Porto ❤️

O Porto foi a minha casa durante 10 anos, e apesar de não continuar a viver por lá, vai ter sempre um lugar especial no meu coração. É um daqueles casos de primeiro estranha-se e depois entranha-se. E o que mudou nos 10 anos que passei por lá, a cidade está muito mais viva e cada recanto tem ainda mais encanto. A Ribeira do Porto é, desde 1991, Património Mundial da UNESCO, e hoje trago-vos um roteiro a pé que permite conhecer o mais importante e mais bonito do centro histórico do Porto.  Apesar da velha rivalidade Porto-Gaia não há como negar que as melhores vistas do Porto são precisamente de Gaia, por isso o trajecto começa e acaba aqui, começa no Jardim do Morro, com acesso ao tabuleiro superior da Ponte Luís I e acaba no Cais de Gaia, com acesso a partir do tabuleiro inferior. Já tinha desde há alguma tempo post mais detalhado sobre dois dos principais atractivos da cidade, a Torre dos Clérigos e o Palácio da Bolsa, espero em breve escrever algo sobre As caves do Vinho do Porto, outro ex-libris da região que conheci apenas no ano passado e sobre o passeio de barco pelo Rio Douro. Ao tentar escrever este post, percebi que quase não tenho fotografias da cidade, e de tudo que queria mostrar. Uma pessoa vai carregada de tecnologias para o outro lado do mundo porque não pode perder um único registo de viagem, e depois não tem registos da sua própria cidade. Ficam algumas das fotos possíveis.

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Galicia, te quiero.

No passado mês de Setembro, já lá vai uma eternidade, tive a oportunidade de fazer uma viagem até à Galiza. Foi a primeira de muitas, pois como viram nos últimos fins-de-semana tive várias oportunidades de regressar, mas a Galiza vala sempre a pena. Porque está aqui tão perto, porque tem paisagens naturais lindíssimas e tão diferentes das nossas proporcionadas pela envolvência das Rías, porque as cidades espanholas são sempre boas apostas, e claro porque se come muuuuuuito bem por lá. O marisco sempre fresco, o polvo que me encanta, as empanadas e tapas variadas, poderia ficar aqui até amanhã com a lista interminável de petiscos, e já estou a salivar…A geografia da costa muda radicalmente quando cruzamos a fronteira em Valença-Tui, as Rías de Vigo, Pontevedra e Arousa, proporcionam passeios incríveis. Até às suas ilhas ou apenas para desfrutar do ambiente e conhecer os imensos viveiros de marisco, um dos pontos fortes da economia da região.

Estas deslocações à Galiza permitiram-me visitar a Ilha de Ons (na Ría de Pontevedra), fazer um passeio de barco pela Ría de Arousa para conhecer os viveiros de mexilhões, passear um pouco mais pela península de O Grove, conhecer a cidade de Pontevedra e revisitar Santiago.
Podem encontrar os posts sobre Santiago aqui, aqui e aqui, os outros virão nos próximos dias.
Para vos abrir o apetite deixo-vos o menu dos dias passados por lá.

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Passeios pela região centro do Chile.

Terminado o passeio argentino-uruguaio voltei mais uma vez a Santiago do Chile para gozar os últimos dias de férias, já dominando mais ou menos a logística da cidade, era tempo de conhecer a região centro do país, ali pelos arredores da capital. É possível fazer vários passeios na região, sendo que talvez os mais procurados pelos turistas sejam:– O combinado Valparaíso/Viña del MarFiz com a Touristik e correu bastante bem, é um passeio de grupo clássico, sem grande tempo para explorar livremente (ainda assim com uma hora de almoço livre em Viña del Mar e outra hora livre a meio da tarde em Valparaíso), que parou em todos os pontos principais das duas cidades com um acompanhamento simpático da guia que foi connosco a partir de Santiago. Optei por fazer um tour organizado pois tive medo de não conseguir visitar tudo o que queria viajando por conta própria, por causa das distâncias e do tempo, provavelmente hoje teria ido por minha conta, Tanto Valparaíso como Viña del Mar não são tão grandes assim e seria possível fazer um bom passeio em cada uma delas a pé. Para além disso há um tram de superfície que liga as duas cidades, e autocarros muito frequentes que saem de Santiago e em duas horas estão em Valparaíso.Deixo-vos duas sugestões de roteiro por Valparaíso e Viña del Mar, que começam e acabam no terminal de autocarros e nas paragens do tram nas duas cidades, caso decidam optar por viajar por conta própria.

