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Oito coisas a não perder em São Jorge | Açores

Posted on Dezembro 20, 2025Dezembro 21, 2025 by Inês

Os Açores são para serem vividos devagar. Esta é a primeira parte da minha viagem às ilhas, onde tive a oportunidade de conhecer o Pico, São Jorge e a Terceira. Foi uma experiência única, fora da época de maior atividade turística, mas que permitiu ver o outro lado da realidade insular. O slow living já fazia parte das rotinas locais mesmo antes de entrar na moda. Com ou sem ligações de barco, independentemente do que se passa para lá do mar, há muito a não perder em São Jorge. Viver no meio do Atlântico pode parecer claustrofóbico visto de fora. Mas é calmo, sereno e pacífico para quem o abraça e vive por inteiro.

São Jorge é a ilha verde das Fajãs. Uma ilha de imensos sabores únicos onde o rei é o queijo. Mas também uma ilha de pessoas e de afetos. Senti-me extremamente bem recebida a cada visita e a cada encontro – planeado ou fortuito. A viagem foi realizada a convite da Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (em parceria com os municípios das ilhas de São Jorge e do Pico), a quem agradeço a oportunidade única proporcionada.
Depois dos dias que passei por lá, não podia deixar de partilhar convosco a minha lista de atividades e locais a não perder em São Jorge, sabendo que haverá certamente muito mais que ver – e onde eu também planeio voltar. Espero que gostem!

1. Visitar a Fábrica da Uniqueijo

Há quem diga que São Jorge se prova antes de se ver. E da minha parte é verdade já que o famoso “Queijo da Ilha” entrou na minha vida muito antes deste viagem. E são poucos os produtos que sintetizam São Jorge tão bem como o famoso Queijo São Jorge DOP. A Uniqueijo nasceu da união de cooperativas históricas (Beira, Lourais, Finisterra/Topo, Norte Pequeno) e foi peça‑chave na criação, em 1986, da Região Demarcada do Queijo de São Jorge. O que a torna única não é só a técnica, é o terroir: pastagens atlânticas, ventos salgados, manejo tradicional e — crucial — leite cru de vaca. É daí que nasce o Queijo São Jorge DOP, curado no mínimo 3 meses e com perfil que ganha picância à medida que o tempo passa (encontrei curas de 4, 7, 12, 24 e, em edição especial, 40 meses, com cristais de tirosina que denunciam maturidade e dão “pico” aromático).
Durante os dias que passei na ilha, tive oportunidade de fazer a visita guiada e a prova final de queijos e não podia recomendar mais a experiência. Assisti a todo o processo: a receção do leite, a coagulação, as prensas, as marcas, e finalmente o silêncio das câmaras de cura, onde o tempo faz magia. Na prova, rendi‑me ao contraste do 24 meses com doce de figo — já o testei em casa e funciona sempre (o doce amacia a pungência e realça o sal salino do queijo). Para perceber a paleta completa, provei também outras curas bem como o Beira e Topo, com massas e oleosidades diferentes; são ótimos para comparar textura e evolução. É uma visita que explica porquê a ilha se orgulha tanto do seu queijo — e como a tradição se mantém viva hoje.

2. Explorar as Fajãs

Uma Fajã é uma plataforma litoral ao pé de uma arriba, as fajãs são criadas por escoadas lávicas ou desabamentos, são parte da definição da paisagem e dos microclimas, é onde a ilha encontra abrigo e fertilidade.
A Fajã do Ouvidor, no norte, é das maiores e mais acessíveis; dali parte o trilho para a Poça Simão Dias, uma das piscinas naturais mais bonitas dos Açores. Águas cristalinas, basalto negro e acessos por trilhos/escadas — ideal em dias de mar manso.
Para comer, o Restaurante O Amílcar é referência em peixe e marisco locais (lapas, ameijoas da Caldeira em temporada) e serve o típico caldo de peixe (caldo aromático servido à parte do peixe, que pode vir grelhado/frito/cozido segundo a casa). Super saboroso, nem saberia dizer os ingredientes que o compõem, mas deixo-vos umas fotografias que vão certamente abrir o apetite.

