Roteiro básico em Oviedo, capital do principado das Astúrias.

No final do mês de Maio tive a oportunidade de passar uns dias nas Astúrias e na Cantábria. O Principado das Astúrias fica aqui tão perto, a uma curta viagem de carro, e nem sei como ainda não tinha tido nenhuma oportunidade de ir até lá. A região é lindíssima e a primeira paragem foi na capital, Oviedo. O centro da cidade é bastante pequeno mas muito charmoso e cheio de óptimos recantos para beber uma cidra ou uma famosa favada asturiense.  Os três pontos altos da cidade são a praça central ou se destaca a Catedral, a Plaza Escandalera e o seu Teatro Campoamor – famoso por aqui decorrer todos os anos a entrega dos Prémios Princesa das Astúrias – e a zona do mercado El Fontan, que é tão gira que vai render um post único. Em cima podem ver uma proposta de roteiro básico, que inclui os pontos referidos e passa ainda pela Plaza Porlier, pelo Ayuntamientos e pelas principais calles da cidade. Tirando isto, deixem-se perder que vai valer muito a pena. Não tive tempo para explorar o Jardim Campo de San Francisco, mas pelo que li é muito agradável, podem planear esticar o passeio até lá.

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Ségovia, roteiro básico no centro histórico.

O início do mês de Maio trouxe uma viagem inesperada a Segóvia, onde já não ia há uns anos e de onde tinha apenas a imagem marcante do aqueduto na memória. A cidade fica na província de Castela e Leão, a noroeste de Madrid e a cerca de 300 km de Portugal se cruzarem a fronteira de Vilar Formoso. É um óptimo destino para fazer um day trip se estiverem em Madrid, fica a cerca de 1 hora de viagem e há imensos comboios e autocarros diários a ligar as duas cidades, ou para conjugar com Salamanca e Ávila se chegarem de carro vindos de Portugal. O centro histórico medieval da cidade é super aconchegante e, apesar de poder ser visto em meio dia, vale a pena passar um dia por lá, circular nas calmas, explorar os recantos da cidade e visitar a catedral e o alcazar. A entrada para o centro histórico deve ser feita pela praça do Azoguejo já que a partir daí fica complicado e desnecessário a circulação de outro modo que não seja a pé. O roteiro que proponho começa precisamente pela praça onde o aqueduto é a presença mais marcante, continua até à Plaza Mayor onde se encontra a catedral e a igreja de San Miguel e continua até ao outro extremo da cidade, onde encontramos o Alcazar.  O Alcazar fica no cimo de uma escarpa rochosa e os jardins ao seu redor descem até à zona do rio, a subida não é para meninos, mas desçam! As fotografias que vão tirar na frente do alcazar vão valer a pena. O regresso pode ser feito por um caminho alternativo, apenas para explorar novos recantos, mas sempre passando pela Plaza Mayor, diferente do habitual em Espanha, e terminando no aqueduto, desta vez chegando até ele pela zona mais alta para ter uma nova perspectiva da praça. Deixo-vos com as fotos que vão só para abrir o apetite, virão posts mais detalhados sobre cada uma das atracções da cidade.

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Day trip: Toledo, dicas práticas.

Deixámos um dos dias que estivemos em Madrid completamente livre para fazer uma visita de dia inteiro a uma outra cidade não muito longe.Há várias opções de passeio que permitem ir e voltar no mesmo dia. Estivemos indecisos até ao fim entre Segóvia (que já conheço e também recomendo muito) e Toledo, mas existem várias outras opções, como Ávila e a sua incrível muralha, Alcalá de Henares e o seu mais famoso habitante Miguel de Cervantes ou o Palácio do Escorial também nos arredores da capital.Acabamos por nos decidir por Toledo, a antiga capital espanhola, e foi um dia em cheio com imensas visitas, valeu a pena.Não foi à toa que Cervantes descreveu Toledo como ‘a glória de Espanha’ e que a cidade foi conhecida durante muito tempo pela sua liberdade e tolerância religiosa, ainda hoje é possível observar, destacado na silhueta da cidade, que emerge numa colina serpenteada pelo Tejo, o Alcazar e a Catedral. E encontrar espalhado pela ruas da cidade, e a conviver lado a lado pequenas igrejas, mesquitas e sinagogas.