– Cordilheira dos Andes, dia de esqui.
Há imensos turistas a viajar para Santiago com o único objectivo de esquiar. as principais pistas na cordilheira ficam a cerca de 40 km da cidade e quase todas as agências de viagens oferecem transfers diários para as principais. Há ainda tours apenas panorâmicos da Cordilheira e alguns de (supostamente) mais aventura. Penso que na altura contei por aqui que nos tínhamos tido grandes problemas com o tour que fizemos pela Cordilheira. Viajamos com a agência Ticket Tour que tem loja no Mercado de Santiago e foi um flop total. Íamos, supostamente fazer um trekking na montanha, visitar a lagoa de Cajón del Maipo e fazer um churrasco na neve. No final das contas estivemos duas horas a ‘brincar’ na neve, comemos duas espetadinhas que me deixaram com fome com vontade de atacar o pacote das bolachas que levava no saco e voltamos para casa porque não dava tempo para o trekking e a estrada para a lagoa estava fechada. Como o passeio não foi nada barato, fizemos um pé de vento à portuguesa na agência de viagens e devolveram-nos o dinheiro.
Hoje teria apenas escolhido fazer o tour panorâmico de meio dia à cordilheira, imensamente mais barato e que acabou por ser o que fizemos. Se viajarem fora do pico do Inverno podem tentar fazer o passeio a Cajón del Maipo porque as imagens que eu vi são deslumbrantes, mas aparentemente (descobri depois) que no Inverno a probabilidade da estrada estar fechada, tal como nos aconteceu, é bastante elevada. read more

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Montevideo, dicas e roteiro na capital uruguaia.

Se me tentarem convencer que D. Sebastião estava prestes a fazer uma entrada triunfal em Montevideo eu vou acreditar. Oh tempo péssimo que apanhei na cidade, um nevoeiro sem fim e uma chuva miudinha que com contribuíram em nada para me deixar de queixo caído pela cidade. Estive por lá cerca de 24 horas e tendo em conta as restrições climatéricas e temporais acho que até acabei por ficar com uma boa ideia da cidade. Como chegar? Podem chegar à cidade de três formas principais: de barco a partir de Buenos Aires (se não saírem em Colonia como eu o barco segue até Montevideo). de autocarro a partir de várias cidades do país (como eu vim a partir de Colonia), o terminal de autocarros fica por baixo do Nuovocentro Shopping (assinalado no mapa) e daí partem vários autocarros até ao centro ou à zona das praias. De avião, o aeroporto (como me fui embora) internacional fica a uns 30 minutos de carro do centro da cidade. Como se locomover?  O centro da cidade é fácil de percorrer a pé, mas ir até à zona nova da cidade, junto às praias não será tão fácil assim. Os transportes públicos levavam-vos até lá e não são muito caros. Como tinha pouco tempo a perder optei por comprar um tour que em meio dia me mostrou os principais pontos da cidade e levou até às zonas de praias mais distantes, e depois fazer a pé o que queria ver no centro. A praça da Independência é o centro do centro e de lá saem uma séries de ruas pedonais com cafés, restaurantes, lojinhas que atravessam o centro e vos lemvam até ao Mercado del Puerto (óptimo local para comer peixe fresco). Para o outro lado fica a Avenida 8 de Julio e se a vossa ideia de AMérica Latina passa por outlets e compras ao preço da chuva, é para lá que deve ir. O que comer? Carne, muita carne, churrasco, parrillada, e o chivito, a famosa sandes uruguaia (com carne, pois claro) normalmente acompanhada com maionese e batatas fritas. Agora a sério, a carne é mesmo incrível!

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Palermo e Recoleta, os bairros mais fancy da cidade.

No segundo dia, e apesar da chuva que não deixou de chatear durante todo o dia, passeei a pé pelos bairros da Recoleta e Palermo.O passeio começou perto do famoso cemitério onde o túmulo da família Duarte, onde se encontra sepultada Evita Perón, atrai centenas de turistas, percorreu as avenidas e os jardins junto ao rio de la Plata onde se encontram o Museu das Bellas Artes e a Floralis Generica, continuou até Palermo, onde o museu MALBA foi o local ideal para me abrigar de mais uma chuvada. Continuando agora para o interior do bairro visitei ainda o Museu Evita Perón e acabei o dia na zona da Plaza Serrano. Já debaixo de chuva mais uma vez, e regressada à Avenida Santa Fé (uma das mais movimentadas e que valeria a pena fazer a pé de novo até à 9 de Julio) acabei por apanhar o metro por imposição do São Pedro. – Cemitério da Recoleta, famoso devido à presença do mausoléo da família Duarte. e às constantes peregrinações ao túmulo de Evita.   – Museo Evita, pequenino mas bem interessante, acompanha cronologicamente a vida da primeira dama argentina, infelizmente não permite fotografias no interior. – Museo Nacional de Bellas de Artes, de entrada gratuita, óptimo para abrigar da chuva ou então se tiverem uns dias a mais que eu pela cidade

MALBA, Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, outro museu interessante, de arquitectura mais moderna que o de Bellas Artes, com a exposição permanente latinoamericana e algumas exposições temporárias. Cafetaria e lojinha simpáticas.