3. Fazer um Trilho (Lourais – Fajã dos Bodes – Fajã dos Vimes)

O plano original era fazer o Trilho da Caldeira de Santo Cristo, mas os acessos estavam interditos pelo último temporal. Em vez disso, e por sugestão da Dina Nunes (a guia local que tive a sorte de me acompanhar em São Jorge) comecei nos Lourais, um ponto mais acima na encosta, e desci até à Fajã dos Vimes — um percurso que mostra a essência da ilha. Este trilho cruza a Ribeira dos Bodes, tem cerca de 6 km com descidas contínuas e abre miradouros naturais para a costa sul, a Calheta e — em dias límpidos — com o Pico e Faial no horizonte. O caminho atravessa bosques de faia, urze, incenso e pau-branco, com o som das ribeiras a acompanhar. Mesmo sem preparação física, senti que era possível fazer com calma — e vale cada passo.
Termina junto à igreja da Fajã dos Vimes, o ponto de partida para a descoberta seguinte.

A Caldeira de Santo Cristo continua na lista para um regresso — mas este percurso entre os Lourais e a Fajã dos Vimes mostrou-me que, em São Jorge, até os planos B são extraordinários.

4. Visitar a Plantação de Café mais antiga da Europa

Na Fajã dos Vimes, a Dina levou‑me ao quintal da sua casa para me mostrar o que, durante anos, foi apontado como o único café cultivado e produzido na Europa. E eu vi e registei como esse primeiro pé – o mais antigo – ainda se mantem firme e forte por lá, apesar de muitos outros que já foram plantados entretanto. A história começa no século XIX, quando um antepassado trouxe sementes de Coffea arabica do Brasil mas o segredo está no microclima das fajãs: encostas abrigadas, humidade certa, amplitude térmica suave. Aqui o processo é todo manual: a família responsabiliza-se pela apanha ao longo de meses de verão, secagem ao sol, e torra artesanal na cozinha em pequenos lotes. Não vi a torra, mas provei o café deles — acompanhado por uma espécie, esse bolo de especiarias (erva‑doce, canela, pimenta, por vezes noz‑moscada) com cortes na massa que deixam ver o recheio. À mesa, a vista do Pico fechou o ritual e o quadro perfeito.
Mesmo ao lado, a Casa de Artesanato Nunes onde a mãe e a tia da Dina continuam a sua arte, tecem-se colchas e tapetes em teares manuais, mantém-se a tradição que resulta em peças lindíssimas fruto do seu trabalho 100% artesanal — apesar da visita em dia de descanso, ao fechar os olhos quase podes ouvir o som do tear a marcar o tempo e que se mistura apesar com a rebentação do mar ao fundo ou o esporádico trabalhar da máquina de expresso.
A Fajã dos Vimes é um daqueles lugares onde as tradições fazem parte do quotidiano, das histórias e das pessoas, só precisamos ouvir com atenção o que tão genuinamente nos querem contar. Onde fui mais do que bem recebida e onde me senti em casa com a família Nunes.

5. Ir a banhos no Atlântico

impossível para mim pensar em ir aos Açores e não mergulhar no mar. Os primeiros das deixaram-me um pouco frustrada porque o mar de Inverno não é para brincadeiras e tive medo (mais do que justificado! Kkkk) de me aventurar. Mas felizmente o tempo melhorou e houve oportunidade de redenção. precisava deste mergulho. Mesmo fora de época, quando o tempo o permite, São Jorge oferece portinhos e piscinas naturais com boa experiência de mar. As Piscinas Naturais da Fajã Grande (Calheta) aparecem mapeadas como zona balnear e infraestrutura básica (balneários) – foi o local perfeito para ir a banhos em Novembro, com a água a cerca de 21 °C.
Ninguém na água: só eu e o Atlântico. O sol a aquecer a cara molhada foi aquele instante de felicidade que, por si só, justifica a viagem. A poça é abrigada, com entradas fáceis e profundidade suficiente para nadar. Em dias de mar manso, é perfeita; com ondulação, convém prudência — mas parte do encanto de São Jorge está nessa relação próxima com o oceano.

6. Visitar a Igreja de Santa Bárbara em Manadas

Impossível olhar para a pequena Igreja de Santa Bárbara em Manadas e imaginar o que se pode encontrar no seu interior. Por fora, sobriedade açoriana, paredes simples caiadas de branco e recortadas a pedra; por dentro, barroco de fazer cair o queixo. A atual Igreja de Santa Bárbara foi erguida em 1770 sobre o templo de 1485 (a sacristia preserva essa memória). O interior é um museu vivo: talha dourada, retábulos policromos, painéis de azulejo rococó de produção lisboeta, pinturas da vida de Cristo e de santos, e o arco triunfal com as armas do Reino.
Tenho de confessar que entrei sem grandes expectativas mas a verdade é que saí deslumbrada: a abundância de detalhes hipnotiza. Tenho imensas fotos e, ainda assim, nenhuma lhes faz total justiça. É uma paragem obrigatória na ilha – mesmo para quem não iria à partida à procura de história ou arte em São Jorge.