Existem várias opções de transporte para chegar de Madrid a Toledo:
– Alugando um carro, são cerca de 75 km em auto-estrada. Esta é sem dúvida a opção que dá mais liberdade de movimentos e ideal se quiserem combinar mais do que um sítio a visitar.
– De comboio, cerca de meia hora de viagem entre Madrid e Toledo. É a maneira mais rápida de chegar à cidade, mas dependendo da antecedência e do tipo de bilhete que comprarem pode não ficar muito barato. A estação de comboio em Toledo fica perto o suficiente da cidade para irem a pé, ma longe o suficiente para ser uma esticada jeitosa para os mais preguiçosos.
– De autocarro, foi a nossa opção e revelou-se óptima. Havia mais liberdade de escolha de horários do que no comboio, e foi bastante mais barato (10,80 euros por pessoa ida/volta). A central de autocarros fica próxima do centro e os autocarros são bastante confortáveis e fazem o trajecto directo em cerca de 1 hora. Tiramos os bilhetes aqui.
Fica aqui o percurso que fizemos ao longo do dia, e que permitiu passar pelos principais pontos, e atracções da cidade. read more

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Madrid, roteiro básico e dicas práticas.

No início de dezembro passado passei um fim-de-semana prolongado (haverá sítio melhor do que Espanha para passar o defunto feriado do primeiro de dezembro?) entre Madrid e Toledo. Já com algum atraso começo finalmente a série de posts sobre os dias por terras de nuestros hermanos. Acho que foi a quarta vez que estive na cidade, mas voltei para redescobrir os sítios de sempre. O centro da cidade não é tão grande quanto isso e caso não pretendam visitar por dentro palácios, igrejas e museus pode facilmente palmilhado em apenas 1 dia. A partir daí todo o tempo poderá ser usado a viver realmente a cidade (e vida é o que não lhe falta) e a explorá-la culturalmente mais a fundo. Fica aqui uma sugestão de roteiro básico para um dia na cidade, começando na zona da Praça de Espanha, do Palácio Real e da Catedral de Almudena, e terminando na praça Puerta del Sol, o centro da cidade onde tudo acontece.

Pelo caminho podem conhecer a Plaza Mayor, explorar melhor as ruas e pracinhas (como a Praça de Santa Ana) a caminho do passeio do Prado onde têm o Museu Reina Sofia, o Museu do Prado, a Colecção Tyssen-Bornemisza ou o Caixa-Fórum Madrid, relaxar no Parque del Retiro e finalmente percorrer a Gran Via a partir da Puerta de Alcalá e da Plaza Cibeles. read more

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Bratislava, roteiro e dicas práticas.