– Palermo, à volta da Plaza Serrano, surgiu uma zona mais cool da cidade, com novos espaços, uma decoração excêntrica, cafés, bares, lojas de novos criadores ou em segunda mão. Um lado B da cidade que merece o passeio.

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Buenos Aires, a Europa do outro lado do mar.

Eu sei que isto parece um clichê, mas eu ia com as expectativas tão em baixo quanto a esse lado europeu de Buenos Aires, que a surpresa foi enorme. Depois de tudo o que li sobre o assunto, a ideia que assentou na minha mente é que Buenos Aires só parecia uma capital europeia para brasileiro que nunca tinha saído da América do Sul, mas… a verdade é que eu fiquei encantada com a imponência parisiense do centro da cidade.

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Roteiro básico no centro de Santiago.

A minha base na América do Sul, foi Santiago do Chile. Foi a razão que me levou àquele lado do mundo (a minha irmã foi para lá fazer Erasmus), e foi de onde parti e cheguei para todos os passeios que ainda vou contar por aqui. Entre muitas idas e vindas, acabei por passar quase uma semana por lá, o que seria completamente desnecessário para conhecer turisticamente a cidade mas foi de bom tamanho para conhecer melhor, visitar museus com calma, ir um pouco mais além do roteiro tradicional, viver um pouco mais a cidade, experimentar restaurantes, e perceber a dinâmica do dia-a-dia da cidade.Ao longo dos próximos posts virão mais detalhes sobre a cidade, posts sobre museus e dicas práticas para se locomoverem por lá, mas para começar deixo-vos com o roteiro turístico básico para um dia a pé pelo centro da capital chilena.O passeio proposto começa e acaba no famoso palácio presidencial La Moneda, que possui agora um centro cultural no subsolo, onde podem entrar livremente.

De lá, deêm um espreitadela à Praça da Constituição, aquele quadradinho verde atrás do local indicado como Palácio de La Moneda (não sei bem porque não apareceu no mapa) onde está uma estátua de Salvador Allende e daí comecem a dirigir-se para o centro da cidade, sugiro aqui a calle Ahumada, mas o conjunto de ruas que vos podem levar até à Plaza de Armas são todas bastante movimentadas, cheias de cafés, restauantes e lojas variadas, onde podem sentir a vida da capital. Na praça têm a Caterdal para visitar, o ponto de turismo e o Museu de Arte pré-Colombina. read more

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Roteiro América do Sul (com um cheirinho do Norte), Agosto 2015.

Decidi obrigar-me a publicar por aqui todas as minhas viagens por ordem cronológica, para evitar que algumas delas ficassem perdidas para sempre no cemitério dos posts que nunca viram a luz. Mas às vezes isso torna-se um tormento, como agora, em que foi preciso esperar quatro meses para conseguir por tudo em dia e começar finalmente com o relato da minha aventura na América do Sul, em Agosto deste ano.Tudo começou com a decisão da minha irmã de ir fazer um semestre de Erasmus para Santiago do Chile, e claro que uma fominha de viagens como eu não iria ficar em casa enquanto ela se passeava pelo outro lado do mundo. Marquei logo viagem para ‘ajudá-la na mudança’ e aproveitar para dar umas voltinhas pelas redondezas.Mas os voos para a América do Sul custam o couro e o cabelo, e como tudo o que poupas numa viagem pode ser investido na seguinte… Quase dei a volta ao mundo para lá chegar. Como nem tudo é mau, isso fez entrar nos meus planos de viagem Miami e Dallas.Nos próximos dias começarei os posts pormenorizados com todas as dicas, roteiros e fotos dos locais que visitei. Mas posso já adiantar-vos que foi uma viagem incrivelmente rica. Desde a Natureza mais fantástica de sempre no Deserto do Atacama, passando por cidades coloniais ou pedacinhos de Europa na América (quero voltar a Buenos Aires!), já para não falar dos Estados Unidos, um mundo completamente à parte.

