Palácio Presidencial de La Moneda.

O edifício que é hoje o Palácio Presidencial na capital chilena, foi mandado construir entre 1786 e 1812, pela Coroa Espanhola, para abrigar a Casa da Moeda, daí o nome que se mantém até hoje. Apenas em 1845, este edifício colonial, dos poucos que sobreviveu a todos os terramotos que abalaram Santiago desde então (graças à sua construção, algumas paredes chegam a ter 1 metro de espessura), se transformou em sede de governo e residência oficial do presidente do Chile, já independente. La Moneda foi, desde essa época e até hoje, palco da história e da política chilena. Um dos marcos mais importantes na história recente do Chile terá sido o golpe de estado de 1973, que derrubou o governo de esquerda eleito e levou ao suicídio do seu presidente Salvador Allende. No dia 11 de Setembro desse ano o edifício foi bombardeado durante algumas horas e ficou parcialmente destruído. O golpe militar levou ao poder, durante mais de 16 anos, o ditador Augusto Pinochet. A praça da Constituição, fachada Norte, tem um pequeno jardim e a estátua do Presidente Salvador Allende. A praça da Liberdade, fachada Sul virada à Alameda, tem recentemente um centro cultural interior, com lojinhas de artesanato local, exposições temporárias, uma cafetaria, e wi-fi free.

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Roteiro básico no centro de Santiago.

A minha base na América do Sul, foi Santiago do Chile. Foi a razão que me levou àquele lado do mundo (a minha irmã foi para lá fazer Erasmus), e foi de onde parti e cheguei para todos os passeios que ainda vou contar por aqui. Entre muitas idas e vindas, acabei por passar quase uma semana por lá, o que seria completamente desnecessário para conhecer turisticamente a cidade mas foi de bom tamanho para conhecer melhor, visitar museus com calma, ir um pouco mais além do roteiro tradicional, viver um pouco mais a cidade, experimentar restaurantes, e perceber a dinâmica do dia-a-dia da cidade.Ao longo dos próximos posts virão mais detalhes sobre a cidade, posts sobre museus e dicas práticas para se locomoverem por lá, mas para começar deixo-vos com o roteiro turístico básico para um dia a pé pelo centro da capital chilena.O passeio proposto começa e acaba no famoso palácio presidencial La Moneda, que possui agora um centro cultural no subsolo, onde podem entrar livremente.

De lá, deêm um espreitadela à Praça da Constituição, aquele quadradinho verde atrás do local indicado como Palácio de La Moneda (não sei bem porque não apareceu no mapa) onde está uma estátua de Salvador Allende e daí comecem a dirigir-se para o centro da cidade, sugiro aqui a calle Ahumada, mas o conjunto de ruas que vos podem levar até à Plaza de Armas são todas bastante movimentadas, cheias de cafés, restauantes e lojas variadas, onde podem sentir a vida da capital. Na praça têm a Caterdal para visitar, o ponto de turismo e o Museu de Arte pré-Colombina. read more

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San Pedro de Atacama, a ´cidade´.

E com os passeios relatados nos últimos posts terminou a nossa estadia no deserto do Atacama. Apesar de incríveis, as fotos que vos mostrou não representam metade do que os olhos viram por lá, em termos de beleza natural foi provavelmente um das coisas mais lindas que já vi. A variedade de cores, de climas, de ambientes, tudo absolutamente maravilhoso. Espero ter, no futuro, oportunidade de voltar.Para finalizar, deixo-vos algumas fotografias que fiz durante o tempo que estivemos por lá em San Pedro de Atacama, a pequena cidade-base do deserto, que tem pouco mais do que duas ruas empedradas (Caracoles e Toconao) e uma pracinha com a igreja e o mercado de artesanato.A única coisa que lá não falta são agências de turismo, restaurantes e cafés, hotéis e hostels, e sempre muitos turistas.Espero que tenham gostado deste passeio virtual pelo deserto.

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Pueblo de Machuca.

No regresso do campo geotermal, e já a terminar os nossos passeios pelo Deserto paramos na pequena aldeia de Machuca, conhecida pela presença assídua de lamas. Não demos muita sorte, apesar de chover apenas 5 dias por ano, conseguimos apanhar um dia de chuva/neve e lamas nem vê-las, aparentemente não se dão lá muito bem com a humidade e fugiram todas.A neve trouxe esse pequeno problema, mas permitiu explorar a pequena aldeia num cenário bem giro, e provar as espetadas de lama, típicas da região. Bem boas!   As vicuñas não são tão sensíveis ao clima. 

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Campo geotermal.