Aqui está o post mais útil do mundo da blogosfera sobre tudo o que precisam saber para dar um saltinho a Bratislava e voltar (caso estejam por perto). Como chegar à cidade: – De avião: Bratislava tem um pequeno aeroporto, principalmente servido por companhias low cost, a cerca de 10 km do centro da cidade. É um óptimo ponto de chegada para visitar a região, para malta que não nada em dinheiro (os outros vão para Viena). O aeroporto é servido por duas linhas de autocarro, o 96 e o 61. Fixem-se no 61, caso tenham como destino o centro da cidade – o 96 atravessa o rio e vai para a zona de Petrzalka. O destino final da linha 61 é a estação dos comboios (Hvlaná Stanica), apanhem este bus e saiam na paragem anterior – Námestie Franza Liszta – (normalmente há um painel de informação dentro do autocarro, se não tiver e sairem na última também não é grave – ver secção como chegar de comboio). Dali atravessam a passagem superior para peões e apanham do outro lado da rua, paragem SAV, a linha 83 ou 84 até Hodzovo Námestie, em frente ao Palácio Presidencial. A outra opção de aeroporto de acesso à cidade é Viena, desta vez para carteiras mais recheadas já que as companhias não low cost usam este aeroporto como base na região. É igualmente fácil chegar daqui até ao centro de Bratislava, apenas um pouco mais demorado. Existem imensos autocarros que saem do aeroporto de Viena directos ao centro de Bratislava, dificilmente terão de esperar mais do que 1h para apanhar o seguinte. As paragens de autocarros ficam mesmo à saída do terminal, vão esbarrar com elas, e para Bratislava partem todos da linha 4. Há duas companhias que fazem o percurso, a Blaguss (promete uma viagem de cerca de 45 minutos e pára debaixo da Ponte SNP (Novy Most) – junto ao rio e bem na entrada do centro histórico) e a Slovak Lines (em cerca de uma hora estarão na estação de autocarros de Bratislava – ver secção como chegar de autocarro). Ambas praticam preços semelhantes, por volta de 7 euros uma viagem simples e de 12 para ida/volta. – De comboio: Bratislava está ligada por comboio às principais cidades dos países envolventes. Já relatei (aqui) a viagem que fiz de comboio até à Polónia, mas podem ir até Berlim, Praga, Budapeste, onde quiserem. O percurso entre Viena e Bratislava dura cerca de 1h hora e há praticamente um comboio por hora para cada lado a todas as horas do dia, sai de Viena da Hauptbahnhof e se fizerem o percurso Viena-Bratislava-Viena no mesmo dia o bilhete de cerca de 15 euros ainda vos permite fazer duas viagens nos autocarros de Bratislava, óptimo para ir e voltar para o centro da cidade. Chegados lá só têm de apanhar a linha 93 até Hodzovo Námestie ou descer a rua até à paragem SAV e apanhar o 83 ou 84 tal como sugerido na secção anterior. – De autocarro: A estação de autocarro, de onde chegam a maioria dos autocarros que vêm de fora da cidade fica não muito longe do centro da cidade, se apanharem o trolley 208 ou 206 podem sair na mesma Námesti Hodzovo já referida nas secções anteriores. – De barco: O rio Danúbio passa bem no centro da cidade de Bratislava, tornando a chegada por rio (há diariamente várias companhias a fazer o percurso Viena – Bratislava – Budapeste, umas numa base de transporte de ligação entre cidades outras mais ao estilo cruzeiro) bastante atractiva. Existem também passeios de barco pelo Danúbio nas imediações da cidade que partem da mesma zona, por exemplo para o Castelo de Dévin. Roteiro base: Aqui fica uma sugestão de roteiro que pode ser feito num dia, ou em meio, depende da velocidade das vossas pernas e da calma com que visitarem ou não as várias igrejas e pequenos museus que vão encontrar ao longo do percurso. Começa pelo Palácio Presidencial da Hodzovo Námestie e segue até à Hurbanovo Námestie, de lá viram à direita até à zona de Kapucinska onde têm a primeira vista sobre a colina do castelo e onde podem atravessar a estrada para começar a subida até ao topo. Chegados ao cimo é possível visitar o castelo e tirar belas fotografias do Danúbio e das suas margens, é possível avistar a Áustria. Descendo pelo lado contrário até à base da Novy Most (ponte nova, subi ao topo da ponte à noite e rendeu algumas das fotos que podem ver aqui), podem passar em seguida pela Catedral de St. Martim, pelo jardim da Hviezdoslavovo Námestie – onde se encontra também a ópera antiga -, e voltar até junto ao rio. Depois de uma pequena caminhada ao longo do Danúbio voltam a ‘entrar’ na cidade até à Blue Church, uma igreja pequena mas original que justifica o pequeno desvio até lá. De regresso ao centro da cidade podem visitar o Palácio Primacial e a Câmara na praça por trás da praça principal (Hlavné Námestie) e terminar o dia sentados numa esplanada da animada rua que termina na Porta de São Miguel. Podem ver alguns deste locais aqui e aqui.
Passeios de meio dia a partir de Bratislava: – Dévin (aqui) – SchlossHof (aqui) – Red Stone Castle (aqui)

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Roteiro de um dia em Sófia.

No último fim de semana de Setembro, fiz nova esticadinha a partir de Bratislava, desta vez até à Bulgária, onde passei mais três dias non-stop que me permitiram conhecer as duas principais cidades do país e ainda as montanhas Rila e alguns dos seus tesouros mais bem escondidos.  Viajei sábado bem cedo para Sófia, onde cheguei por volta da hora de almoço. Apanhei um autocarro até ao centro da cidade e pouco tempo depois estava no Rila Hotel, velhinho que só ele – a precisar de obras desde o tempo da URSS -, com sinal wi-fi fraco mas extremamente bem localizado no centro da cidade e walking distance para todos os principais pontos de interesse. Uma vez instalada, pus pernas ao caminho e aproveitei a tarde para conhecer a cidade.  Apesar da infraestrutura turística ainda ser um bocado precária e toda a cidade estar ainda em bruto e por explorar é possível encontrar pérolas incríveis ao virar de cada esquina. A catedral Alexandre Nevsky é o ex-libris da cidade, mas outros tesouros como o Teatro Nacional, os Banhos Públicos ou a Igreja Sveti Nicolai podem ser encontrados explorando as ruas da cidade, para além disso vários edifícios imponentes da era comunista, bem como pequenas igrejas ortodóxas aparecem a cada virar de esquina.

