feel alive ’17

A razão que me levou a Lisboa no último fim-de-semana foi o concerto dos Depeche Mode no festival NOS Alive no Passeio Marítimo de Algés. Não que seja a maior fã de sempre do grupo, das que colecionam álbuns e posters, mas gosto, conheço os clássicos e sempre ouvi dizer que davam um bom espetáculo – e eu adoro um bom concerto – e por uma razão ou por outra, apesar de já terem estado várias vezes em Portugal, ainda não tinha conseguido vê-los. Este foi o ano e portanto lá me pus a caminho. Cheguei ao recinto já por volta da hora de jantar, que eu já não tenho energia para passar um dia inteiro a curtir festivais, e o ambiente estava óptimo, gosto do espaço, está cada ano mais giro e agrada-me taaaanto não haver terra e poeira.  No palco principal já estava no final da atuação Kodaline e portanto fui fazer o reconhecimento do terreno e tirei as fotos que vos mostro hoje. Os palcos secundários estavam animados, ambiente porreiro no clubbing, o palco Heineken já a arrebentar pelas costuras – como no resto da noite – e muito de comer e beber que a gente não gosta de passar fome (nem sede!). Impressionante a quantidade de estrangeiros que se viam por lá. Deviam ser os únicos a achar que 4 euros era barato para meio litro de cerveja. Os Imagine Dragons deram um óptimo concerto, apesar de eu achar que nem conhecia, têm uma série de hits mais comerciais que conhecemos todos e animaram e muito o palco principal. Foi um óptimo aquecimento. Quando finalmente chegaram os Depeche o público já estava todo prontinho para a festa. Achei o concerto fixe, tocaram os clássicos que todos queríamos ouvir e os tipos são bons, sinceramente já tinha ouvido tão bem que esperava um pouco mais da interação com o público. Mas foi um balanço bem positivo.No fim ainda houve tempo para descansar as pernas ao som do palco Heineken, porque eu já não vou para nova e já me estava a custar continuar de pé, antes de enfrentar as multidões que abandonavam o espaço e subiam o IC17 para conseguir chegar a Algés. Estava um pandemónio de gente e filas cá fora, mas esta que vos escreve conseguiu reservar um Uber com antecedência e só teve tempo de entrar no McDonalds para comprar e comer umas batatinhas fritas – que sabem pela vida às duas da manhã – antes de chegar o carro para me levar de volta a casa. Mas a experiência Uber fica para outro post.Para a semana há mais um concerto – Sting no MEO Marés Vivas.      

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La Dolce Vita | Parque das Nações

Hoje trago-vos uma dica culinária na capital. O restaurante La Dolce Vita no Parque das Nações, mais conhecido pela “Pizzaria do Adrien” é um italiano mesmo porreiro que experimentei a última vez que estive por lá. O Adrien é o capitão do Sporting, estão a ver? Eu sei que o Sporting não interessa a quase ninguém, mas o moço joga na Seleção Nacional por isso podem dar-lhe uma chance. Para se fazer à vida, que o futebol não dura para sempre, abriu um restaurante italiano no Parque das Nações, mesmo pertinho do Casino. E então o que é que eu achei? Bem bom.É verdade que não adorei a decoração do espaço, meio inspirada no filme “La Dolce Vita” com o Marcelo Mastroiani, mas isso nem é assim o mais relevante, porque o que interessa mesmo – a comida – valeu a pena. Acho sempre difícil encontrar uma pizzaria que faça umas pizzas à moda italiana, as que se vêem por cá são a maior parte das vezes muito enjoativas, com a massa muito alta e gordurosas, eu gosto daquelas bem fininhas, em que consigo comê-la inteira, mesmo à italiana, lá está. E estas eram assim. Para além disso, parece que as pastas também são bem boas, mas eu não provei. Não podia era deixar passar um tiramisú, que senão nem era italiano nem era nada. Gosto mesmo. Para além de tudo, para o padrão “jantar fora em Lisboa” os preços até nem eram exorbitantes. Havia bastantes pizzas e massas entre os 9 e os 12 euros. Alguém aqui já conhece? Aproveitem uma próxima oportunidade no Parque das Nações para passar por lá, mas atenção que ao fim de semana se não chegarem cedo, podem ter uma surpresa em forma de fila à porta.                  