No último dia no Atacama acordamos quase no dia anterior, às quatro da manhã já estávamos a saltar da cama para nos prepararmos para subida até ao campo geotermal de Geysers del Tatio.O pico de actividade dos géisers é ao nascer do dia, e com quase duas horas de caminho, não havia tempo a perder.Este não é certamente o passeio mais bonito em termos de paisagens, é bastante mais deserto, naquela ideia mais clássica que temos de deserto em que não há absolutamente nada, mas também não há propriamente dunas de areia branca.Mas a proximidade aos vulcões activos da Cordilheira dos Andes proporciona uma actividade geotermal única, com diferentes tipos de géisers e fumarolas, piscinas de água quente onde podem tomar banho relaxados com temperaturas negativas cá fora.O passeio inclui ainda um pequeno-almoço que não podia chegar em melhor hora, nada como uma chávena de chá de coca quentinho para aquecer as mãos quase roxas devido ao frio.

Não percam por nada o banho nas piscinas naturais de água quente, fui a única do meu grupo que se aventurou e não me arrependi nada! Não há sensação melhor do que aquela água quentinha (cerca de 38 graus) com – 5ºC cá fora. Eu sei que vai parecer impossível serem capazes de tirar a roupa, mas não é, elevem já tudo optimizado e verão que aqueles dois ou três minutos que demoram a trocar de roupa não são tão terríveis como parecem à partida. Existem uma cabines no local onde podem trocar de roupa.
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O pôr-do-Sol mais bonito da viagem.

Depois dos mergulhos na laguna Cejar o passeio prometia um pôr-do-Sol, acompanhado de Pisco Sour, nas margens da laguna Tebinquiche. Chegamos lá ainda com dia claro e pudemos aproveitar para passear pelo Salar enquanto o Freddy preparava o melhor Pisco Sour da viagem (tal como os ovos mexidos da amanhã, passou ao lado de uma grande carreira como chefe de cozinha). E o pôr-do-sol chegou e chegou com tudo. As fotos não mostram metade das cores que se viam no céu. A temperatura caiu e por cima das roupas que ainda há pouco tinham sido usadas para ir a banhos, os justos voltaram a saber bem. Tiramos dezenas de fotos, curtimos a paisagem sem pressas, ou ao ritmo do sol. As fotos não mostram metade do que vimos lá, mas metia-me outras 48h num avião só para voltar a este pôr-do-sol!

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A banhos no deserto, Laguna Cejar.

O terceiro tour da viagem ao Deserto era dos dos mais aguardados, foi bem divertido, é verdade, mas começou com uma pequena desilusão.A primeira paragem do passeio eram as lagunas Cejar, conhecidas pelo seu elevado teor de sal, e onde é possível tomar banho e flutuar. Confesso que estava a imaginar-me a passar umas horas a tomar banhos de Sol no Salar com uns intervalos para banhos numa lagoa mais ou menos ao estilo Mar Morto, mas na verdade a coisa não é bem assim.O sítio é muito giro, mas a salinidade da água não é assim não elevada, ninguém se afoga, mas também não obriga a flutuar na horizontal, não é preciso fazer esforço nenhum para estar dentro e água na vertical, e até dá bastante jeito, porque à superfície a água é bem fria, uns 17 graus, mas no fundo estava a cerca de 30, ao menos aquecíamos os pés.As duas cores que conseguem ver nas fotos tem apenas a ver com a profundidade da lagoa, a zona mais clara tinham água sensivelmente até aos joelhos porque havia umas rochas de sal que acabavam de repente e perdia-se completamente o pé (nem sei que profundidade tinham) para a zona mais escura.Infelizmente o tempo também não estava óptimo, e apesar dos vinte e poucos graus que permitiam estar em biquíni e a banhos, corria um ventinho bastante desagradável para tomar banhos de Sol. Portanto ninguém se esticou muito por ali e ainda deu para passear por entre outras lagoas e conhecer os Ojos de Salar, duas outras lagoas no meio do Salar, que são como dois buracos no meio do nada, bem profundos e aqui de água completamente doce. Quando o passeio é feito no Verão, e com um calor de ananáses, há quem opte por tomar um segundo banho aqui, e tirar o sal da Laguna Cejar do corpo. Dicas para este passeio: O bilhete de entrada na Laguna Cejar é bem carote mas dá acesso a uma espécie de balneários onde podem trocar de roupa e tomar uma mangueirada de água fria, vai custar (e muito!) estar ali à espera, ao vento e ao frio pela água gelada, mas não deixem de tomar banho e tirar as roupas molhadas, para além do desconforto que vai ser o sal quando começar a secar no corpo, dá comichão e seca imenso a pele, acreditem em mim, não vai tardar muito a começarem a ter frio e a sentirem-se felizes por não estar mais com ‘roupa de praia’. Este foi o passeio em que a mudança de temperaturas foi mais brusca, começamos de biquíni e acabamos de kispo (na segunda parte do passeio que vem no próximo post).

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Água no Deserto, as lagunas altiplânicas.