Uma das marcas do país é a produção de extracto de rosa para o fabrico de perfumes e cosméticos de todos os tipos, a região Sul do país possui campos de rosas de perder de vista e são actualmente um dos maiores produtores mundiais.
Os souvenirs alusivos ao tema estão por todo o lado.

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Roteiro de três dias na Roménia.

No fim de semana seguinte à viagem até à Polónia, foi a vez de embarcar para a Roménia, desta vez para um fim-de-semana de três dias planeado com meses de antecedência e em que me encontrei com o meu pai. Queríamos conhecer Bucareste e a mergulhar nas profundezas da Transilvânia e das histórias do Drácula.

Mas três dias não é muito tempo e para ficarmos com um cheirinho de tudo isto planeamos três dias non-stop, com a ajuda de um guia local – conhecido de conhecido de conhecidos que já viveu uns anos em Portugal – que andou connosco para todo o lado. O plano era ambicioso e teria sido impossível completá-lo de outra maneira que não fosse de carro.
Chegamos na sexta-feira à hora de almoço ao aeroporto Henri Coanda e partimos de imediato em direcção ao Castelo de Peles, de seguida seguimos caminho até à cidade medieval de Sighisoara, onde pernoitamos. No sábado depois de visitar a cidade, viemos em direcção a Brasov, a capital da região da Transilvânia, visitamos ainda o castelo de Bran e seguimos caminho até Bucareste, onde passamos a noite de sábado para domingo e que visitámos no domingo antes de regressar a casa ao fim do dia. read more

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Verona #1 – Roteiro para um dia com Verona Card.

Após o dia passado em Veneza, aproveitando o regresso a Milão, paramos um dia quase inteiro em Verona. A cidade tem bastantes atrações mas estão bastante condensadas no centro da cidade, pelo que com o planeamento certo, deu para visitarmos tudo aquilo que queríamos. Um bom investimento, que fizemos e não nos arrependemos de maneira nenhuma, foi a compra do Verona Card (mais informação aqui), um passe diário de 15 euros que nos permitiu andar nos transportes públicos (útil para ir e vir da estação do comboio) e ainda entrar em todas as atrações que tínhamos planeado ver. Assim, conseguimos visitar: – A Arena de Verona na Piazza Bra, um anfiteatro Romano, do ano 30 a.c., semelhante ao de Roma. O terceiro maior do mundo e um dos que se encontra em melhor estado de conservação.   (Decorrem regularmente muitos espectáculos na Arena,  estava tudo preparado para uma ópera.) – A Casa da Julieta – Via Capello 23 – ou pelo menos a casa onde supostamente a famosa personagem de Shakespeare viveu, com direito a foto na varanda onde esperava pelo seu Romeu.   – Torre dei Lamberti, com entrada numa pracinha bem atrás da Piazza Erbe (Piazza dei signori) e que vale bem a subida por a vista para a cidade é excelente. (Dica para espertos: O Verona Card permite apenas subir pelas escadas. Forretas, decidimos não pagar o extra pelo elevador e deitamos os bofes de fora a subir centenas de escadas para no final perceber que não havia ninguém a controlar a entrada no elevador, era só chamá-lo e subir, simples assim, aproveitamos a descida, nunca pior!) – A Igreja de Santa Anastacia e o Duomo. – Teatro Romano, vale a pena ir até lá, pois fica na encosta do lado de lá do rio que atravessa a cidade e a vista é bonita, mas organização e conservação ficou um pouco abaixo das expectativas. – Castel’Vecchio, também junto ao rio, noutra zona da cidade, permite visitar as exposições no interior do castelo, os pátios e passear nas muralhas. Começamos e terminamos na Piazza Bra, onde fica a Arena, que era também onde o autocarro para a estação chegava/partia, e o percurso final ficou mais ou menos assim:

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Fizemo-nos à estrada… na Madeira.