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O Tejo e o MAAT.

A mais recente aquisição da cidade de Lisboa é uma surpresa mais do que agradável. Mais ou menos entre Alcântara e Belém, a sua localização mesmo ao lado do rio prometia tudo de bom, e em nada desiludiu. É incrível como é possível desenhar alguns edifícios “em comunhão com a Natureza”. E neste caso, no novo Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, tudo é Tejo.  O dia estava bem bonito, o que só ajuda, mas adorei mesmo este passeio pela zona. Não cheguei a entrar no Museu, ou melhor, entrei fui à loja e tal mas não vi a exposição, Mas podem sempre passar um dia inteiro por lá, porque para além do MAAT, mesmo ao lado têm o antigo museu da eletricidade e não muito longe também o novo Museu dos Coches, que também está na minha lista mas vai ter de ficar para outra oportunidade. Certamente que os lisboetas já conhecem e desfrutam e muito da zona ribeirinha que está cada vez mais incrível. Mas os não-lisboetas, corram até lá. Têm aqui mais uma óptima razão para o fazer!          

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Almada na Gulbenkian.

“José de Almada Negreiros – Uma maneira de ser moderno” é a exposição temporária em exibição na Fundação Calouste Gulbenkian até ao próximo dia 5 de Junho e vale muito, mas mesmo muito a pena. Estive por lá numa manhã de sábado, no início de Abril e adorei. A colecção de obras apresentadas é enorme, gastam à vontade umas duas horas por lá e não podem ficar a ver em detalhe cada quadro ou desenho. Estão expostos os dois Fernando Pessoa do Almada, o segundo ainda mais giro que o primeiro e se virem por lá alguma visita guiada colem-se um bocadinho a ouvir a explicação sobre as principais obras, que vale a pena. Descobri imensa coisa sobre o Almada, vão lá para descobrir mais, não vos vou contar tudo, mas adianto que passou a sua lua-de-mel no Alto Minho, mais precisamente na Pensão Meira, agora Hotel Meira, e uma das obras em exposição é um pequeno filme sobre um naufrágio na Ínsua, em Moledo. Muito, muito giro. Se tiverem oportunidade vão até lá, não se vão arrepender. O bilhete custa 5 euros e não achei nada caro, mais informações aqui. “Isto de ser Moderno é como ser elegante: Não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.” José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927 Notam as diferenças? 🙂                           

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Museu Cosme Damião

E pronto, nada melhor para animar a pré-época do que as fotografias da minha visita ao museu Cosme Damião no estádio da Luz.Ia com a expectativas lá no alto, mais não fosse pelo prémio de Museu português do Ano que ganhou em 2014, e valeu a pena a deslocação.O museu é muito interactivo e mostra bem mais do que as taças e a história do Benfica. Acompanha a história de Portugal e do Mundo desde a criação do clube e faz a ponte entre a história do clube e a cidade de Lisboa. Bem como a ligação a áreas tão distintas como a literatura e a música.Podem ver filmes 3D, treinar remates à baliza ou estar ‘frente a frente’ com um holograma do Eusébio (incrivelmente real!) que vos conta a sua história.Vale a pena a visita, o Glorioso espera por vós. As duas Taças dos Campeões Europeus.

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Museu do Azulejo

Descobri a existência deste museu há cerca de um ano no blogue da Agnes (A Terra vista da Lua), que por sinal adoro, “Olá companheira de blogosfera!”, e que me deixou com água na boca para a visita seguinte a Lisboa. Estive lá no Verão passado mas não deu, mas desta vez, quando viajei a trabalho, entre a palestra da manhã, o almoço e a sessão de posters da tarde lá consegui arranjar um tempo para uma escapadela cultural. E se isto fica onde o diabo perdeu as botas! Apanhei um autocarro no Jardim do Arco do Cego, que passou na praça do Chile, no cemitério do Alto de São João e finalmente desceu até perto do rio, onde fica o Museu. Espero que estas indicações vos sejam familiares, porque eu andei muito perdida e nem me lembro do número do autocarro. Mas indo ao que interessa, adorei este recanto escondido na capital. É verdade que aquilo só tem mesmo azulejos, e pode parecer um coisas sem importância já que também os temos em casa em tudo quando é canto. Mas estes são incríveis, dão uma grande lição de história de Portugal e não há azulejos mais giros no mundo. (foi difícil selecionar as imagens!)