Uma das maiores surpresas nesta visita ao Deserto foi, sem dúvida, a diversidade de cores e paisagens, combinadas com a abundância de água. Um contra-senso naquele que é o deserto mais árido do mundo. É verdade que ao que consta chove por lá cerca de 5 dias por ano, mas há várias outras fontes de água, que não ‘humedecem’ muito o ambiente, mas que tornam alguns locais únicos.Um desses locais é bem no alto, a quase 4000 metros e no meio dos vulcões, em plena cordilheira dos Andes, as lagoas de Miscanti e Miñiques. Aqui faz mesmo muito frio, e o cume das montanhas está sempre gelado, e é o degelo dessa água que originou as lagoas e permitiu o crescimento das plantas que a rodeiam. O passeio vale muito a pena, ainda tivemos um bónus de ver um grupo de vicuñas a dirigir-se ao lago para beber e pelo caminho paramos em mais um pueblo no meio do deserto, Socaire. Dicas para este passeio: Vão muito bem agasalhados com várias camadas de roupa, sendo a primeira térmica, conforme forem subindo a temperatura vai cair a sério e também apanhamos um ventinho bem cortante a ajudar à festa. Vão abastecidos de água para irem hidratando pelo caminho, é um passeio bem alto e devem ter todos os cuidados para evitar o soroche. Vão estar literalmente no meio do nada, a mais de uma hora de qualquer vestígio de civilização, vão prevenidos também com qualquer coisa para enganar a fome.

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Salar de Atacama e reserva de Flamingos.

A visita ao Salar de Atacama e à sua reserva de Flamingos é a primeira parte do passeio que fizemos na manhã do segundo dia no Atacama.O passeio começa bem cedo, ainda de noite, e começa por caminhar para Sul em direcção ao Salar de Atacama, a primeira paragem é na aldeia de Toconao, onde para uns minutos para explorar a pracinha principal com a sua igreja e torre do campanário que foi classificada património nacional em 1951. De seguida o passeio entre pelo Salar de Atacama até chegar à Laguna Chaxa, onde irão poder fazer um caminhada na Reserva de Flamingos e desfrutar de um pequeno-almoço preparado no local.Nós fizemos este passeio com a agência ViveAtacama e o nosso motorista Freddy preparou os melhores ovos mexidos do Chile, que juntamente com um chá de coca para ganhar resistência para a segunda parte do passeio, foi o melhor pequeno-almoço que tomei durante as férias. A vista ajudou, mas estava tudo óptimo!

Dicas para o passeio: Levem uma almofadinha portátil e podem acabar de dormir durante a viagem, a primeira hora vai ser ainda de noite não adianta tentar ver a paisagem. A altitude nesta fase ainda não é muita, mas como será de manhã cedo o kispo vai fazer-vos bastante jeito. Metam qualquer coisinha à boca antes de sair do hotel, o pequeno-almoço será pelo menos umas duas horas depois de começar o passeio.

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Valle de la Luna y Valle de la Muerte

O primeiro passeio que fizemos, logo na tarde do primeiro dia no Atacama, foi até ao Valle de la Luna e Valle de la Muerte. É considerado um dos passeios mais simples e de ambientação à altitude uma vez que fica a poucos quilómetros de San Pedro.É aliás dos mais fáceis de fazer por conta própria, podem lá chegar facilmente de bicicleta ou numa caminhada um pouco mais longa.O passeio incluí três etapas principais:– Valle de la Muerte, passeio pelos desfiladeiros e pelas cavernas formadas pelo interior da rocha pela força do vento. É bem interessante fazer a caminhada no interior da rocha mas se forem por conta própria não se aventurem muito longe sozinhos, ou então colem-se como quem não quer a coisa a um grupo que esteja a começar o percurso, é que aquilo é labiríntico (mesmo!)Este passeio também não é óptimo para quem tem pouca mobilidade, dentro da rocha é preciso andar um pouco aninhado algumas vezes e trepar/descer algumas rochas um pouco mais complicadas, haverá sempre alguém para dar um ajuda, mas tenham isso em atenção.

– Valle de la Luna, vista panorâmica do vale e possibilidade de parar par tirar fotos com as ‘Três Marias’ formação rochosa que actualmente já só possui duas Marias porque a turistada deu cabo da terceira, já não é possível aproximarem-se muito e na famosa Piedra del Coyote, não entrem já em pânico só de olhar para a foto. É verdade que quase tive de arrastar a minha irmã até lá e quilo mete um bocado de respeito… mas é a foto obrigatória do passeio e apesar de ser muito (muito!) alto a pedra onde se sentam é bem larga e mesmo por baixo não está logo ali o precipício, só começa um pouco mais à frente, a ilusão da foto é bem pior. Se não conseguem chegar à ponta de pé, vão de gatas, mas vão, e tirem a foto que podem imprimir em poster na parede da sala! read more

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