O roteiro completo de viagem ficou assim:
Dia 1: Miami (EUA)
Dia 2: Santiago (Chile)
Dia 3: Santiago (Chile)
Dia 4: Atacama (Chile)
Dia 5: Atacama (Chile)
Dia 6: Atacama (Chile)
Dia 7: Santiago (Chile)
Dia 8: Buenos Aires (Argentina)
Dia 9: Buenos Aires (Argentina)
Dia 10: Colonia del Sacramento (Uruguai)
Dia 11: Montevideo (Uruguai)
Dia 12: Santiago (Chile)
Dia 13: Cordilheira dos Andes (Chile)
Dia 14: Valparaíso e Viña del Mar (Chile)
Dia 15: Santiago (Chile)
Dia 16: Dallas (EUA)
Penso que já deu para abrir o apetite, não? Prometo que todos os posts chegarão ainda em 2016, ahah, mas é que gerir o trabalho, a escrita da tese, e o tempo livre que nunca sobra não está fácil. read more

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Roteiro básico no centro de Alicante.

Alicante é a capital da região da Costa Blanca e passamos uma manhã por lá. Na verdade foi pouco tempo para dedicar à cidade, um dia teria sido óptimo para explorar melhor o centro da cidade. Mas no Verão podem apostar numa estadia mais longa, porque é uma cidade de praia, e as praias parecem bem fixes com um óptimo ambiente.Bem na beira da praia fica a marina e a famosa Esplanada de Espanha, um jardim/passeio pedonal paralelo ao mar, e daqui para dentro todo o centro histórico e comercial da cidade. Bem como a colina de onde espreita do alto o Castelo de Santa Bárbara.Aqui fica um roteiro com os principais pontos de interesse e uma pequena sugestão de percurso. A sugestão de percurso apresentada, começa e acaba na Praça Luceros porque é aí que para o Tram vindo de todo o litoral da Costa Blanca, onde ficam as praias, como a de Benidorm, e onde grande parte das pessoas ficam alojadas, mas podem começa-lo em qualquer ponto, ou também na estação de comboios (à esquerda no mapa). Da Avenida Federico Soto para a direita fica o centro mais comercial da cidade e mais à direita ainda, na base da encosta que leva até ao Castelo de Santa Bárbara, onde se encontra a Catedral, o centro histórico da cidade. É um passeio muito fácil de fazer a pé e por conta própria. O ponto indicado entre a Basílica de Santa Maria e a Catedral é a Praça do Ayuntamiento e a Calle San Rafael fica no típico bairro de Santa Cruz, um dos mais antigos da cidade mas que infelizmente hoje em dia se resume quase exclusivamente a esta rua.

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Uma semana na Costa Blanca

Vem aí (finalmente) a última viagem antes de iniciar os relatos sobre a aventura sul-americana. Nos últimos dia de Julho estive uma semana na Costa Blanca, em Espanha, com base em Benidorm. Conhecer a região foi uma surpresa muito positiva, tinha uma ideia péssima da cidade, é verdade que é uma pequena selva de betão, com milhares de pessoas que se arrastam da praia para os bares, mas está numa região bem interessante, conhecia algumas vilas e cidades nas redondezas que valeram muito a pena e para fazer praia é sem dúvida uma boa aposta.

Calor à grande, praias com boas condições, a água do mar com uma temperatura mesmo jeitosinha (26 graus) e infra-estrutura para todos os gostos e carteiras.
Chegar a Benidorm vindo de Portugal é relativamente fácil de carro, eu fui de autocarro e sobrevivi, de carro era um instantinho. Ahahah… Mas existem ainda as opções de aeroporto, o mais próximo é Alicante seguido de Valência (para onde voam low cost a partir do Porto) e ambos têm serviços de transfer até Benidorm.

As temperaturas elevadas que se fazem sentir na região no Verão aconselham a vários cuidados, para além dos óbvios aconselho a que planejem as visitas fora da cidade de manhã, que aproveitem para desfrutar das comodidades do hotel ao início da tarde, quando se torna impossível ir a qualquer lado e que aproveitem a praia a partir da 5h, podem curtí-la sem problema até às 9h, ou mais tarde ainda se não se importarem com a falta de luz, porque falta de calor não vão ter com certeza.
Para além dos dias livres em Benidorm, visitei Alicantes, VillaJoyosa, Calpe, Altea e Guadalest, foi uma boa seleção para ficar com uma ideia muito simpática da região.

Para se deslocarem por lá podem sempre alugar um carro ou usar o TRAM de Alicante, que funciona lindamente e que cobre toda a região litoral da província. Usei uma vez e achei o serviço impecável. read more

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