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mnaa – Museu Nacional de Arte Antiga.

Para terminar com a ronda de posts ‘Vá para fora cá dentro’ sobre os dias que passei na zona de Lisboa este ano, ficam as imagens do Museu Nacional de Arte Antiga. Uma visita que queria fazer há muito e que estava na lista de prioridades para as actividades da viagem.Já diz o ditado que ‘Santos da casa não fazem milagres’ e uma pessoa corre meio mundo para ver coisas incríveis e depois adia sempre tudo o que fica dentro de portas. Mas desta vez não escapou e pude ver todas aquelas obras que nos perseguem uma vida nos livros de história… Tenho a certeza que vão reconhecê-las. Espero incentivar-vos a tirarem um bocadinho do vosso tempo e fazerem, também, uma visita ao museu…

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Domingo de manhã no Palácio de Queluz.

Mandado construir por D. Pedro de Bragança – filho de D. Joao V e irmão do rei D. Jose – para instalar a Casa do Infantado (titulo pertencente ao segundo filho do Rei) passou para a casa real quando D. Pedro se tornou rei por casamento com a sua sobrinha e herdeira ao trono, D. Maria I.A sua construção começou em 1747 e e um dos últimos grandes edifícios da Europa construídos em estilo rococó.Em1794 o Palácio tornou-se a residência oficial da família real portuguesa e foi la que nasceu o futuro rei de Portugal e imperador do Brasil, D. pedro IV (I do Brasil), já de regresso a Portugal e depois da Guerra civil que entregou finalmente o trono a sua filha D. Maria II, D. Pedro viria a falecer (1834) no mesmo quarto do palácio onde nasceu (1798).Visitamos o palácio num agradável domingo de manha e ainda posso informar-vos que se forem habitantes do concelho de Sintra não pagam nada para entrar aos domingos (se não forem a coisa já não se faz assim tao barata…).Aproveitem a visita ao interior do palácio e se o tempo estiver convidativo aproveitem o passeio nos jardins e a cafeteria que fica perto do Canal de Azulejos construído no Rio Jamor que atravessa os jardins do palácio.

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Miradouros, as vistas sobre Lisboa.

São imensos os miradouros e as vistas incríveis que Lisboa oferece, não fosse a cidade das sete colinas. Há os clássicos como a vista do castelo de São Jorge ou o miradouro do Bairro Alto, mesmo a saída do elevador da Glória e muitos outros mais ou menos desconhecidos, mas que vão aparecendo a cada virar de esquina. Deste vez, a visita a capital incluiu dois: talvez o melhor de todos e um dos mais recentes.O Cristo-rei em Almada, porque nenhuma vista sobre a cidade e tão boa como aquela, a não ser talvez chegar de avião.O novo miradouro no topo do arco da rua Augusta, incrível pensar como esteve desaproveitado até há tão pouco tempo atrás.

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Belém!

Acho que dispensa grandes apresentações.A frente ribeirinha em Belém, expoente máximo da época manuelina e dos Descobrimentos portugueses, é um dos melhores cartões postais da cidade de Lisboa.Já lá estive vezes sem conta, mas nunca me vou cansar de voltar. E presumo que deva ser incrível ser ‘turista estrangeiro’ e chegar lá pela primeira vez. Vasco da Gama Luís Vaz de Camões

Hoje podemos dizer: “Nós já fomos ricos, à séria, gastamos o dinheiro nesta belezura!”, se calhar daqui a umas centenas de anos fazem-se excursões aos restos de auto-estradas – como se fosse um caminho romano – (na altura teremos um drone, como quem tem hoje um carro) e poderemos dizer: “Quando entramos para a UE abriu-se uma torneira de dinheiro, tal e qual o ouro que vinha do Brasil e nós construímos estas belas estradas. Antes as pessoas andavam de automóvel.”
Há quem nem tenha o que mostrar. read more

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