Depois de uns dias no Funchal, tirámos um dia para alugar um carro e visitar outras zonas da ilha. Já tínhamos reservado online um carro na Europcar e de manhã cedo estávamos lá para preencher todas a mil papeladas que existem de seguros, identificações e tal (guardem à vontade uma meia hora para tudo, nada de chegar pegar na chave e zarpar).Depois de tudo resolvido e chave na mão, partimos finalmente em direcção à zona norte da ilha. As estradas são óptimas, com imensos túneis e foi bem depressa que por entre paisagens incríveis, atravessamos a ilha bem pelo centro, parámos pelo caminho no ´Véu da Noiva’ -perto do Seixal – e chegamos a Porto Moniz. Seguimos viagem em direcção a Santana, passando por São Vicente, e seguindo em cerca de 30 km o troço de estrada antiga da costa – demoramos uma hora só nesse pedaço e felizmente quase contamos o numero de carros com que nos cruzámos, bem empregues os milhões dos túneis e vias-rápidas, lembrem-se de não mais criticar o défice público da região – De Santana seguimos em direcção à ponta mais leste da ilha, a Ponta de São Lourenço, e ainda paramos na Prainha, Caniçal. Voltamos ao Funchal já no fim do dia descendo até ao sul da ilha pelo lado leste – zona do aeroporto e de Santa Cruz. Ao longo do percurso foi possível ver as mais variadas paisagens, todas elas incríveis. Foi uma viagem muito engraçada e que fizemos bem nas calmas. Ficaram algumas regiões por conhecer melhor, nomeadamente o lado oeste da ilha. Se quiserem uma visita mais completa penso que dois dias de carro serão suficientes. Posso dizer-vos que com um mapa actualizado na mão vão a qualquer lado na Madeira, até porque não há assim tantas estradas e está tudo bastante bem indicado, inclusivamente nos acessos na zona do Funchal, mas se sentirem mesmo um zero em orientação basta alugar um GPS junto com o carro e a ilha é vossa. São apenas 50 km entre as duas pontas mais distantes da ilha, não têm muito para onde ir 🙂 Ainda esta semana chegam os posts dos locais que visitámos ao longo deste dia. Deixo-vos um mapa do percurso detalhado. (clique para aumentar)

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Stop-over em Munique – logística e roteiro.

É difícil explicar a alguém que é possível fazer o roteiro básico de uma cidade em apenas 3 horas, mas o facto é que depois de muitas viagens, com um bom ritmo, um plano bem estudado, e uma cidade cujas atracções sejam bem centrais, tudo é possível. No regresso da nosso viagem à Índia faríamos uma escala de 7 horas em Munique, chegando às 5h da manhã e partindo de novo às 12h, num domingo de Páscoa. Pode parecer um horário péssimo e mesmo a convidar a uma soneca num qualquer banco do aeroporto, mas a verdade é que eu nunca digo que não a uma viagem atribulada e corrida. Daí que encarámos aquilo que foi mais ou menos ‘ir tomar o pequeno-almoço ao centro da cidade’. Já tinha estado em Munique há uns anos, o que ajudou a saber exactamente onde queria ir e o que queria rever. Deixo-vos aqui um plano detalhado desta aventura expresso, para que quando tiverem uma oportunidade parecida não se arrependam por ter ficado a ver as montras do dutty free no aeroporto. – Comboio Aeroporto <> centro da cidade Há duas linhas de comboio (S-Bahn) que ligam o aeroporto de Munique ao centro da cidade, a S-1 e a S-8, e demoram cerca de 45 minutos (depende da estação em que saírem). No aeroporto é muito fácil encontrar a estação do S-Bahn uma vez que as indicações são óptimas, mas podem levar já uma ideia consultando este mapa aqui. Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas da estação indentificadas com o símbolo da rede de transportes da região de Munique (MVV) e existem duas versões: – o bilhete de uma pessoa (11,70 euros) – e o bilhete de grupo, até 5 pessoas (21,30) O preço é um bocado puxado, principalmente para o bilhete simples de quem quer apenas ir até ao centro da cidade e voltar, mas permite fazer viagens ilimitadas durante um dia e se for partilhado pode ser muito boa opção. As condições mais detalhadas podem ser consultadas aqui. -Percurso no centro da cidade Este é um roteiro básico de reconhecimento que fizemos em menos de três horas, claro que não é o ideal e implica não visitar nenhum destes locais por dentro mas apenas ir andando pelas ruas para absorver o movimento da cidade (no nosso caso o não movimento – também é interessante (!) – já que era a manhã do domingo de Páscoa). Se não forem umas lesminhas prometo que vão ter ainda uns 20 minutos relaxados numa esplanada para beber uma cerveja da Baviera. Se tiverem mais umas horinhas, algo que se pareça com um dia inteiro aproveitem para disfrutar melhor do Viktualenmarkt, para entrar no Residenz ou para subir ao topo da Rathaus na Marienplatz. Se sobrar algum tempo apanhem o metro até ao Englisher Garten, aproveitem para beber lá a cerveja prometida e imaginem que estão em pleno OktoberFest. Roteiro fotográfico amanhã.

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