferry que circula diariamente a cada meia hora entre as duas margens, é um passeio bem bonito que podem fazer a pé ou de carro.  Onde se alojar em Caminha? Deixo-vos duas sugestões de hotel em Caminha cujo requisito indispensável é (não podia ser de outra maneira) vista para a Foz do Rio. Não percam o pôr-do-sol por nada.  Um é um hotel bem grande, renovado há pouco tempo, não muito central mas com uma localização invejável quase na margem do rio =&0=& O outro um hotel design, bem mais pequeno, com quartos que giram e podem adormecer virados para a montanha e acordar virados para o rio, e com entrada para o Terreiro, o centro da vila. =&1=& =&2=&             Todos os links mencionados neste post direcionam para a página do Booking. Caso façam alguma reserva através de um deles ou de qualquer banner presente na barra lateral do blogue eu recebo uma pequena comissão e vocês não pagam nada mais por isso. Obrigada!

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A fortaleza de Valença | Alto-Minho

Este fim de semana fui a um baptizado em Valença do Minho, fica bem pertinho de minha casa – 30 minutos de carro se não tivesse apanhado um rol de domingueiros na nacional – e é um ótimo passeio de fim-de-semana, para quem está por perto, ou mesmo para quem vem de longe. Por isso decidi recomeçar a minha rubrica “Alto-Minho”, sucessivamente adiada com a vila muralhada de Valença.
Ao redor das muralhas, Valença é já um cidade com tudo para oferecer, mas é o interior das muralhas, onde cresceu a vila fronteiriça que vale mesmo a pena conhecer.
Recebeu a sua primeira carta de foral em 1262, por D. Sancho I e foi local importante ao longo dos séculos pela sua posição privilegiada ma beira do rio Minho e bem em frente à cidade espanhola de Tui, que em tempos também assumiu outra importância. Como uma grande parte das zonas fronteiriças deveu também muito do seu desenvolvimento económico, no passado, ao contrabando.
A Fortaleza histórica que muralha a cidade é por si só um atrativo já que é a estrutura militar mais bem conservada da Europa – podem ver no esquema abaixo que todas as suas paredes exteriores estão ainda conservadas. O início da sua construção é do século XII e XIII mas sofreu consideráveis melhoramentos depois das Guerras da restauração no século XVII, com o surgimento de vários novos baluartes e fossos em redor da muralha.
No mapa abaixo desenhei (atentem na qualidade do desenho!) um percurso simples que vos vai permitir explorar facilmente o interior das muralhas, há várias igrejas no seu interior e uma arquitetura simpática e bem-conservada. Em tempos o que havia de mais típico na região era ir a Valença comprar atoalhados, não sei muito bem porquê, hoje ainda há muitos, mas vão encontrar muitas outras lojinhas simpáticas, cafés e restaurantes onde passar um dia agradável. read more

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| All travels end at home |

Começo este posts já com um pedido de desculpas por estar a causar tamanha dose de inveja… Escusam de vir dizer que não, porque isso já não acredito. Mas tinha de vir partilhar convosco o paraíso que tenho à porta de casa. Não é que eu me esqueça disso durante os dias de chuva e frio do inverno, nem durante as enchentes do mês de Agosto, mas é por causas de fins de dia como os de ontem que é impossível não achar que não há qualidade de vida como esta.

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Gerês, dia 2.

O segundo dia do fim-de-semana no Gerês começou mais a norte do Parque Nacional, desta vez no distrito de Viana do Castelo, pela barragem do Alto-Lindoso. A barragem está construída desde 1992, no Rio Lima, e é o maior e mais potente produtor de energia hidroelétrica em Portugal. A altura e a força da água, a jusante, é uma imagem mais do que impressionante, mas a beleza da albufeira que se forma a montante não lhe fica atrás. A paragem seguinte foi um dos pontos altos da viagem, o conjunto de espigueiros do Soajo. Não sei bem como nunca tinha ido conhecer – e fica aqui tão perto de casa – e o que eu estava a perder. Estes conjunto de 24 espigueiros faz parte de uma Eira comunitária, o mais antigo é de 1782, e fica mesmo no centro da aldeia, sendo que ainda hoje alguns são utilizados. Estão assentes um grande afloramento de granito, o que lhe dá ainda mais encanto. Adorei a visita, que rendeu fotografias mesmo giras. – Acho que se nota pela quantidade de fotografias que parecia uma criança numa loja de gomas.         E para terminar o dia em beleza, ainda fizemos uma paragem estratégica na vila de Arcos de Valdevez, antes de rumar a casa. Outro local bem simpático, onde vale a pena passar, ou então uma óptima opção para pernoitar.         

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Gerês, dia 1

Pois então, o dia de passeio começou ainda antes de chegar ao Gerês propriamente dito, no concelho da Póvoa do Lanhoso, onde provavelmente eu nunca tinha estado, visitamos o Santuário de Nossa Senhora de Riba d’Ave. Aquilo fica mais ou menos no meio do nada, mas um nada em versão bem bonita, com os campos verdes em redor, os espigueiros e as vinhas a vista é bastante interessante. É o Minho profundo e o Santuário tem algumas particularidades, sendo que a principal delas é o facto da igreja ficar na zona inferior da escadaria e não no topo como é habitual. Depois desta paragem estratégica, seguimos em direcção ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, acompanhando o rio Cávado até à Albufeira da Caniçada. Esta é talvez uma das minhas paisagens favoritas do Parque e pode ser vista do alto, desde São Bento da Porta Aberta: Ou desde o nível das águas na praia do Alqueirão. Chegamos aqui com uma luz de tarde mesmo óptima para tirar fotografias e acho que as imagens dispensam muito mais palavras. A praia do Alqueirão é pequenita, mas está num óptimo local, com infraestruturas envolventes, deve ser um óptimo local para passar a tarde num dia de calor. E por último, antes que o sol de pusesse por completo, ainda deu para parar para um café e um passeio na Vila do Gerês, conhecida pelas suas termas e spa, com um hotel agora renovado, um óptimo local para pernoitar por estes lados – infelizmente nós não ficamos por cá.

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Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Minho profundo.

Quando a Primavera estava a começar a dar um ar de sua graça fui passar um fim-de-semana ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. O parque virou moda nos últimos tempos, e durante o Verão os amigos dos amigos dos amigos, toda a gente, conhecem alguém que andou por lá. Mas na Primavera o perfil de viagem é bem diferente, porque neh, não dá para pensar em ir curtir as lagoas do rio Homem nem nadar na Albufeira da Caniçada. É um passeio mais cénico e menos mergulhar na Natureza profunda, mas vale na mesma, e o Gerês é bonito todo o ano. O programa ficou dividido em dois, e no sábado fizemos a zona mais sul, entrando pelo distrito de Braga, e no domingo a zona mais norte, entrando pelo distrito de Viana do Castelo.



Dia 1
Santuário de Nossa Senhora de Riba d’Ave, Taíde, Póvoa do Lanhoso
Albufeira da Caniçada
São Bento da Porta Aberta
Termas, Vila do Gerês

Dia 2
Barragem do Alto-Lindoso
Espigueiros do Soajo
Arcos de Valdevez

A principal sugestão para este passeio, fora de época de calor é que não vão num fim-de-semana de chuva. O Gerês é mesmo aqui ao lado (até para quem vem do Algarve) e excepto no Verão não há grandes enchentes, por isso deixem as marcações para a última da hora e decidam conforme a metereologia, a paisagem natural é bonita todo o ano, mas tem outro encanto quando o sol brilha sobre ela.

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