7. Conhecer as vilas de Velas e da Calheta

A ilha de São Jorge é composta por dois municípios e suas respetivas Vilas: Velas e Calheta.
A Velas chegam as ligações marítimas e é a porta de entrada natural da ilha. Aqui vale a pena passear pela Praça do Coreto e pela Rua Direita; a Casa Museu Cunha da Silveira (“A Casa”) preserva o património etnográfico com salas temáticas (“O Mar e a Terra: a Sustentabilidade de um Povo”), instalada num solar histórico do século XVIII da família que moldou a vida jorgense; Percorrer as suas salas mobiladas e decoradas com objetos de época trará memórias a todos, de objetos de infância, alguns dos quais ainda me lembro de ver em casa dos meus avós.
A Calheta também merece a visita e gostei especialmente da localização da Matriz de Santa Catarina (mesmo junto ao mar) e do Museu Francisco de Lacerda (reaberto em 2020 nas ruínas de uma fábrica de conservas) onde se apresentam coleções sobre história da ilha, música (com foco no maestro Francisco de Lacerda) e sobre a indústria conserveira — esta última foi a minha favorita, com máquinas, rótulos, histórias de quem viveu do mar e o transformou em motor económico para a região.

8. Aproveitar o pôr-do-sol

Há imensos locais onde desfrutar do pôr-do-sol na ilha. A costa ideal é a Sul e podem ainda ter de brinde a vista para o Pico nos dias mais limpos. Para além das zonas costeiras onde posso destacar por exemplo o Restaurante Manézinho na Urzelina (com uma bela esplanada aberta no verão) – que não tive a sorte de apanhar aberta por ter viajado durante o mês de novembro – há imensas zonas de miradouros naturais onde podem apreciar as vistas e final do dia.
No meu último dia na ilha, resolvi subir a Estrada do Espírito Santo e parei num dos miradouros que encontrei pelo caminho. Os tons de dourado da luz da tarde e a ilha do Pico ao longe, no silêncio da paisagem que observava completamente sozinha, foram o remate perfeito para os meus dias Açorianos.

Outros artigos sobre o Arquipélago dos Açores

(+) Roteiro de 3 dias no Pico (em breve)

(+) Oito coisas a não perder na Terceira (em breve)

. . .

Este artigo sobre as Oito Coisas a Não Perder em São Jorge foi escolhido para fazer parte de uma iniciativa de publicação coletiva intitulada “Lugares Interessantes”, onde podem ler outros seis artigos em português:

(+) Porto Maravilha no Rio de Janeiro: roteiro para um dia (por Cintia do blogue Entre Mochilas e Malinhas)

(+) Piazzale Michelangelo, a melhor vista de Florença (por Gisele do blogue Destinos Por Onde Andei…) 

(+) Terraços de arroz de Longji: as montanhas do dragão (por Ruthia do blogue Berço do Mundo)

(+) Miyajima: o torii flutuante do mar de Seto (Japão) (por Raquel do blogue 365diasnomundo)

(+) Phi Phi Don, na Tailândia, guia completo para além do passeio de um dia (por Olívia do blogue Olívia Garimpando por Aí)

(+) Museu do Café: cultura e história no centro histórico de Santos (por Renato e Camila do blogue Pegamos uma Estrada)

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4 thoughts on “Oito coisas a não perder em São Jorge | Açores”

  1. Raquel Morgado diz:
    Dezembro 20, 2025 às 8:40 pm

    Falta-nos São Jorge das ilhas açorianas que queremos mesmo conhecer. Parece que vale a pena ir. Obrigada pelas sugestões.

    Responder
    1. Inês Miranda diz:
      Janeiro 10, 2026 às 2:52 pm

      Sim. Adorei, têm que incluir São Jorge no roteiro também.

      Responder
  2. Ruthia Portelinha diz:
    Dezembro 22, 2025 às 12:35 pm

    Ainda só conheço duas ilhas dos Açores, mas espero conhecer todas. Gosto da vida calma que aí se vive, Que belo convite

    Responder
    1. Inês Miranda diz:
      Janeiro 10, 2026 às 2:52 pm

      Confirmo a parte da vida calma. 🙂

      Responder

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